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Sunday, April 09, 2017

uma tarde em barcelona

uma pausa Catalã


Antes de embarcar ao Brasil fiz uma pausa Catalã: dois dias de tranquilidade e espairecimento antes de enfrentar "o tranco"!

Escrevo este post ouvindo moça feia com Vinícius Cantuária. Não podia ser mais oportuno: eu queria te emprestar meus olhos, pra você se olhar e rir". Alguém pode dizer que não se aplica a Barcelona, uma das beldades européias, mas quando olhado de perto, tem os mesmos problemas que qualquer grande cidade (européia - deixemos Brasil e o resto do terceiro mundo de fora por enquanto!).

Segundo os princípios do meu "novo eu" (que ninguém conhece, além de Teresa), onde o belo é inato e por isso contido em tudo, "se não encontrar beleza, olhe novamente". Fácil curtir Barcelona tomando uma cava na beira da praia, ou tapaeando enquanto se ouve a um concerto de música barroca ao ar livre em plena praça. Eu diria que difícil é ignorar os inúmeros pedintes e toda a sorte de habilidades exercidas a céu aberto, a todos os passantes - que não pediram por isso. São malabaristas, músicos, artistas plásticos, escultores, atores, mímicos, etc, etc e etc.

A quem surpreende? A ninguém! E este é o problema! É como o caso do brasileiro entrevistado na rua, logo após um atentado a bomba em Londres. Ele passando, perguntaram: Você está assustado com o que aconteceu? Resposta: Estou abismado, mas não assustado... eu sou do Rio de Janeiro!

Tomara que o Rio de Janeiro não chegue aqui...

Saturday, May 02, 2015

el Priorat

ou Quanto vai durar este priorado?

Da sacada do meu quarto ~ Hostal Sport, Faslet

Chegou aquela época do ano que, desde 2011, vôo para o sul. Alguns diriam, com razão, não conhecerem nenhum lugar chamado sul, apenas, e que sul então seria uma mera referência geográfica a uma localização pré-definida. Correto.

Sendo mais específico, deveria dizer que vou da Irlanda à Espanha, de Dublin (condado) à Catalônia, de Dublin (cidade) a Falset.

Ninguém acorda feliz. Genuinamente feliz. Já dizia o filósofo: "desconfie de quem acorda cantando". O despertar exige adaptação, absorção, dedicação, até! Acorda-se, espreguiça-se, vira-se para o lado, ensaia-se uma ou duas vezes o levantar, vira-se para o outro lado, até que enfim levanta-se. O dia lá fora vai desempenhar papel importante no seu humor matutino; se chuva, se sol, se frio, se calor. O trabalho também pode influenciar; se você gosta do que faz ou se só faz pelo mísero dinheiro. Assim, se está de férias ou trabalhando, se é um final de semana ou um dia laboral... enfim, vários fatores influenciam o acordar, o "sair da cama". E é difícil acreditar que alguém saia da cama feliz, genuinamente feliz. Ficar feliz depois do banho, ou depois do café, vá lá, mas sair da cama feliz, estou pra ver!

E quase vi!

Acordei como acordam todos os normais. Ensaiei sair da cama umas 3 ou 4 vezes, depois de rolar incessantemente de um lado para o outro. E quando a porra do celular-despertador tocou, tive que levantar para desligá-lo. Aí dei-me conta da claridade lá de fora. Abro a janela para não só presenciar um sol fantástico, mas para descobrir que estou hospedado na cobertura, com uma sacada para a rua principal, e a feira acontece ali depois da esquina... Fiquei feliz, genuinamente feliz, imediatamente feliz! E a surpresa foi também fator primordial na concepção desta felicidade específica.

E a surpresa foi porque cheguei ontem à noite e não tinha percebido direito onde estava, e só tive tempo de comer um cua de bou, regado a um bom Les Sentius 2009, DOQa Priorat, do microclima de Porrera...


... e tomar um destil·lat de vi para acompanhar meu Dona Flor, e finalizar a noite.

Depois disso tudo, camaradinha, só me restou ir dormir... feliz. Muito feliz!