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Saturday, May 02, 2015

el Priorat

ou Quanto vai durar este priorado?

Da sacada do meu quarto ~ Hostal Sport, Faslet

Chegou aquela época do ano que, desde 2011, vôo para o sul. Alguns diriam, com razão, não conhecerem nenhum lugar chamado sul, apenas, e que sul então seria uma mera referência geográfica a uma localização pré-definida. Correto.

Sendo mais específico, deveria dizer que vou da Irlanda à Espanha, de Dublin (condado) à Catalônia, de Dublin (cidade) a Falset.

Ninguém acorda feliz. Genuinamente feliz. Já dizia o filósofo: "desconfie de quem acorda cantando". O despertar exige adaptação, absorção, dedicação, até! Acorda-se, espreguiça-se, vira-se para o lado, ensaia-se uma ou duas vezes o levantar, vira-se para o outro lado, até que enfim levanta-se. O dia lá fora vai desempenhar papel importante no seu humor matutino; se chuva, se sol, se frio, se calor. O trabalho também pode influenciar; se você gosta do que faz ou se só faz pelo mísero dinheiro. Assim, se está de férias ou trabalhando, se é um final de semana ou um dia laboral... enfim, vários fatores influenciam o acordar, o "sair da cama". E é difícil acreditar que alguém saia da cama feliz, genuinamente feliz. Ficar feliz depois do banho, ou depois do café, vá lá, mas sair da cama feliz, estou pra ver!

E quase vi!

Acordei como acordam todos os normais. Ensaiei sair da cama umas 3 ou 4 vezes, depois de rolar incessantemente de um lado para o outro. E quando a porra do celular-despertador tocou, tive que levantar para desligá-lo. Aí dei-me conta da claridade lá de fora. Abro a janela para não só presenciar um sol fantástico, mas para descobrir que estou hospedado na cobertura, com uma sacada para a rua principal, e a feira acontece ali depois da esquina... Fiquei feliz, genuinamente feliz, imediatamente feliz! E a surpresa foi também fator primordial na concepção desta felicidade específica.

E a surpresa foi porque cheguei ontem à noite e não tinha percebido direito onde estava, e só tive tempo de comer um cua de bou, regado a um bom Les Sentius 2009, DOQa Priorat, do microclima de Porrera...


... e tomar um destil·lat de vi para acompanhar meu Dona Flor, e finalizar a noite.

Depois disso tudo, camaradinha, só me restou ir dormir... feliz. Muito feliz!

Thursday, May 05, 2011

Uma vela para Santo Onofre


Santo Onofre, conhecido padroeiro dos cachaceiros, iluminou meu caminho mais uma vez! Não que eu seja cachaceiro, isso não!!! Mas como os assuntos eram relacionados com vinhos, Baco (ou Dionísio) que me perdoem, mas tenho que acender uma vela para o santo!

Explico: tiramos alguns dias de folga para uma incursão catalana aos prazeres do prato e do copo, e como tudo o que é planejado acaba perdendo a graça, estávamos nós lá em Tarragona querendo visitar algumas vinícolas para provar vinhos feito por pequenos produtores, mas sem nenhuma idéia de onde ir... Munidos apenas com um mapa genérico da região de Priorat (Denominación de Origen Calificada del Priorat), chegamos a Gratallops e nos hospedamos no Hostal Elvira, uma pequena pousada associada a uma bodega e a uma botiga, cuja proprietária nos informou da 16a Fira del Vi - Mostra de Vins de les DO's de la Comarca del Priorat.

Já viu, né? Para quem queria provar vinhos de duas ou três bodegas, poder encontrar praticamente quase todos os produtores de Priorat e Montsant reunidos num mesmo lugar, é muita sorte... e santo forte!

É a segunda vez que me agracia Santo Onofre... a primeira foi em Johannesburg, Africa do Sul, quando tive a oportunidade de visitar a Jo'Burg, uma feira onde todos os produtores de vinho do país estariam reunidos.

Ô Santo Onofre...

Thursday, July 29, 2010

Olé!

Por ocasião da decisão da Catalúnia de proibir as touradas, Jaborzinho despirocou de vez! Depois de se declarar árduo defensor das touradas, insinuou que a medida não passava de retaliação por parte do governo catalão, que por não conseguir a independência quer, sempre que pode, pisar no calo dos espanhóis.

Ainda no seu delírio, Jaborzinho jogou Creta na Península Ibérica, e tentou justificar sua tara bovina chamando as touradas de A Grande Arte, comparando-as com o teatro grego, insinuando que João Cabal de Melo Neto e Picasso seriam toureiros da pintura e da literatura...

Em sua lógica tresloucada, Jaborzinho sugere que só carnívoros podem gostar de tourada, e quem não gosta deveria ser vegetariano! É...  E para fechar com chave de ouro, disse que sempre que assiste às touradas torce fervorosamente para os touros!!! Ora, se Jaborzinho é tão fã de touradas, deveria saber que só há uma maneira do touro ganhar: matando o toureiro. Supondo que ele consiga matar o toureiro antes que as dezenas de toureiros-assistentes invadam a arena, o "troféu" do touro, ao final, será a própria morte, pois como dizem, um touro que mata um toureiro não pode viver - e correr assim o risco de "gostar" de matar. Ora... eu, cá com os meus botões, diria que os touros não fazem muita questão deste tipo de suporte. Tampouco os toureiros...

Jabor, Jabor... até quando, hem?