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Friday, February 22, 2013

22022013

As time goes by, MK Photography

Edu, Edu... lá vem você, com esse brilho nos olhos, querer dizer
que o tempo passa, o tempo voa, mas que a vida continua num boa?
Bem podia ser, não fossem os planos daqueles do andar acima,
sempre por cima de tudo: da carne seca, se dinheiro e poder é a sorte,
do destino alheio, se trata-se de decidir sobre a vida e a morte - e aí...
aí meu camaradinha, é onde poucos podem entender as vontades Daquele,
que com D maiúsculo Determina Destinos, trazendo uns e levando outros.
Não fosse isso seria mais um, daqueles dias, denovo & again,
que ainda parece ser importante pra você & + meia-dúzia, nadalém,
e embora houvéssemos perdas, ainda estás aqui, cá estás de novo,
a mesma farinha do mesmo saco, a mesma gema do mesmo ovo!
a contar anos-círios, sem se dar conta da rima pobre,
muito menos dos anos-círios passados & apagados, e o que era nobre
agora não faz diferença, que desde nascença já é bastão passado,
- é tudo cabeça - costumavas dizer, diferente de tudo,
só mais uma vez, para sempre só mais uma vez,
solitário-nauta, arauto do que buscas, interminavelmente,
na mesma desafreada caçada aos futuros hontems & passados ojes
sem todos os apegos - saudadetoda, nenhumamágoa, nada-apaga, toda-via,
- a mesma saudade que nos mata dia após dia -
se as mais altas colunas da ordem e da desordem conspiram contra o tempo,
e sabes que ainda terás que barganhar outras barganhas de vida e morte,
e nessa hora, nem os aléms dos tudos que te possam oferecer serão suficiente...

e se permitido fosse auto-plágio, diria que e quando tua hora chegar
que estejas rodeado... rodeado de ti, aquele tú-mesmo e mais todos os outros tús
que te incorporam de vez em vez, e assim amalgamar-te onipresentemente,
no sentido etéreo-futurista de uma fuga de Bach...
Ah... se possível fosse sobreviver-me,
talvez vendesse essa barganha...

parabéns pra você!

assyno eduardo miranda,
d este porto seguro da jlha do Eire,
oje, sexª-fejra, vjgesºsegº dia do segº mez d este anno de MMXIII

Wednesday, February 22, 2012

22022012

pois é, edu, chegou aquele dia again, importante pra você & outra meia-dúzia-e-meia, mais quem?
nadalém dum ou outro, farinhas do mesmo saco, gemas do mesmo ovo,
mas o importante mesmo é que estás aqui, cá estás de novo!
a contar anos-círios, que se iluminadaos ou não nem importa tanto,
tanto que já perdeste a conta, e assim nem te dás conta
da rima pobre que acabaste de cometer - que fazer?
babalorixá agora de bastão passado - embora assumido, não herdado,
finalmente nasceste noutrem de nome joão... ah joão,
mais vivo que tú, mais nobre que um cão, tua chance de continuação
tampouco mais ou menos torto, não faz diferença...
desde nascença já te pertence, no balanço correto, quem dera,
sem eira nem beira, até parar a contagem - é tudo cabeça -
diferente de tú, esmo esborro, fidalgo incrédulo,
valgo dalgo danado de errado ou de bom, que não aprenderá jamais,
& entorta & sufoca & inibe & abafa todo discurso tosco,
só mais uma vez, para sempre só mais uma vez...
aí vais de novo & novamente, solitário-nauta,
na mesma busca desafreada, por entre os futuros hontems e os passados ojes
em todos os lugarem que possam existir, mesmo nas imundas fossas,
mesmo em todos os apegos, todas (de)formações: todamágoa, todorancor, todaraiva,
- aquela mesma que nos mata em cada dia dos nossos dias -
também lá não estão: a paz & a harmonia que procuras são unicas
e não vais achá-la assim tão fácil não, ah não vais não...
nem nas mais altas colunas da ordem e da desordem,
nem nas melhores barganhas entre a vida e a morte,
muito menos nos mais altos aléms dos tudos que te possam oferecer.

parabéns pra você.

assyno eduardo miranda,
d este porto seguro da jlha do Eire,
oje, qvartªfeira, vjgesºsegº dia do segº mez d este anno de MMXII

Tuesday, February 22, 2011

22022011

vinte onze, vinte onze, vinte onze,
tanto vai e vem que nem sabes donde
veio, e tudo com menos de dois vinténs e meio,
ainda mais depois que teu papel cair do céu, pronde vais?

trinta e quinze, trinta e quinze, trinta e quinze
és o único que a barba de branco tinge
dos teus bens se desfaz - pra você parabéns,
nesta data desquerida ou desesperada, tanto faz

e se de esperar já te cansas, ressabiado
saibas que estás mais perto, aliviado
e se teus círios se apagam mais rápido,
e teu caminhar te quer mais plácido
vinte onze, vinte onze, vinte onze.
Donde veio e pronde vais?
Vão te ver nunca mais?

Monday, February 22, 2010

22022010


se de contar anos já me confundo
mundo impuro & de números composto
supostos seres que não contam mas fingem
cingem as ramas & tramas de desafetos
ereto cabresto em pau-a-pique de contaridade
contrariedade de quem pode ou não pode o que
desfazer ou fazer sem perguntar o quanto
tanto sim ou tanto não se tem de bom e força
da morsa que tanto aperta quanto afrouxa
babalorixá de mim mesmo, desde que nasceste
embora não parecesse, tão vivo ou tão morto
tampouco mais ou menos torto, não faz diferença...
e ainda assim tens muito o que melhorar... ah se tens!
este teu jeito cangaceiro de discurso-peixeira
ainda arauto galgo de coisas & sofrimentos
+ de tudo, então tu, esmo esborro, fidalgo dalgo incerto,
valgo de tu mesmo, quinta parte ou sesmo do que pretendias inteiro,
sendeiro oscuro & ebscuro, danado de errado e bom, que não aprendeu
a contar de dez a um, mas de vez por todas & que sempre já soube:
só mais um... só mais um... para sempre só mais um...
aí solitarionauta partes em busca desafreada a caçadas insanas
deshumanas e deshalmadas por todos os futuros hontems e passados ojes
de todas as almas (inumanas) que poçã hexistir, fossa himunda
de todos os apegos e (de)formações: todamágoa, todorancor, todaraiva
- aquela mesma que nos mata em cada dia dos nossos dias -
e a palavra cotidiana desprezada, que embora já seja palavra apenas,
é da boca pra dentro, e inunda de boa vontade os interiores,
e como sabemos, de boa vontade em boa vontade se vai ao longe,
embora não adiante muito o bonde...

parabéns pra você.

asyno eduardo miranda
deste porto seguro da jlha do Eire,
oje, segvnda, vjgesº segº dia do segº mez d este anno Dommini de MMX

Sunday, February 22, 2009

22022009

Pois é edu, again,
você & mais ninguém!
fora tua cara dois terços
e um punhado de amigos
contados nos dedos de dez mãos.


Achas-te com sorte? Pense nas festanças
esbanjantes em abundanças de tudos & tudas,
com desperdícios de saúdes & disciplinas -
já não és aquele mesmo jovem de ontem... quanto tempo!
o mesmo tempo que não quer parar & insiste em te apresentar
mais um ano, e mais um ano, e mais um ano, e mais um ano...
com sorte, os teus também serão apresentados com mais um ano - cada qual ao seu próprio tempo
e principalmente Ela... embora preferisse que Ela ficasse fora do esquema,
melhor não, ou Ela não desfrutaria do benefício do teu maturamento... que só disso te beneficias.

Parabéns para mim...


asyno eduardo miranda
deste porto seguro da jlha do Eire,
oje, domjngo, vjgesº segº dia do segº mez d este anno Dommini de MMIX

Friday, February 22, 2008

22022008


ao norte do núcleo oco do mundo
eu-mudo-contínuo grito solidão.

do sulco púrpuro não-raso não-fundo
não-puro não-imundo corto coração.

mas não há de ser nada não, afinal,
cada qual com a sua própria mesura.
pior que sangrar é sangrar em vão,
já que na sangria ganha-se a cura.

(pura retórica - não passa de palavras,
embora educadas pela pedra, lavra-lavra
pois chamie-me do que bem deixa-vier...
meus campos pignatários hão de florescer)

amanhece diferente este dia, como sempre
eventualmente o primeiro dia do meu ano.
no fundo eu só queria um sonho não-americano
que me desse um sabor de vida & arte...

mas o porta-estandarte do meu próximo amanhã -
o tempo - se achega me trazendo um ramalhete.
no cartão, apenas os dizeres "parabéns para mim"

asyno eduardo miranda
deste porto seguro da jlha do Eire,
oje, sestª-feira, vjgesº segº dia do segº mez d este anno Dommini de MMVIII

Thursday, February 22, 2007

22022007

se de me magoar já me canso
enquanto desgosto me causo,
pauso agora esta vida de feridas
sabidas e não sabidas, na busca
ofusca(da) da pedra filosofal,
grande mal da humanidade: tentar
tapear a morte e com ouro fácil enricar
quando deveria pensar em volatizar...
volatizar - sendo um Ser mais Sermente -
volatizar-me-ei num SELFware mais SELFwarely!

natalis mihi hodie est:
parabéns para mim.



assyno eduardo miranda,
d este porto seguro da jlha do Eire,
oje, qujmtª feira, vigesº segonº dia do segonº mez d este anno de MMVII

Wednesday, February 22, 2006

22022006

pois é, eDu, finalmente nasceste...
embora nem parecesse, e nem por isso pareces estar
mais vivo ou mais morto do que costumavas aparentar,
tampouco mais ou menos torto do que sempre esteves,
desde o segundo nascimento - que o primeiro não conta -
nascimento no qual se tornaste gente, dos pensantes, nada mais
[aquele dos homens medíocres e seus 100 valores morais].
engenheiros do tempo, melhor mesmo é parar de contar - tudo é cabeça -
trinta e dez é igual a quarenta, não faz diferença...
e ainda assim tens muito o que melhorar... ah se tens!
este teu jeito enfático, cangaceiro de discurso-peixeira
que enfileira & intimida pela des(-razão) da (des-)razão,
entorta & sufoca & inibe & abafa a todo discurso,
anti-curso do que buscas, que também és tu um solitário...
- e se ja eras, ainda mais agora, arauto galgo de coisas & sofrimentos
+ de tudo, então tu, esmo esborro, fidalgo dalgo incerto,
valgo de tu mesmo, quinta parte ou sesmo do que pretendias inteiro,
sendeiro oscuro & ebscuro, danado de errado e bom, que não aprendeu
a contar de dez a um, mas de vez por todas & que sempre já soube:
só mais um... só mais um... para sempre só mais um...
aí solitarionauta partes em busca desafreada a caçadas insanas
deshumanas e deshalmadas por todos os futuros hontems e passados ojes
de todas as almas (inumanas) que poçã hexistir, fossa himunda
de todos os apegos e (de)formações: todamágoa, todorancor, todaraiva
- aquela mesma que nos mata em cada dia dos nossos dias -
e a palavra cotidiana desprezada, que embora já seja palavra apenas,
é da boca pra dentro, e inunda de boa vontade os interiores,
e como sabemos, de boa vontade em boa vontade se vai ao longe,
embora não adiante muito o bonde...

parabéns pra você.

assyno eduardo miranda,
d este porto seguro da jlha do Eire,
oje, qvartªfeira, vjgesºsegº dia do segº mez d este anno de MMVI