Thursday, December 31, 2009

Sucesso!


Novo ano, novas metas, novas esperanças, novas idéias, novos ideais... novos fracassos, até! O que você quer de você neste novo ano? Saúde? Felicidade? Prosperidade? Afinal, o que significa tudo isso?

Pedir saúde talvez seja o maior desafio ao divino... do jeito que o povo fuma, bebe, come mal, dirige loucamente... não dá! Nesse quesito, camarada, melhor cada um por sí do que esperar a mãozinha do todo-poderoso!

Felicidade, segundo Aristóteles, é o bem maior a que todos almejamos. Tomás de Aquino complementou, dizendo que alcançamos a felicidade mesmo ao praticarmos o mal. De Hitler a madre Teresa, de Bush a Lula, de Bin Laden a Gandi, todos buscam, em tudo o que fazem, a própria felicidade. Isso é claro não institucionaliza o vale-tudo, moralmente falando.

Prosperidade então, todos querem, e para isso não apenas pedem ao divino, mas jogam na mega-sena acumulada de ano-novo! Até eu, que sou mais cético fiz uma "fézinha"! Mas de prosperidade mesmo, do estado do que é ou se torna próspero, pouco se pensa a respeito que não seja abundância, fartura, fortuna, riqueza, acúmulo de bens materiais... mas eu quero mais!

Eu quero luxo! Muito luxo... o luxo é único, e o único cativa cada vez mais numa sociedade em ascensão, afinal, o que determina o conceito do luxo é a escassez. E eu quero muito do escasso... muita SIMPLICIDADE, muita HUMILDADE e SOLIDARIEDADE, este, o sentimento mais nobre do homem, junto com a COMPAIXÃO, que eu também quero em grandes quantidades...

Saúde, como disse a Rita Lee nos anos 80, eu vou atrás. Dinheiro, ainda não preciso pedir para os outros, nem mesmo pra deus, e a prosperidade, pretendo colher da minha luxúria...

Feliz vinte-dez pra todos!!!

Thursday, December 24, 2009

É Hoje...


É amanhã, na verdade, mas começa hoje... a festança! Bebida pra cá e pra lá, comida pra lá e pra cá, "boas festas" acompanhado de um tapinha nas costas, mas poucos realmente falam da boca pra dentro. Aliás, a arte (?) de falar da boca pra fora é algo muito comum entre o bicho-homem - começando pela casta dirigente, que, reis da artimanha e da ardileza, transformam-se em paradigmas - causa e conseqüência do malogro da patuléia.

Mas se são de solidariedade os tempos, de compaixão e amor ao próximo, por que não damos justamente aquilo que pregamos? Por que ainda viramos as costas a um pedinte, pra depois sentirmos pena? Se não adianta dar esmolas, esmolar também não vai fazê-lo menos miserável, ele mesmo sabe disso, mas pode salvar o dia - seja para um prato de comida, seja para um trago de pinga... alguém aí vai julgar?!? Porque o que incomoda é a presença... ah, se pudéssemos simplesmente eliminá-los! Sim, a eliminação é possível, e de maneira humana! Sua arma, camarada, é a consciência - igualmente toda força e toda fraqueza do homem.

Por isso, enquanto estiver se empaturrando de perú e cerveja, não precisa pensar que tem gente remexendo o lixo e morrendo de fome não... seria muito hipócrita, e de hipocrisia a humanidade já está cheia. Quando estiver desejando boas festas, saúde e paz, prosperidade e harmonia, não precisa nem se esforçar em realmente desejar isso - eu sei, é difícil...

A fórmula é simples:
  1. Faça a sua parte
    a consciência é uma entidade individual. Opere-a por si mesmo
  2. Preste atenção no que faz
    um hábito ruim, embora sempre tenha sido feito, não está lá desde o início dos tempos, e pode ser mudado
  3. Pense bem
    a grande vantagem do ser-humano é sua capacidade de pensar, só que como tudo, requer treino... então TREINE MUITO, e fuja das coisas que não querem que você treine
  4. Espelhe-se
    se não quer pra você, não deseje para o outro
Fora isso, o resto você já sabe: feliz natal, próspero ano novo, muita paz, muita saúde, pra você e pra sua família, que o novo ano seja repleto de paz, amor e harmonia, que nossos políticos sejam mais honestos, que o lula tire o diploma do primeiro grau, que o obama plante grana aqui no quintal, que a educação se instaure magicamente no povo brasileiro, que a tv seja extingüida num futuro muito próximo, etc etc etc...

Tuesday, December 22, 2009

Inverno


Ontem foi o Solstício de Dezembro, o dia mais curto do ano lá nas Terras de Cima. Mais curto e provavelmente o mais frio... frio, que palavra boa! Claro que eu não gosto do frio frio, mas não gosto muito mais do calor calor. Este calor calor calor que está fazendo aqui, é de fritar. Ontem fui de trem e metrô, e te digo camaradinha... ninguém merece! Não a condução - vou de ônibus, trem, metro ou andando, numa boa... numa boa mesmo - mas o calor calor calor calor dentro da condução... não tem ventilador ou janela aberta que resolva! E isso te frita os miolos, quase que literalmente...

E frita mesmo: neguinho fica irado, nervoso, e acaba empurrando, não pede licença nem por favor, obrigado então, não existe no vocabulário limitado do dia-a-dia, onde a carranca faz as vezes, numa linguagem corporal inconfundível.

Ah, se desse pra trazer aquele friozinho pra cá...

Thursday, December 17, 2009

deu na Foia...


Deu na "Foia" ontem que o Lula está querendo dar um abatimento extra para famílias cadastradas no Bolsa Família... nos botijões de gás. Calculem comigo: R$30 (que é o preço do botijão) menos R$10 (o desconto) é igual a R$20 (com desconto). Cerca de R$ 1 bilhão a menos na arrecadação, é certo, mas isso está longe de ser "um agrado", como quer o editorial da "Foia".

R$10 é pouco mais de 2% do salário mínimo do país... pouco né? Pouco mais ajuda, principalmente àqueles que fazem parte do Bolsa Família. Mas a "Foia" quer fazer você acreditar que é uma medida eleitoreira, porque na cabeça da "Foia" político bom é aquele que não faz nada quando chega perto das eleições - nada mesmo; senta a bunda e cruza os braços.

Aliás, a "Foia" quer fazer você, camaradinha, acreditar em outras coisas igualmente absurdas e parciais, como por exemplo, que a crase não existe. Basta ler as manchetes... nesta Terça deram que "'Repúdio' do PMDB a proposta de Lula é só espuma para negociar melhor"... comeram a preposição - ou foi o artigo?
A Folha de São Paulo é como a CBN: se parar de ler/ouvir, você fica sem piada pra contar!

Monday, December 14, 2009

policiar-se


O trânsito em São Paulo não é famoso por seu fluxo fácil, nem pela sua tranqüilidade tampouco educação dos motoristas. Ao contrário, trânsito caótico, pior nas horas de rush, violência urbana e na direção, ruas esburacadas e a má educação dos motoristas são fatores que vêm à mente.

Lá no Norte do globo, aprende-se a respeitar o pedestre, os semáforos (independente da hora), e a boa educação e a gentileza para com o próximo faz parte do dia-a-dia dos motoristas. Tudo isso em ruas bem pavimentadas, num trânsito que não lhe toma mais de que 50% nas horas e lugares críticos...

Mas o ser-humano se adapta, e o ambiente contagia... tudo contagia. Dirigir em São Paulo me exige um policiamento extra - não para que não me envolva em acidentes, mas para que eu não me contagie... não me contagie com a violência, a falta de educação, a má-vontade, o nervosismo e o descaso com o próximo.

Manter a integridade... isso sim é um desafio e tanto!

Friday, December 11, 2009

De noite na cidade


E é de noite, nesta cidade, que as pessoas realmente pensam que as coisas vão melhorar... mas (eu) - e você - perguntamos: Melhorar do quê? Para quê? De onde? Para onde?

Nas paródias urbanas nos perdemos. Os acontecimentos passam pelos nossos olhos sem ao menos nos darmos conta de que aconteceram - muitos deles. Se me sento num restaurante, se este restaurante oferece pratos a R$5 ou a R$45, se tomo vinhos que custam R$5 ou R$150, se pego ônibus ou táxi para voltar para casa... nada disso faz a diferença, pois aquele que te aponta uma arma não sabe do que você veio, não sabe como você vai, não sabe o que você comeu ou bebeu, e nem sabe se você trabalha ou não... ele só quer que você passe a carteira, o celular, o relógio, o tênis... ele quer que você saia do carro, que você o acompanhe ao caixa eletrônico, ele nem ao menos quer saber se você é pai, marido, filho, irmão. Ele quer e ele quer já.

Melhor você estar preparado...

Thursday, December 10, 2009

violência... leva pra casa!


As imagens do fim-de-semana do futebol no Brasil foram dantescas... um grande espetáculo do que infelizmente é o futebol: evento supostamente esportivo que reúne pessoas sem o grau de educação e civilidade necessário para serem chamados de gente.

Já está mais do que na hora de acabar com esta palhaçada: nem o esporte é mais o mesmo, onde o amor à camisa deu lugar à paixão pelos euros, e boa parte do público só está interessado em baderna e violência - bandidagem pura!

Se acabar de vez com o esporte não é possível - embora soe bem sensato - poderiam sim passar a fazer os jogos em lugares fechados, com a presença da imprensa, e transmitir a peleja pela TV, assim os bandidos podem ficar em suas próprias casas, e se por acaso sentirem-se injustiçados e com vontade de extrapolar seus sentimentos, podem matar o próprio filho de porrada.

Wednesday, December 09, 2009

cheguei sim


Cheguei, sim... tarde mas cheguei! Vôo atrasado em Dublin, que conseqüentemente se transformou num vôo perdido em Paris e numa noite num hotel inesperado, trouxeram-me à Sampa 12h depois, mas cheguei...

Depois de dois anos longe de Pindorama, lá no fundo, no inconsciente, ainda é como se eu nunca tivesse partido, mas nas partes mais rasa do ser (o subconsciente e o consciente), sempre em constante diálogo, o questionamento é mais forte, mais resistente, e mais existencial: onde foi que me perdi? O desterro sempre fora pensado um plano temporário, e embora alguns desacreditem, o insulamento nunca fora o objetivo... mas onde foi mesmo que me perdi?

Andando pelas marginais não me achei, nos lugares de infância apenas uma lembrança, e mesmo os lugares mais recentes onde o espírito crítico mais se desenvolveu, não me vi... É, algo se perdeu em mim. Algo se perde em mim há anos... e algo se perdeu em mim nessa chegada. Talvez tenha ficado nalguma praça alemã, ou num parque inglês... numa viela portuguesa, quem sabe em Dublin, talvez naquele hotel de Paris... mas há tempos que não está em mim!

Tuesday, December 08, 2009

reencontro


Ela já tem 50 anos... quem diria? Nem mesmo eu nos meus 44 (quase) poderia dizer, mas sim, 50, e eu também sei que seus cabelos seriam um pouco grisalhos se ela não os pintasse, mas ela o faz, numa cor negra tão natural, e que vai suavizando o tom ao chegar perto das raízes, que dá um toque diferente que eu adoro, e já se tornou ela, e lhe faz muito bem!

Cheguei de Dublin num vôo conturbado, perdi a conexão em Paris, perdi a cirurgia - queria estar lá logo que ela acordasse - e tive que vê-la só no dia seguinte. Ao entrar no quarto ela estava na cama, com a camisola do hospital e agulhas no braço... era a primeia vez que eu a via nos últimos 20 dias, e é desnecessário dizer que ela estava mais linda do que nunca... para mim, ela sempre está mais linda do que nunca.

É sempre assim, a cada afastamento, o reencontro nos mostra uma beleza... não diria maior, mas sim mais significativa. E creio que isso se deva ao nosso envelhecimento; se há algo bom em envelhecer, é isso, nossa profundidade, nosso repositório de sentimentos passa a absorver mais e melhor tudo o que sentimos.

E talvez seja essa profundidade que me faz enxergar em seu rosto sua idade e sua juventude, harmoniosa e graciosamente dividindo o mesmo rosto, ambas devotas à jovem que ela foi e à mulher que ela se tornou, se impôs no tempo...

Sempre que nos reencontramos me emociono, mas acho que nunca me emocionei como hoje. Eu já estava mais descansado da viagem, mas o impacto do vôo, o fuso, os atrasos... algo ou tudo ainda causavam efeito sobre mim, sobre meus ombros... como uma densa e pesada ansiedade... ela sorri, eu me aproximo, seguro sua mão e a beijo. De alguma maneira sou remetido ao passado, sem saber exatamente onde, mas aquela densa ansiedade se transforma numa doce euforia, como se estivesse me apaixonando, naquele momento, novamente e pela primeira vez, pela mesma mulher que tantas vezes já me apaixonara...

Me deixo cair na poltrona ao lado da cama, e me deixo aliviar, exaurir... a sensação de chegar onde sempre quis estar, e este lugar não é um lugar... muito além do tempo e do espaço, este lugar é um alguém... um estado de espírito que estrapola a própria dialética da existência...

Saturday, December 05, 2009

Os Ninguéns


Alguém aí conhece o Zé? Sim, o Zé Ninguém, ele mesmo! Talvez você não conheça "o" Zé Ninguém, mas certamente conhece um monte de Zé Ninguém por aí, não é mesmo? Pois é... nada de errado em ser um Zé Ninguém - que praticamente quer dizer que você não é alguém importante ou de influência fora do seu círculo de amigos, familiares, trabalho... agora, se nem lá você faz alguma diferença, camaradinha, é preciso mudar, mudar é preciso! Mas não é do Zé que eu quero falar, mas do irmão dele, o Anônimo. Conhece? Provavelmente não...

O Sr. Anônimo Ninguém, diferentemente do seu irmão Zé, gosta de aparecer... vaidoso que só, está sempre aqui e ali, geralmente falando despautérios ou simplesmente o que não deve, só pra chamar a atenção, mas quando lhe "apertam a chincha", aí não dá as caras... some mesmo, como se não existisse!

Pior do que A Cultura do Amador é a cusltura do anônimo. Sob a bandeira do anonimato, fulano fala o que quer sem a responsabilidade de colocar um nome (e mesmo a cara) à frente do que fala, e assim, qualquer irresponsabilidade sacode a poeira e os outros é que têm que dar a volta por cima.

Maior exemplo disso é o vergonhoso método de votação pelo qual os políticos brasileiros dão expediente: voto secreto para assuntos de interesse da nação?!? Mostra a cara, vagabundo, queremos ver quem é que paga pra pra você ser assim!

Friday, December 04, 2009

Eu vou... mas eu volto


Ser Sexta-feira já é em si um evento geralmente bem esperado... sair de férias então, um belo evento sempre muito esperado! Agora, um ano da TUDA... taí um evento surpreendente! Quem diria? Eu não!

Pois é, tudo ao mesmo tempo agora... acabei de lançar a TUDA Dezembro, tô de mala pronta, e é Sexta-feira! Vamos pegar um carvery no The Grasshopper daqui a pouco, termino uns testes no z/OS (lovely, uh?) e é isso... tô de partida!

Pois é camaradinhas, aos amigos, leitores nônimos e leitores anônimos também: tem sido um prazer imenso. E eu te digo... as coisas só tendem a MELHORAR!!!

Fui, mas vou mesmo daqui a pouco!

Wednesday, December 02, 2009

o novo de novo


Pura barganha! Seria isso o resumo das nossas inquietações? Uma barganha, onde tentamos tirar proveito das melhores situações, empurrando as piores para depois? Acumulando coisas indesejáveis para um momento qualquer, indeterminado sim, mas isso não importa, desde que seja no futuro...

Mas o que não podemos esquecer é que o nosso futuro não será sempre futuro. Diferentemente do futuro conceitual, o nosso futuro virará presente - pode demorar mais para uns do que para outros, mas certamente chegará. Aos poucos ou numa pancada só, teremos que liqüidar essa balança!

Antes tarde do que nunca, lidar com nossos problemas é o caminho mais árduo porém infinitamente mais viável. O acúmulo de suas "dívidas" (sentimentais, sociais, econômicas, psicológicas) só piorará o seu "crédito" no mercado-de-você-mesmo...

Pense nisso... liqüide o que deve... "passe a régua" no que passou e comece do começo, um novo começo...