Friday, August 31, 2007

eu tô voltando pra casa...

Deu na BBC Brasil que os Goianos são os brasileiros mais barrados no exterior, segundo um estudo publicado pelas Nações Unidas, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Secretaria Nacional de Justiça do Brasil (leia aqui).

Ontem também deu no Irish Times que o Departamento de Justiça Irlandês está enviando cartas de deportação para casais compostos de um não-Europeu e um Residente, na tentativa de acabar com os casamentos de conveniência (leia aqui).

Na contra-mão do chauvinismo, tem uma discussão na alta cúpula da União Eurpéia que pretende, de uma vez por todas, implantar uma nova política de imigração que solucione a escassez de mão-de-obra e a avalanche de imigrantes ilegais.

É claro que imigrantes ilegais não são bem vindos. Nem podemos exigir que sejam bem-vindos, mas o que podemos e devemos questionar é a ilegalidade: o que os torna legais e ilegais? Por exemplo, um cidadão de qualquer país europeu pode vir para a Irlanda e mendigar, enquanto um cidadão não-Europeu, se quiser trabalhar precisará do visto de trabalho, que não é lá muito fácil de se arrumar, pois precisa ser numa área que apresente falta de mão-de-obra, depende do grau de qualificação do trabalhador nesta área, se a vaga foi ofertada nos meios de comunicação por um certo tempo e não houve nenhum europeu para preenchê-la, e outras dificuldades técnicas e burocráticas.

Isso sim poderia mudar, e abrir mais as portas ao emprego não-qualificado, ao emprego temporário, pois afinal, a Europa precisa de trabalhadores estrangeiros, de trabalhadores temporários, e não apenas de trabalhadores qualificados, e a opinião pública européia precisa se dar conta disso.

Como disse o comissário europeu para assuntos internos tempos atrás, "É melhor gerir o fluxo de imigração legal do que reagir diante do fluxo ilegal indesejado. É preciso ter um plano para a imigração legal" Nossa, descobriu a américa, o signore Franco Frattini! Ou melhor, descobriu a Europa.

Como vocês puderam ver, diferentemente do macaco Bruno que apenas recorta e cola textos (vide campanha "Responsabilidade e Conteúdo Digital", do Estadão), eu recorto e colo links.

Assista o vídeo!

É isso aí macacada!

Wednesday, August 29, 2007

a tal da erva

O que ainda não se sabe sobre a maconha? Que ela prejudica a habilidade de manter uma conversa "racional" por muito tempo, que leva a problemas de memória e que quem usa está propenso a ter um fraco poder de concentração, todo mundo (menos quem fuma, claro!) sabe.

O que também todo mundo que não fuma sabe é que ela aumenta o risco de - e até provoca - doenças mentais, tais como psicose e distúrbio bipolar.

Mas nem tudo é inferno, dirão uns mais "ativistas". Em favor da maconha, temos:
  • fumar maconha faz menos mal que fumar cigarro.
Um estudo conduzido pelo Medical Research Institute da Nova Zelândia, Wakefield Hospital e o Wellington School of Medicine and Health Sciences, descobriu que apenas um cigarro de maconha tem o poder cancerígeno de 5 cigarros de tabaco!
  • a maconha usada para fins medicinais - anti-depressivo.
O British Medical Journal publicou uma série de artigos dizendo que o uso regular de maconha causa depressão, principalmente entre jovens.
  • maconha usada para fins medicinais - prevenção de ataques epilépticos.
Estudos no Reino Unido descobriram que pessoas envolvidas em estudos do uso medicinal da maconha para previnir a epilepsia acabavam sofrendo de efeitos colaterais, tais como blackouts e paranóia.
  • maconha usada para fins medicinais - alívio para dores crônicas, como artrite
Estudos mostram que este uso pode aumentar o risco de ataque do coração, prejudicar a fertilidade masculina e pode atrofiar o desenvolvimento infantil se usado em crianças ou gestantes, além de causar hiperatividade no feto.

Eu que sou um cético para estatísticas e acho que elas são mais inúteis do que úteis, já que tendenciosas, fiquei mesmo impressionado com uma pesquisa sobre benefícios e malefícios da maconha, onde os caras me vieram com esta máxima:
Usuários de maconha apresentam uma "tendência" de ganhar melhores salários do que não-usuários.
Pois é, camaradinha... ganhas pouco? Acenda um, que se não fores aumentado, ao menos ficarás numa boooaaaa!!!

Friday, August 24, 2007

Desinformação Marciana

27 de Agosto: Marte estará tão longe da Terra, tão turvo e desinteressante que será um verdadeira furada.

É mais ou menos assim que começa um blog de notícias da NASA à respeito do Boato de Marte.

SPAMs na redinha são bem comuns. Bem como é comum as pessoas acreditarem em tudo que lhes dizem, mas isso não era esperado de um formador de opinião, como é Ethevaldo Siqueira, colunistas do programa "Mundo Digital" da rádio CBN. Ele deu a "notícia" - que aliás virou mesmo notícia, até na Folha Online! - em sua coluna diária na rádio, ontem! No mínimo Ethevaldo foi vítima da "liqüidez" da informação, ou seja, tudo é tão rápido que não há muito tempo para se checar, e o raso já é suficiente. Que gafe hem meu amigo? Falar sem checar? Um formador de opinião? Como diria o "pensador" Sílvio Luíz, "Pelo amor dos meus filhinhos... o que é que eu vou dizer lá em casa?"

Portanto, camaradinha, se você recebeu e também enviou este email aos seus amigos, não se avexe... até mesmo gente supostamente mais informada que você caiu no "Velho Conto do Planeta Marte Que Estará Tão Próximo Da Terra Que Será Possível Observá-lo À Olho Nú".

Particularmente, recebo este SPAM há dois anos... e espero ansioso pelo o do ano que vem!

Friday, August 17, 2007

tá todo mundo louco!

Quer dizer que agora, para trabalhar num banco, TODOS os funcionários precisam saber sobre lavagem de dinheiro e financiamento terrorista. O mero, pobre e reles contínuo, o escriturário, o caixa do banco, podem ser "responsabilizados" por lavagem de dinheiro ou financiamento de terroristas. Ele, o pobre coitado do assalariado, além de viver na tensão da periculosidade dos assaltos, ainda por cima tem que ser especializado em direito internacional para poder identificar transações suspeitas.

Quer dizer, os bancos ganham seus bilhões devido à putaria econômica e financeira que o capitalismo devasso proporciona, e se algo dá errado - justamente porque é uma putaria - o peão leva a culpa.

Entendi...

Como diria o também rei Silvio Brito:
"Liga pra isso não, que é a cabeça irmão,
é a cabeça irmão, é a cabeça irmão, mas que depressão
é a cabeça irmão, é a cabeça irmão, mas que confusão
é a cabeça irmão, é a cabeça irmão, mas que desafinação.

Tá todo mundo louco, oba!"

Thursday, August 16, 2007

aspectos do líquido e do moderno

“Líquido-moderno” são as coisas que mudam num tempo mais curto do que aquele necessário para a sua consolidação. Em hábitos e rotinas, nas formas de agir, na vida, no trabalho. A liquidez da vida e a da sociedade se alimentam e se revigoram mutuamente. A vida líquida não pode manter a forma ou permanecer em seu curso por muito tempo; requer mudanças, não importanto se já se era tempo - o tempo certo - de mudanças ou não, ou se estas mudanças são boas ou ruins: apenas a mudança. O líquido antes da insuportabilidade - antiga! - do sólido.

É esse o mote do livro "Vida Líquida", do filósofo e sociólogo Zygmunt Bauman, lançado este ano no Brasil pela editora Jorge Zahar.

Um tema interessante que serve para alertar os caminhos que as sociedades - principalmente a norte-americana e por extensão nossa versão brasileira - vêm tomando, seja no mundo corporativo, seja nas relações interpessoais, seja no culto ao consumo.

Pode-se ler o primeiro capítulo aqui.

sobre a prudência


Quando se patina sobre o gelo fino, a segurança está na nossa velocidade.
Ralph Waldo Emerson, Sobre a prudência

Wednesday, August 15, 2007

o economista pop

Depois do Papa Pop (João Paulo II) e do médico pop (Dráuzio Varella), chegou a vez do economista pop: Eduardo Giannetti.

O Fantástico, programa de variedades dominical da TV Globo, começou a exibir em sua última edição (12/8/07) a série "O Valor do Amanhã", baseado no livro homônimo do economista e filósofo Eduardo Giannetti, e apresentado pelo próprio.

Fora aquelas coisas da Globo - sensacionalismo tendencioso, pretensioso uso de recursos gráficos e de propaganda (propagação de princípios que têm por fim espalhar certas doutrinas ou conhecimentos) - o programa foi satisfatório, já que era o próprio Giannetti que o apresentou.

Basicamente o programa trata das trocas intertemporais na natureza. A dúvida capital de "mais vida nos meus anos ou mais anos na minha vida" é o mote que conduz o livro, e onde o economista tenta nos mostrar - e consegue - como a posição credora se confronta com a posição devedora: pagar agora e usufruir depois, ou usufruir tudo agora e deixar para investir depois. Estudar ou se divertir; fazer dieta ou desfrutar os prazeres da comida; malhar ou descansar.

O livro mostra como estas "decisões" mudam conforme o tempo passa: enquanto para os jovens o futuro é algo muito distante - há tempo de sobra para pensar nele "mais tarde", para os mais velhos ele está logo ali, dobrando a esquina, e precisam ser considerados o mais breve possível.

Para aqueles que já leram o livro, nada a acrescentar. Para aqueles que não o leram, pode ser um entretenimento interessante e proveitoso.

mais favas ao gado


Prefeitura de São Paulo cria seguro-enchente no valor limite de R$ 20 mil para pagar prejuízos de vítimas de enchentes ou alagamentos. A vítima não terá o valor do seguro pago em dinheiro, mas será isento ou terá desconto no pagamento do IPTU.

Digamos: Vinte mil para cobrir a destruição da sua casa - fora o transtorno... e ainda em "vale-iptu".

É bom demais, não?

garota do semáforo

CENA 1:
21h30. Garota no carro, parada no semáforo. Esquina da Rua X com a Avenida Y. Homem se aproxima. Ela, jovem, 19 anos, recém-formada em jornalismo, voltava para casa após visitar uma amiga. Ele, 31 anos, cumprindo condicional por assalto à mão armada. Semáforo ainda vermelho, ele puxa a arma. Há mais ou menos 2 metros do carro ela percebe o homem se aproximando.

CENA 2:
01h30. Embora o rosto estivesse desfigurado devido ao tiro de .38, a mãe reconhece o corpo da filha no IML. O relógio da vítima fora roubado.

E não é ficção não, Nelsão...

Tuesday, August 14, 2007

Das putas e de seus filhos...

O governo declarou que ao invés de eliminar a CPMF, prefere reduzir o salário dos parlamentares.

Além disso, a CPMF não é só uma questão de imposto, mas um mecanismo anti-sonegação e anti-lavagem.

Este sim é um governo sério, não? Desde que não se aplique o velho ditado popular do "Falar é fácil, fazer é que é difícil"...

Thursday, August 09, 2007

Pesando a ética: O fim da CPMF

Muito se fala de ética pela ética. Fácil posar de ético quando o discurso é vazio.

Se a carga tributária brasileira é um assalto, o que está sendo proposto é que se ROUBE MENOS. Não é por aí! Será que PARAR DE ROUBAR não seria melhor?

Diz-se que os impostos no Brasil são abusivos, mas na não são nada comparados aos impostos europeus. É claro que o discurso da redução de impostos SEMPRE vai agradar, mas é a ética que conta... no lado oposto. Seria ético diminuir a arrecadação do país em 40M de reais? Alguem aí queria ter o seu salario reduzido? Salário sim, pois é dele que você paga suas despesas, não é? Pois com a arrecadação tributária é a mesma coisa.

Ético é gastar o dinheiro com seriedade, responsabilidade e patriotismo, mas para os políticos brasileiros, ética é intervir em favor de outros políticos quando estes se afundam em escândalos, seriedade é fazer discurso vazio e demagogo para sair na imprensa, e patriotismo é torcer para o Brasil nas Olimpíadas.

O caso não é tão simples assim: ninguém gosta de pagar imposto, é claro. NEM EU! Mas pagar impostos também é um ato de cidadania, e TAMBÉM deve ser encarado com seriedade e responsabilidade, e não na "política do amigo".

O fim ou não da CPMF deveria ser discutido além de declarações irresponsáveis e populistas que nada acrescentam para o já conturbado cenário político brasileiro.