Thursday, May 08, 2014

a chama que vem de fora


        Qualé, qualé, qualé quelé
de quem é a vez, a vez de quem é
do velho da velha da moça do moço
carteira celu documento e trôco

        Qalou, qalou, qalhou de qalar
do que viu não gostou e não soube falar
qala discórdia da barulhenta horda
silêncio vazio arredio e qalhorda

        De porre, de porre, só mais um gole
esfolegue e esfole caramucho no bucho
desforre ocaso da morte e desporre
s'imole em flamejar de fogo estrebucho

assyno eduardo miranda,
d este temporário porto imsseguro da Terra Brazillis,
oje, qvª-fejra, oitº dia do qvjº mez d este anno de MMXIV

Wednesday, February 19, 2014

Como você é mal-humorado!!!

Detesto gente mal-humorada! Podem me chamar de intransigente e desconectado - como já fizeram, mas ainda assim considero um ponto-de-vista... agora MAL-HUMORADO?!? Isso não!

E não é só questão de senso de humor não... vai além. Falta de senso de humor é como não entender a piada, se você explicar, capaz do outro até entender... mas quem aí quer explicar piada? Não tem pior coisa do que tentar explicar uma piada. Você mesmo acaba se sentindo ridículo, e o fulano vai acabar soltando um risinho sem graça ao invés da merecida gargalhada.

As pessoas deviam usar um sinalizador de mau-humor. Onde quer que fossem, teriam o sinalizador dependurado no pescoço; uma placa grande o bastante para ser lida, digamos, a 5 metros de distância, onde um lado diria BEM-HUMORADA e o outro MAL-HUMORADA. Tal qual as placas de Aberto / Fechado das lojas. E em letras garrafais, para ajudar, e o bem-humorada em verde e o mal-humorada em vermelho. Seria mais simples, não? Muito melhor do que receber uma patada por um simples bom dia.

Sinaleiros à parte, mau-humor versus bom-humor, todo mundo tem o direito de ficar mal-humorado. Mas SER mal-humorado é diferente... requer esforço e dedicação, acredito. Não deve saer fácil entornar tudo que lhe é dito em algo depreciativo, negativo e mal-humorado! Se fosse eu, por exemplo, tentando ser mal-humorado, acabaria rindo de situações, ou acabaria dizendo algo engraçado sem querer... mas não! Os realmente mal-humorados conseguem manter-se lá, firmes, no lado obscuro do dia quiça da vida!

Ô tristeza...

Tuesday, January 21, 2014

Me chamaram de intransigente...

Intransigent, by Derrick Higgins
Me chamaram de intransigente... Justo eu!!!

Intransigente, adjetivo de 2 gêneros para aqueles que não transigem - para os que não toleram. Também usado para descrever quem é austero e rígido, e por vezes inflexível.

E já que transigir foi citado, cabe dizer que é verbo transitivo e intransitivo, portanto transigimos algo ou a algo, sempre por meios de concessões recíprocas, que é o jeito de se contemporizar, conciliar, condescender e ceder.

E intolerante, também adjetivo de 2 gêneros dos que não toleram e não manifestam indulgência, contrários aos princípios da liberdade, que não aceitam ou compreendem diferenças de opinião ou de conduta, sectários.

Isso dito, retoricamente me pergunto: onde me encaixo?

Sunday, January 19, 2014

Me chamaram de desconectado...


Gerenciamento do tempo hoje em dia é uma dádiva! Eu que o diga! Sem tempo para muita coisa além do trabalho e da família, os poucos momentos que tenho livre são muito valiosos. E não são muitos estes momentos... bem menos do que eu gostaria!

E é fácil saber quanto tempo livre eu tenho. É só reparar a frequência com que posto nos meus blogues! Quase nada! Indo mais além, tem minha produção literária que está quase inexistente; TUDA sempre atrasada, a música, quase que abandonada, coitada... e o negócio dos vinhos, embora a passos lentíssimos, moribundo se arrasta!

E vieram me chamar de desconectado... Vai ver que sou mesmo!

Tem facebook, twitter, instagram, youtube, whatsapp, viber, g+, linkedin, blogger, wordpress, outros ainda têm orkut, tumblr, pintrest, yahoo, bing, mais o celular, o sms, os emails...

Não dá gente... é muita perda de tempo, não?!?

Saturday, January 18, 2014

deus das pequenas coisas

... ou a arte de se surpreender sempre

Surprise ~ Leonard Filgate
Sem querer me referenciar ao livro de Arundhati Roy, é realmente impressionante como pequenas coisas afetam o comportamento das pessoas e suas vidas! Hoje, quando voltava da caça (entenda-se trabalho, que é a caça moderna), vinha pensando com meus botões, em coisas da vida, como a idade chegando, os pequenos prazeres que valem a pena, as incontáveis coisas que não valem a pena, o mundão ainda por descobrir... e inevitavelmente me veio a imagem da Teresa, num país qualquer em que viajamos, observando uma paisagem e me pedindo para tirar uma foto... Sorri. Andando na rua, sozinho, sorri, ri mesmo, de uma alegria imensurável, pela imagem que me ocorrera, e por saber que a poucos passos estaria em casa, e ela estaria lá...

Eu por exemplo, tenho amigos de todas as categorias: solteiros, casados, separados. Dentre os solteiros há os aventureiros que navegam e pescam em quaisquer águas, e há os que querem achar um porto para seu barquinho. Dentre os casados há os que cuidam bem do seu jardim, há os acham a flor do vizinho mais cheirosa do que a dele, e há os que pulam a cerca em busca da flor alheia. Os separados geralmente navegam entre estas situações...

Tenho certeza que alguns amigos ficariam surpresos, ou mesmo com aquela pontinha de inveja. E essas coisas ainda me surpreendem, e eu me pergunto: como posso, na minha sensibilidade poética e musical, não ser assaltado por tais sentimentos com mais frequência? Culpo o trabalho, o dia-a-dia, e as pequenas coisas consumidoras de tempo - jogos eletrônicos, mídias sociais e TV. Nestas últimas nem me atenho... uma tvzinha de quando em vez e só.

O que eu quero mesmo é ter a disposição dos meus trinta anos quando estiver nos 60... será que é pedir demais?