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E Madrid já ferve, ainda em plana primavera. Com o pôr-do-sol por volta das 22h, parece que ninguém começa a fazer nada enquanto não anoitece... aí já viu a que horas a noite vai terminar, né? Ontem, jueves, resolvi assistir a uma apresentação de flamenco no Casa Patas, uma casa - e conservatório! - de flamenco. Recomedação de um "madrileño da gema"! Local de locais, se é que você me entende... tanto que ao perguntar la dirección a uma chica, comentou-me "veo que aprecias...", o que eu preferi tomar como um elogio.
Chegando ao bar-restaurante-conservatório-teatro, achei que trintinha estava sendo muito, e à princípio me senti lesado, mas quando o show começou percebi que fora justa la plata: uma banda com influências monkianas (que fique claro que falo de Thelonious "Sphere" Monk, pianista e compositor de jazz americano, e não dos The Monkees, versão americana dos The Beatles!) que misturava flamenco com jazz, formada por piano, violão, bateria, baixo, dos cantantes, un bailador y una bailadora... ¡Fantástico!
Tapa vai, tapa vem, caí numa taberna bem legal, chamada Taberna de Conspiradores... que embora fosse muito legal me senti - literalmente e à moda brasileira - tapeado! Nada de errado com as Migas Extremeñas, a especialidad de la Casa e que é uma delícia, mas com o vinho... da região de extremadura - que particularmente não conheço. Pedi uma taça do Reserva Corte Real 2003, composto de 50% tempranillo, 50% cabernet sauvignon... nada mal para dois dinheiros e sessenta cêntimos, mas quando pedi o Reserva PQ, de Alvear (D.O. Ribera del Guadianao), cara me trouxe um vinho super jovem! Pedi para ver a garrafa, era consecha 2006! Questionei, no qual ele balbuciou que era um vinho muy rico y especial, no qual eu contestei que sin duda, pero no és un reserva.
¡Hijo de Puta!
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