Monday, February 23, 2009

ontem...

Ontem foi meu aniversário - 22022009 - e tudo correu bem: os convidados, os petiscos, as bebidas, os presentes (claro, os presentes também!) e a banda! Bem, no quesito da banda bem que poderia ter sido melhor... mas, considerando que não ensaiamos descentemente desde que estamos tentando mudar de repertório, tocarmos 3 músicas do repertório novo e 6 do antigo pode ser considerado uma boa performance, mesmo com os errinhos usuais nas finalizações...

Alguns amigos me mandaram parabéns pelo Orkut. Sinto, mas não sou habituado a essa mídia! Já cometi orkuticídio uma vez... só voltei porque o Google, também conhecido como 1984, te coloca lá automaticamente! Só me dei conta que havia renascido no Orkut quando alguém me escreveu em meu scrap book! Duas surpresas ao mesmo tempo: alguém escrever no meu scrap book e o próprio scrap book!

Esta semana vou estar bem ocupado com o fechamento da TUDA (não é o máximo?), mas tentarei be around, anyway.

Obrigado pelo carinho...

Sunday, February 22, 2009

22022009

Pois é edu, again,
você & mais ninguém!
fora tua cara dois terços
e um punhado de amigos
contados nos dedos de dez mãos.


Achas-te com sorte? Pense nas festanças
esbanjantes em abundanças de tudos & tudas,
com desperdícios de saúdes & disciplinas -
já não és aquele mesmo jovem de ontem... quanto tempo!
o mesmo tempo que não quer parar & insiste em te apresentar
mais um ano, e mais um ano, e mais um ano, e mais um ano...
com sorte, os teus também serão apresentados com mais um ano - cada qual ao seu próprio tempo
e principalmente Ela... embora preferisse que Ela ficasse fora do esquema,
melhor não, ou Ela não desfrutaria do benefício do teu maturamento... que só disso te beneficias.

Parabéns para mim...


asyno eduardo miranda
deste porto seguro da jlha do Eire,
oje, domjngo, vjgesº segº dia do segº mez d este anno Dommini de MMIX

um belo vinho... ou dois!

Signore Santini, ciò è un omaggio a voi... you probably will understand not a world, but... you can guess a lot! Salute!

Certa vez, ao ter que atender a um cliente na Itália, antes da viagem consultei meu recém colega de trabalho - ele acabara de começar na IBM - Alessandro Santini. Um italiano da gema, e de gosto bem refinado, diga-se de passagem... Disse-lhe que iria para Turin, e que pretendia fazer uma "tour" pela rota dos vinhos de Piemonte. Ele prontamente me bombardeou com informações gastronômicas e vinícolas. Me interessou principalmente as vinícolas...

Na ocasião me recomendou alguns vinhos: no norte, fez especial menção aos Barolos de Michele Chiarlo; no sul, aos Donnafugata. Bem, o que aconteceu foi que dois meses mais tarde, durante minhas férias, acabei num "wine bar" em Lago Como, para degustar algumas taças de vinho, Teresa, meu pai e eu. O dono da taverna tinha um Donnafugatta, Mille Una Notte 2001 e outro 2003. O 2001 custava 60 euros, o 2003 40. Pedi o 2001 por 40 mas ele se negou, veementemente. Papo vai papo vem, e a noite se derretia em taças e mais taças. Depois de várias resolvemos ir embora. Na hora de pagar a conta, "morremos" com 60 euros. Ao dar-lhe uma nota de cem, o danado me sugere, Vai um Mille Una Notte de troco? E eu digo, 2001? Ele responde, Não... 2003! Digo, Esqueça! Ele sorri, afasta-se para o caixa e volta com uma garrafa de Donnafugatta Mille e Una Notte Vendemmia 2001! Estava feito o negócio!

Tudo isso apenas pra dizer que, após 4 anos (isto ocorreu em 2005!) resolvi abrir o vinho - ontem, na ocasião da tão esperada chegada do meu amor, vinda do Brasil. Como não conhecia o vinho, todo o ritual foi uma surpresa, tanto para ela como para mim. Abri o dito com a recomendada 1 hora de antecedência, deixei o danado respirar à vontade... A rolha estava maravilhosa, o aroma prometia, a cor, suprema... E te digo camaradinha: valeu a pena! O vinho é simplesmente FAN-TÁS-TI-CO! A wonderful suggestion, Alessandro!

E hoje, Domingo - Sábado passado da meia-noite - para continuar o Espírito Italiano, abrimos um igualmente maravilhoso Masi, Costasera Amarone 2001. Supremo! Afinal, não é sempre que se aniversaria...

Dessas coisas eu sentiria uma falta tremenda lá no Brasil...

Friday, February 20, 2009

coisas da imprensa

"Há quem não acredite na imprensa". É assim que o editor da BBC Brasil em Londres, Rogério Simões, abre seu artigo Caso Paula e o Poder da Dúvida, onde explica o por quê a BBC Brasil às vezes pode parecer um pouco "lenta" com as notícias (obrigado pela dica, Marcelo).

Ciente de que algumas pessoas não acreditam em praticamente nada do que lêem na imprensa, ouvem no rádio ou vêem na TV, Simões encara isso como um desafio - e crê que também deveria servir de inspiração. E dá a receita: "Qualquer repórter, ao receber no colo uma informação nova, deveria fazer duas coisas: em primeiro lugar, duvidar; em segundo, correr atrás das fontes pertinentes para saber se sua dúvida tem, ou não, fundamento. É preciso se mexer, mas sem abandonar seu papel de questionador." E por aí vai Rogério, contando com bastante clareza a postura ética da BBC Brasil, através do caso da brasileira que vive na Suiça, Paula Oliveira.

Agora eu me pergunto - ou LHE pergunto: Será que mudou alguma coisa na cartilha do Jornalismo nas últimas décadas? Que eu me lembre - lá na minha longínqüa (com trêma mesmo!) pós-graduação em Comunicação Social em 1992-3, apurar a veracidade da informação era algo tão fundamental, que sem ela não havia a própria informação! Será que hoje em dia os caras ensinam algo como "Olha, ao receber uma notícia, publique, o mais rápido possível! Depois, com mais calma, vá checar sobre o que ela realmente é...". Imaginem se fossem policiais? Primeiro atirariam, para depois pedirem os documentos... (Como? O quê? No Brasil já é assim?!?)

O episódio certamente traz muitas lições, não só para a imprensa, mas para todos: Cuidado com o que falas ou escreves, e mais cuidado ainda com o que ouves ou lês!

Wednesday, February 18, 2009

Tu quoque, Jabor?

Pô, Jabor, até tú, com jargõezinhos de muito efeito mas sem sentido? Precisava perolar que a "... entrevista de Jarbas é uma ilha de verdade em meio a um mar de mentiras..." ?!? E mais: "Sob o guarda-chuva do marketing populista de Lula", "... a oposição acovardada do Ibope do Lula...".

E ainda diz que o Lula "Abriu a porta para corruptos em nome de uma governabilidade... que não governa."

Primeiro, camaradinha, quem não governa não é o Lula, mas o governo. E olha que ainda assim, devido a tal da governabilidade que ele conseguiu na base da "negoiciação". Escusas? Algumas. Mas ora, não seria isso mesmo a POLíTICA? E se ela é suja, MUDEMOS-NA! Com a Reforma Política!

"O PMDB é a tropa de choque do Lula - é o seu Talibã". Aí vai da interrpretação do quadro político atual: Se Jabor acha que Lula é PMDB de carteirinha, vai acabar dizendo também que o Fidel votou no Obama.

Diferentemente de Júlio César que foi assassinado em pleno Senado, por 60 conjurados - e entre eles o seu próprio sobrinho e filho adoptivo, Brutus (Tu quoque, Brute, fili mi?), Zé Sarnento e seus 400 capangas poderiam só sair de fininha, que a polícia já estaria esperando lá fora!

Tuesday, February 17, 2009

quem tem culpa no cartório?

Ora, entendamos algo: criminoso é quem infringe a lei. Que arruma subterfúgios na lei, é esperto, malandro ou no máximo mal-caráter. A lei permite? Mude a lei para que não permita mais! Simples!

Olhe o caso do presidente do grupo anti-pirataria que foi pego vendendo CD pirata na sua própria loja de discos... claramente infringiu a lei. Olhe o caso da crise dos bancos: ficam aí jogando a culpa nos bancos, mas a VERDADEIRA culpa é do governo - de TODOS OS GOVERNOS, que permitiram a tal da putaria.

Reiterando a analogia que fiz anteriormente: o fazendeiro abre o portão de seu galinheiro e diz para os lobos que estão lá fora: "olha, pode comer as galinhas, mas só algumas, hem? Não vão me acabar com elas, por favor!" Ou será que eram ovelhas? Não importa... de quem é a culpa pelo sumiço das galinhas todas? Do lobo, que abraçou a oportunidade e estava fazendo o seu papel - comer galinhas (ou eram ovelhas?) - ou do fazendeiro, que deveria olhar pelas suas galinhas (ou ovelhas?).

Nisso sim o governo do Lula tem culpa. E todos os outros governos que abraçaram a cartilha neo-liberal. Agora, meter o pau no Lula quando ele NÃO merece, cai no vazio da crítica infundada.

Arnaldo Jabor comentou hoje a entrevista de Jarbas Vasconcelos na Revista Veja e aproveitou pra botar o Lula na mesma panela da putaria do PMDB, dizendo que a culpa era do governo. Jader acusou a putaria política do CONGRESSO. E se é uma putaria, é porque AS REGRAS DO JOGO PERMITEM. Aí, diria-se, é necessário a tal da REFORMA POLÍTICA, que NÃO depende do Executivo, do presidente, mas SIM do Legislativo, do Congresso. Justamente onde está a corja peemedebista. Seu Zé Sarnento e os seus sei-lá-quantos Capangas, que como bem disse Jader, vai acabar por transformar o Brasil num grande Maranhão! E o problema aqui não é o Estado em sí, mas o dono dele!

Adoro os comentários do Arnaldo Jabor, sempre bem-humorados, ácidos e precisos... mas hoje ele viajou na maionese. Como sempre polêmico, nada mais polêmico do que meter o pau num governo de esquerda sendo filho dela. É claaaro que ele vai dizer que nãoi é filho de coisa nenhuma... e até acredito que ele seja livre de amarras - até eu sou, por que ele não seria?

Nada a ver com o Lula, Jabor... não viaja!

Sunday, February 15, 2009

imigrando

Basicamente, há três tipos de pessoas que desarraigam e imigram para (re)fazer suas vidas: os que são abençoados com aquela coceira no pé que os faz sedentos de aventura, e estes abandonam seus países em busca de aventura pura; outros apenas chegam a um país por um motivo qualquer e acabam se encantando com ele, e acabam por encontrar uma alma gêmea para dividir suas vidas; e outros são forçados a emigrar porque a situação de seus próprios países não lhes permite uma vida descente.

Cada qual com sua medida de dignidade, se é que se pode dizer isso... procurar um outro país porque o seu próprio não é capaz de oferecer condições mínimas de sobrevivência - seja social, seja política - é a mais nobre delas. Escolher um país por puro espírito de aventura, a menos nobre. De qualquer forma, todas as situações te colocam numa condição especial: a de imigrante, e quem olha para o imigrante não tem o quadro completo de sua situação. Em tempos difíceis de crise, sentimentos não-nobres como o ultra-nacoinalismo, podem fazer pessoas terem atitudes igualmente não-nobres.

Eu posso dizer que sou um abençoado, pois meus motivos navegam entre os 3 princípios aqui traçados: tenho o pé-sarnento, me encantei com o país, e não acho que o Brasil me daria o mesmo que tenho aqui. Enquanto depender de mim, fico. Esta semana aplicarei para a minha cidadania - completei 5 anos em 7/02!

A tal da crise? Nem sinal dela, por enquanto. Os bancos vão de mal-a-pior, mas comprando soluções informáticas - as nossas, pelo menos. Há uma previsão de a Irlanda entrar numa "séria recessão" nos próximos 12 meses. Se for o caso, quero estar no aconchego do meu lar, ao lado da mulher que eu amo... de lá, certamente, terei toda a luz necessária para tomar a decisão certa...

Wednesday, February 11, 2009

relendo schopenhauer

A opinião pública americana anda exigindo (!) um pedido formal de desculpas dos bancos e/ou de "Wall Street". Ora, para mim, isto sim soa um absurdo! Se fizermos uma analogia, como poderíamos exigir desculpas do lobo pelo sumiço das ovelhas (não importando se elas foram comidas ou se simplesmente fugiram) se os pastores, os maiores interessados pelo bem-estar das ovelhas, conferiram sua guarda ao lobo (cujos interesses claramente vão de encontro aos dos pastores) sem ao menos estipular qualquer tipo de regra (a amaldiçoada "regulamentação"), do tipo "é proibido comer as ovelhas", ou ainda "você tem que garantir o bem-estar das ovelhas", ou qualquer coisa parecida.

Schopenhauer uma vez disse que "A riqueza é como a água do mar: quanto mais bebemos, mais sede sentimos." Este é o tipo de sabedoria que deveria ser lembrada... sempre!

Tuesday, February 10, 2009

vantagens de ser aqueu

Dentre as várias vantagens que se deve ter em ser grego - devem ser tantas, mas tantas que eu não conseguiria cobrir neste post... então vamos ficar com duas.

Uma, indubitavelmente, é que... eles entendem grego! Até as criancinhas! E falam também! Não é incrível? A outra, menos óbvia, é a indústria pirata. Diferentemente do Brasil, não alimenta e nem é alimentada pelo crime organizado, mas acaba por dar emprego aos imigrantes ilegais, geralmente da Nigéria e do Quênia. OK, nada de nobre até agora... mas o fato é que os gregos se solidarizam tanto com a causa dos imigrantes, que criticam a ação da polícia quando estes agem contra o comércio que eles praticam. Aí, por solidariedade, consomem os produtos! CDs, DVDs e bolsas da Louis Viton, D&G entre outras. Imitações da mais pura qualidade, garantem.

Quanto às bolsas não posso dizer muito, mas quanto aos CDs e DVDs, um fenômeno interessante se observa: a indústria "legal", incapaz de combater a proliferação dos piratas e, entre os jovens, os "downloads" estilo BitTorrent, tem que reduzir os preços aos níveis do piratas! Compra-se CDs novos a €5, €6. DVDs novos a €10, €12! Não-lançamentos podem ser encontrados a €1! Não paga nem a embalagem!

Comprei uma edição de Carmem de Bizet composta de 4 CDs, com a ópera e mais outras peças flamencas, num livro 25cm x 25cm de luxo, capa dura e totalmente ilustrado, por €9,90! Outros 4 lançamentos de DJs Ingleses por €1 cada!

Pois é... parece que os gregos souberam tirar vantagem da pirataria...

Sunday, February 08, 2009

aqueus & frígios

Algumas coisinhas sobre os gregos que só se descobre depois de vir à Grécia:
  1. o idioma grego nem é tão difícil assim;
  2. o churrasco grego da Grécia é tão nojento quanto o do centro de São Paulo;
  3. os gregos não quebram pratos em restaurantes.
Pois é, eu também fiquei chocado! Todas aquelas piadas sobre o idioma - falo tudo menos grego - podem ir por água abaixo... uma vez vencida a barreira do alfabeto, o resto é fichinha! Vais achar inclusive muitas palavras parecidas com o português! Ou melhor, ao contrário, já que o português é que vem do grego...

Quanto ao churrasco grego, se você é daqueles que nunca teve a coragem de pedir um churrasco grego naquelas barraquinhas do centro de São Paulo por puro nojo (que injustiça, né?), pode tirar o cavalinho da chuva... na Grécia é a mesma merda!

E finalmente - nesta o meu mundo quase caiu! - os gregos não quebram pratos em restaurantes... aliás, eles ficam chocados quando vão a restaurantes gregos no exterior e presenciam tal barbaridade...

Mas a pior de todas ainda está por vir... a Guerra de Tróia pode nunca ter acontecido! Tudo pode não passar de uma viagem de Homero, que deve ter fumado uns quando escreveu seus poemas épicos "Ilíada" e "Odisséia". Segundo sua versão, a guerra se deu quando os aqueus atacaram Tróia (que ficava na Frígia), para recuperar Helena, raptada por Páris.

Meu camaradinha... em tempos de boatos cibernéticos, estes acabam sendo mais fortes que a própria verdade - e esta dói. Mas a Guerra de Tróia, sendo mito ou fato, um legado deixou, desde o fim da Idade do Bronze no Mediterrâneo, quando supostamente aconteceu:

Difícil mesmo é agradar aqueus e frígios!

Thursday, February 05, 2009

O medo agora é a extinção!

Maureen Dowd. Li um artigo da fulana e lembrei de um comentário que tracei... nO FUNDO Eu não ligo! Já falei que não sou machista, tampouco feminista. Se mulher fosse minoria talvez eu abraçasse a causa, mas como não é... Mas o negócio é que a coisa está ficando feia! Tem mulher que está viajando na maionese! E o pior é que a maionese é bem consistente...

Relembrando o feminismo

Antigamente, o homem pagava a conta. Aí a mulher começou a achar que elas seriam vistas como propriedade deles, e não queriam que ninguém achasse que estavam trocando uma noite de sexo por um prato de espaguete. Aí nasceu o feminismo. Altos cargos executivos? Vidas profissionais agitadas? Não era assim no começo, mas passou a ser. Pelo menos o discurso passou a ser esse, mas 40 anos depois, parece que as mulheres estão retornando à idéia de que o homem deve pagar a conta, passaram a prezar a rotina doméstica e sentem-se atraídas pelos valores apreciados por suas avós.

E o que aconteceu com aquela rebeldia toda, que a maioria dos homens não entende até hoje? Simples: acomodou-se no feminismo modelado pelo Sex and the City – divertir-se e realizar os próprios desejos. Talvez fosse esse o verdadeiro - e único! - mote do feminismo.

De onde viemos e para onde vamos?

Agora o outro lado. Há um grupo de mulheres terrivelmente poderosas, organizadas e maquiavélicas. E elas, diferentemente de suas antepassadas feministas da década de 60, não querem simplesmente acabar com o macho. Elas querem acabar com o homem! Com toda a raça masculina! São elas as que pregam pérolas como “As feministas dos anos 70 passaram dos limites, pois pagar a conta é como abrir a porta do carro... é gentil e eu aprecio. Mas os homens não são obrigados a fazerem isso, a não ser que eles queiram um outro encontro."

As garotas hoje em dia são extremamente poderosas e aprenderam a dominar os rapazes. Elas são comunicativas, interessadas e inteligentes. À noite se vestem com o mínimo de roupa possível, não ligam nem para o frio. Usam mini-blusas apertadas que ressaltam seus mamilos, minissaias que mostram suas calcinhas - se estiverem usando uma. Roupas transparentes sem sutiã, calças jeans arrojadas... elas têm o poder! Pelas boates com os peitos empinados deixam os homens malucos diante de sua beleza... vestidas quase como prostitutas.

Segundo Norman Mailer em sua “teoria do terror”:
“as mulheres vão controlar o mundo… Você sabe, os homens, por piores que tenham sido com as mulheres ao longo dos anos, ao longo dos séculos, precisavam delas para que a corrida continuasse. Mas as mulheres só precisavam de uns cem escravos de sêmen que pudessem ordenhar todos os dias, para que elas mantivessem a corrida. Portanto, elas não precisam de nós. E, penso nisso seriamente: daqui a cem anos haverá apenas cem homens sobre a face da terra, e elas vão controlar tudo”.
Já pensou se isso se concretizar? O que será do velho e bom sexo - bom para ambos, eu acredito! Se a mulher quer RE-AL-MEN-TE assumir a responsabilidade da caça, que deixe-nos com a coleta! Eu não teria problema algum em ficar em casa e me entregar a coisas fúteis e desnecessárias como a literatura, a poesia e a música... e se a profecia de Mailer se concretizar, que eu seja um dos cem homens-espermeiros, que nem vou reclamar de ser estimulado e ejacular uma vez ao dia!

O problema é que sujeitos esquisitos populam por aí, e as mulheres insistem em se envolver com eles. “Garotas de Desenho Animado Com Quem Eu Quero Trepar!” é o nome do site que um fulano - usado para estatísticas - comanda. QUEM AQUI CONHECE ALGUÉM QUE TENHA ESSA TARA??? Ele desinfeliz confessa: “Eu tenho consciência de que um adulto como eu já deveria ter superado o fetiche por belezas animadas, mas eu juro que, quanto mais envelheço, mais bonitos ficam os desenhos...” O cara é um xarope, mas faz parte das estatísticas!


Enquanto Ms. Maureen Dowd acha que há uma enorme quantidade de homens atraentes por uma enorme quantidade de motivos, que os homens são mais previsíveis e visuais em suas reações - ora bolas, as mulheres CONTINUAM produzindo fotos de calendário, mas nós PASSAMOS A PRODUZIR TAMBÉM... Viva a Igualdade! Diz ela ainda que os homens são mais facilmente atiçados pela iconografia, e que as mulheres anseiam por "aquela terceira dimensão", e que, afinal, três dimensões não é pedir demais...

Claro que não, Ms. Dowd: Pia, Fogão & Tanque. E passe bem!

Wednesday, February 04, 2009

do dicionário de citações...


Pessoas sábias falam sobre idéias;
Pessoas comuns falam sobre coisas;
Pessoas medíocres falam sobre pessoas.
Anônimo

"Não há nenhum pensamento importante que a burrice não saiba usar, ela é móvel para todos os lados e pode vestir todos os trajes da verdade. A verdade, porém, tem apenas um vestido de cada vez e só um caminho, e está sempre em desvantagem"
Robert Musil em "O Homem sem Qualidades"

Mulheres jovens e bonitas só se tornam elegantes e interessantes quando envelhecem.

quem tem medo do lobo-mau?

Protestos mudo afora denunciam a chegada da chamada crise de confiança em que os bancos se meteram, e conseqüentemente, aos poucos, todos os outros setores, engolidos como num buraco negro.

Nos EUA a brigada chama-se "Buy American", num apelo para que o mercado de trabalho contrate americanos ao invés de estrangeiros. No Reino Unido, a mesma coisa; protesto contra a contratação de trabalhadores estrangeiros por salários inferiores. Na França, o governo reitera o já famoso protecionismo francês, criando verbas que favorecem empresas francesas em detrimento das estrangeiras. Enquanto isso a Espanha, no exemplo mais "humanitário" entre todos, oferece uma quantia em dinheiro aos imigrantes que retornarem a seus países.

Como sempre, a corda sempre arrebenta no lado mais fraco. Se os governos vão nacionalizar os bancos - com o dinheiro do contribuinte - que o façam da maneira menos suja possível, ou seja, que garantam que haverá recompensa ao cidadão quando este papelão acabar. Que nós, os donos do dinheiro público que vai ajudar a limpar a merda que os banqueiros cagaram na cabeça de todo mundo, sejamos lembrados também na bonança, e não só na borrasca da irresponsabilidade capitalista.

Na Europa, é o neo-nacionalismo ultra-direitista e ultra-cristão que precisa ser combatido com unhas e dentes, com mais veemência e repugnância que a própria crise; é ele quem sempre está à espreita, esperando uma brecha para por a culpa nos estrangeiros, nos não-católicos, ou em qualquer outro grupo que não se alinhe com sua lógica facista, alimentando uma ira despropositada e sem controle.

Fechar as fábricas para a mão-de-obra estrangeira não vai fazê-las não procurar por maiores lucros; senão puderem contratar mão-de-obra barata em Lincolnshire certamente se mudarão para onde a mão-de-obra barata está, seja Polônia, Letônia, Bulgária ou no raio-que-o-parta! Nada vai mudar a lógica capitalista a não ser a regulamentação do mercado... não se pode esperar que o lobo-mau não coma a chapeuzinho-vermelho apenas pedindo a ele, né?

Como o capital e sua inescrupulosa ética (que eu chamo de putaria) vieram para ficar - como há muito já apontara Weber em sua "A Ética Protestante e o Espírito Capitalista" - o jeito é se adaptar. Já se anda apregoando uma releitura de Keynes, o grande economista inglês que ja em século retrasado alertou que o Estado precisa cuidar do bem-estar social dos seus cidadãos e regulamentar o mercado para que não opere interesses duvidosos em detrimento do bem comum e social.

Que as luzes keynesianas ilumines estes becos escuros da economia desregulamentada; não tanto ao ponto de ofuscar a vista com o peso do maquinário estatal, nem tão pouco que nem chegue a disperdsar a promiscuidade econômica deste bordel a céu aberto que é o chamado mercado-livre.

Desde os tempos mais antigos, quando ainda se trocava pedra por pau e pau por pedra, a coisa já era assim... não há magia: se uns têem muito é porque outros têem de menos.


E viva a revolução!