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Wednesday, January 10, 2018

Obediência antecipada

Obedience, by Ann Bakina
As runas são letras características, usadas para escrever nas línguas germânicas da Europa do Norte, principalmente na Escandinávia, ilhas Britânicas e Alemanha (regiões habitadas pelos povos germânicos) do século II. Com o avanço do cristianismo na Europa central a partir do século VI, as runas foram aos poucos sendo substituídas pelo alfabeto latino. As inscrições rúnicas mais antigas datam de cerca do ano de 150.


Aí tem o Heinrich Himmler, que foi um dos homens mais poderosos da Alemanha Nazista, e um dos principais responsáveis pelo Holocausto. Ele tinha um certo fascínio pelo simbolismo rúnico, tanto que as runas aparecem nas insígnias da Schutzstaffel, ou SS, a organização paramilitar liderada por Himmler, representada pelos símbolos rúnicos "ᛋᛋ". Diz a lenda que toda a idealização do extermínio em massa de judeus veio da SS, espontaneamente, sem que tivessem recebido ordens para fazê-lo. Eles acharam que seus superiores queriam algo parecido, e eles demonstraram que era possível!

Essa é a tal da "obediência antecipada"! No primeiro estágio, significa adaptação instintiva, sem reflexão sobre uma situação nova. Mais ou menos o que aconteceu com o povo Alemão em relação às atrocidades contra os Judeus: uns olharam com espanto, outros com curiosidade, mas a maioria aceitou sem questionar!

Dr. Stanley Milgram, um psicólogo social da universidade de Yale, ficou famoso por seu controverso experimento sobre obediência, conduzido nos anos 60, que demonstrou como pessoas comuns e sem traços violentos podiam ser capazes de atos atrozes. Sua maior inspiração era entender como pessoas apareentemente decentes e de bom caráter podiam ter colaborado com os horrores do holocausto. Milgram acreditava que qualquer pessoa, se submetida à pressão da autoridade, tem tendência de simplesmente obedecer. Recentemente assisti ao filme sobre o expimento, Experimenter: 40 voluntários emitindo choques de até 450 volts em desconhecidos, apenas porque foram gentilmente solicitado a faze-lo.

Eugène Ionesco, um dos maiores patafísicos e dramaturgos do teatro do absurdo, presenciou os amigos, aos poucos, se renderem aos absurdos nazistas. No início, diz ele, todos eram veementemente contra, mas aos poucos, mais e mais foram suavizando o discurso: "eu sou contra, mas que, no fundo, eles têm uma certa razão, ha, isso eles têm". Dessa sua experiência, Ionesco deu a luz à sua obra-prima, a peça Rinocerontes, de 1959 (que aliás eu tive o prazer de assistir no teatro TUCA, no final dos anos 90). Lançada também em livro, Rinocerontes é leitura prazerosa, garantida!

Apesar dessa mistura de assuntos, o recado ainda é um só: tenha um sólido sistema moral, siga seus princípios, questione as idéias feitas e as autoridades pela autoridade... Só isso já é um bom começo. Não de ano, mas de vida!

Sunday, November 05, 2017

estão jogando com você...

Deu na mídia semana passada (mídia real, de verdade... o bom e velho jornal) que o Facebook - que eu gosto de chamar de Livrocara - atingiu a marca de 2 bilhões de usuários por mês! É muita gente perdendo tempo nesse programinha, não?

Nada de errado com isso, alguém pode dizer... cada um perde seu tempo como quer! Afinal, a recém renovada "missão" do Livrocara é dar às pessoas o poder para construírem comunidades, e juntas tornarem o mundo mais próximo.

Quem engole tal balela?

A primeira pergunta, e bem básica, que vem à mente é Por quê? E para entendermos o Por quê da questão, devemos entender o Para quê e o Para quem!

Saturday, November 07, 2015

do ócio e da lida


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Ela parou de fazer o sinal da cruz ao passar por igrejas. Eu nunca fiz. Sempre fiz o sinal da cruz em decolagem de avião. Ela também parou com isso. Não acredito nessa simbologia… o meu sinal da cruz em decolagens é pura superstição, mas ela… Embora ela também tenha seu ceticismo – sempre discutimos “religião” – essa mudança repentina, de certa maneira, me preocupa. Às vezes me pergunto se essa falta de sinais da cruz seria um sinal… retoricamente.

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Ah, férias! Sempre esperadas… e uma vez lá, deve-se tomar certas precauções para que não pareçam demasiadas! Eu sempre digo que é preciso se habituar ao ócio. Outros podem pensar ser fácil, o ócio… ledo engano! No ócio, o silêncio pode ser ensurdecedor, e a inação, exaustiva… e a mente é o seu maior inimigo: “Mente vazia, morada do diabo”, dizia minha avó, naquela sabedoria que não se aprende em escolas.

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A amizade é uma coisa valiosa. É bom ter amigos, mas muito melhor é sentir-se amigo de alguém. E como construímos as amizades é muito, mas muito importante. É o que determina o rumo, a duração e a intensidade das amizades. Há amizades construídas no oportunismo – as piores. Outras são construídas na conveniência – chamo-as de resgatantes. As melhores são as construídas com base em semelhanças e diferenças. Sorte de quem tem um amigo. Eu acho que tenho alguns – sortudo. Também conquistei desamigos ao longo dos tempos, seja pelo meu verbo-peixeira, seja pela minha indiferença (perdoa-me Nicanor!).

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No ofício de escritor constantemente cai-se numa armadilha: ócio versus inspiração… são coisas que dificilmente caminham lado a lado, e geralmente quando uma se sobressai, acaba por anular a outra. Invariavelmente.

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Ela frequentemente fala Dela. Não de si… Dela. Hoje mesmo, passado tantos anos do ocorrido, ela mencionou a falta que Ela lhe faz. Não é saudade, é falta mesmo… que nesse caso é pior. A mim também Ela faz falta, embora ela diga que é diferente… e acredito mesmo que seja. Com esta dor não posso ajudar, mas estou sempre ao seu lado. Creio que acabo ajudando, um pouco… E falo de hoje por pura conveniência do momento que escrevo, pois não passa dia ou dois em que ela não comenta sobre Ela… e creio que isso nunca mudará.

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Há sempre algo de podre nalgum reino, nalgum lugar. E disso foge-se. Não covardemente, mas bravamente. Hoje, numa praia sardenha, tive vontade de ficar só. Por um instante apenas, tive vontade de me ajuntar ao tempo, que embora saibamos ser inexorável, sempre, naquele instante resolvera parar: ah… como quis participar daquele vácuo, raro, e aglomerar-me em meio aos momentos encavalados daquele instante, e esquecer-me, na duração de uma unidade qualquer que pudesse medir o tempo em sua ausência… mas logo sou confortado por um abraço, doce, sincero, seguido de um comentário inocente, quase infantil, sobre a beleza estonteante da paisagem perante nossos olhos, um beijo roubado… “Vamos?” Fomos.

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Nicanor é meu paradigma de mágoas na vida. Ele e Eugênio, o melhor amigo. Tanto mágoas causadas – sem intenção – como mágoas sofridas – pura escolha. Ela diz que preciso mudar. Eu digo que mudo constantemente… Talvez ela não enxergue minhas mudanças, assim como todo mundo! Duro é decidir se isso é ruim para mim – não estou mudando – ou se é ruim para mim – ela é como todos os outros. “Ser ou não ser, eis a questão”. Sem achar a resposta, acabo não pensando muito nisso… Lembro de um grande amigo, Dario (outro padadigma), que levou a questão às últimas consequências! Todos pensaram ser suicídio, mas eu tive acesso ao diário de Dario… e digo: daria um conto! Perplexidades e inquietações de pequenez e grandiosidade… Escrevesse eu mais como Eugênio, Nicanor e Dario, daria um pessoinha...

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Dario era um grande amigo. Também escritor, e dos bons, na minha opinião. Diferentemente de Wandesilvo, um conhecido que escrevia contos policiais e acabou dando-se mal ao relatar um suposto assalto a banco, que por azar era o plano de alguém. Dario não… Dario falava da alma, profunda e densa… e com intensidade! Havia intensidade em cada palavra que Dario punha no papel, fosse poesia, fosse conto, fosse ensaio… Versátil! Isso é o que Dario era. Mas não durou Dario, que nunca se dedicara seriamente à literatura – engenheiro de tráfego? Ora Dario, faça-me o favor! Eu seria capaz de dar um cavalo para ler o que Dario escreveria hoje. Um conto! Um conto! Um cavalo por um conto de Dario!

&

Não há receita para a vida. E se houvesse, ou seria puro interesse, ou seria puro veneno. A humanidade morreu na primeira transação monetária, muito antes da invenção do dinheiro! Chega uma fase em que você se conscientiza de que só lhe resta fazer o melhor que puder, seja lá o que for. Você deve dar o melhor de si nessa tarefa, e é isso… Sorte sua se ninguém depende de você, ou essa responsabilidade se exponencia. Prover, reportar, exercer, apresentar… são verbos com os quais vamos nos acostumando, ao longo da vida. A cabeça erguida ou abaixada é que varia… Assim como o tanto de dignidade que se queira dar a essa existência.

Repense
Isso,
Pois…

+

Thursday, April 08, 2010

Citar Mais é de Marx, né?

Frase do saudoso Arnaldo Xavier (1948-2004)

Nem sempre sou da minha opinião, mas sempre digo que absurdo é aquilo que nunca muda. Eu não evoluo, apenas sou, embora tenha a certeza de que amanhã não serei o que fui, nem o que sou, pois só é possível transformar-se na medida em que já se é... inovar não é reformar, e mudanças nunca ocorrem sem inconvenientes, até mesmo do pior para o melhor. Ser capaz de suportar tudo, sofrimento, doença, exílio, não faz da passagem de um estado para o outro algo menos terrível. O tempo de nos instalarmos é caro e precioso.

Trago em mim o germe, o início, a possibilidade para todas as capacidades e confirmações do mundo, mas infelizmente, as pessoas que querem mudanças nunca são felizes...

Tuesday, January 26, 2010

de cara nova


... mas o conteúdo continua o mesmo!

Se já gostavam, muito que bem. Se não gostavam, taí uma boa oportunidade para mudar de idéia e aprimorar um pouco mais o que botas cabeça adentro, camaradinha...

O antigo The Waste Land a partir de hoje dá lugar a este Just Another Duck. Razões não tenho, mas se quiser me explicar, posso dizer que o The Waste Land não mais sintetiza aquele sentimento de desolação da alma - a tudo se adapta o bicho homem, e não seria eu o diferente. E também para simplificar... sim, é muito blog que eu tenho, não? Bom, tinha. Agora só tenho o The Little Green Bug, para postagens em inglês, o Toda Letra, ainda em fase de organização mas é onde pretendo publicar toda a minha poesia e literatura, o TUDA, que é o meu projeto de revista literária, e este Just Another Duck, que abrangerá os extintos The Waste Land, Plog e o The Lens of the Mind.

Os blogs antigos ainda continuarão por lá, não os apagarei, mas todos os posts lá publicados já migraram para cá. Só falta puxar - manualmente - alguns dos posts do Auto-pensante, meu projeto de discussão filosófica que deu com os burros n'agua...

O que eu prometo organizar em breve são os labels...

É isso... bem-vindos!

Sunday, January 17, 2010

anti-resoluções


Antes tardo do que nunco: resoluções para o novo ano... Tem quem asche isso coisa ou de criança ou de velho, um hábito que se carrega no máximo até os 18 anos, ou só depois dos 70... mas não eu! Sempre achei que as resoluções de ano novo são uma oportunidade de "passar a régua" e deixar tudo (o que não deu certo) para trás. Que oportunidade!!!

E já que este ano não me contaminei lendo as resoluções dos outros, sinto-me mais íntegro para fazer as minhas, com uma pequena variação: este ano, farei anti-resoluções. É, soa melhor você determinar o que NÃO quer fazer.

A primeira anti-resolução é não deixar de ler. Seja jornal, revista, gibi... ler! De preferência livros, mas isso pode ser conquistado aos poucos. E como os livros de hoje em dia parecem estar cada vez mais grossos e cada vez mais chatos, passar longe de livros escritos nos últimos vinte anos - salvo poucas excessões - e reler os clássicos. Não me arrependerei, tenho certeza!

Outra - não publicar livro - blogue. Salvarei muitas árvores, e provavelmente serei mais lido, já que tudo que cai na redinha parece ter uma aura de sagrado. E se alguém me chamar pra participar de alguma coletânea, tentar (ao menos tentar) resistir e dizer não! Os amigos agradecerão, pois não terei que recorre a eles para vender a minha cota!

Na música, não se comprometer - e não ter preguiça de ligar todos os equipamentos a toda hora. Inspirou, componha, ou anote, escreva, cantarole, grave a idéia para mais tarde... e não se acanhe de queimar um CD... não é anti-ecológico!

No campo da saúde, não exagerar. Não exagerar na osciosidade (criativa, é claro!) tampouco na atividade; não exagerar nas bebidas tampouco na abstinência; não exagerar na alimentação tampouco na dieta... simples, não?

No mais, manter-se em contínuo processo de aprendizagem e compartilhar as poucas e humildes experiências de vida na luta incansável contra a plastificação estética - estamos aqui para servi-lo, em que posso ser útil? Sorria, você está sendo filmado. Esta conversa pode ser gravada para fins de treinamento...

E embora eu ainda ache estranho, não reclamar de vir sendo agraciado já há tanto tempo...

Monday, September 28, 2009

We are there already!


Vou dizer uma coisa... Não foi fácil, mas chegamos lá!!! Se as minhas pernas amanheceram doendo, imagine as do pessoal!

Cada equipe era composta de 4 membros. Das 93 equipes que largaram no sábado pela manhã, 10 não chegaram ao final, 18 chegaram com menos de 3 membros (o mínimo era 3) e apenas 65 terminaram a caminhada: 100km em até 30 horas!

NOSSA equipe (hehe, eu era "apenas" o motorista), a "Are We There Yet?" terminou a prova num honroso vigésimo lugar, com o tempo total de 25:11:59 - ou seja, quase 5 horas de sobra... e o mais importante é que a equipe tenha chegado inteira - com os 4 membros - já os integrantes... chegaram VIVOS!

A planilha com os resultados oficiais podem ser vista aqui, mas posso antecipar o resultado dos meninos:


É isso aí pessoal! Parabéns Tatiano, Renato, Eduardo (xará), Gustavo, Luciane, Anna, Carol, Teresa e eu também!

Estou esperando o upload das fotos pra blogar... e VAMOS TOMAR NO CREW!!! E até a próxima!

Wednesday, March 18, 2009

it's a beautiful day indeed...


Um belo final de semana, na verdade... muito sol - frio, é claro - e muito céu azul. Inusitado, no entanto, pois num mesmo final de semana arrisquei-me não só no golfe mas também no tênis!

Foi o dia do São Patrício (Saint Patrick, ou melhor, Naomh Phádraig, em irlandês), não fomos à parada - ultimamente ela perdeu a graça, e anda resultanto em badernas isoladas - mas a mensagem foi recebida: Naomh Phádraig voltou a andar entre os vivos por alguns momentos e, ao ir embora, levou com ele as serpentes. Não aquelas do passado, tidas como divindades na cultura druída, mas estas dos nossos tempos, das nossas desavenças.

No seu caminho de volta, segundo consta dos Livros dos Colóquios dos Anciões (Acallam na Senórach), Patrício deparou-se com dois guerreiros, Caílte Mac Rónáin e Oisín, sobreviventes da eterna batalha entre O Bem e O Mal. Os guerreiros juntaram-se a Patrício, e contaram-lhe suas histórias...

Thursday, March 05, 2009

rumo à moeda-única

Conjecturemos hipoteticamente que o presidente Lula, conhecido por ser ou ter sido de esquerda, resolva, numa recaída marxista, leninista, stalinista ou trotskista, distribuir dinheiro à população para que ela consuma mais, gaste mesmo, e assim aqueça a frígida economia brasileira, que começa a dar sinais de dependência da bagunça que vem acontecendo no mundo!

Pois é, isso é o que o governo japonês está fazendo: distribuindo dinheiro para a população. É, deu na BBC Brasil! Por isso aproveito para conjecturar nosso hipotético quadro; só que sendo Lula brasileiro da gema, ex-torneiro mecânico, sofrido na vida e devidamente vacinado contra malandragem, diferentemente dos japoneses, ao invés de dinheiro, lançaria os vale-consumo - nome aplaudidíssimo, aliás, pelo povo nos discursos da anunciação. O que nem todos sabem é quanto Duda Mendonça embolsou para chegar a tão genial analogia!

Bem, lançado o tal do vale-consumo, o próximo passo seria só esperar o povo consumir, e logo, já que o vale tem prazo de expiração. Mas não é bem isso que acontece... A economia se aquece, sim, mas de outra maneira: a população, calejada de acreditar em elixires milagrosos vendidos por alquimistas caseiros em cima de charretes mambembes, resolve, ao invés de gastar o vale-consumo, recorrer ao "mercado-branco" - alusão ao antigamente chamado "mercado-negro", banido por ser considerado racismo - e vender os vales por algo em torno de 70% do seu valor de estampa. Isso rapidamente agitou a economia informal, criando os famosos "valeiros", camelôs especializados em compra e venda de vales-consumo. Vendo que o prazo de expiração dos vales se aproxima, os comerciantes, que deveriam ser os principais favorecidos no esquema, subsidiam um forte esquema de propaganda onde declaram que não respeitarão o prazo de validade estampado nos vales-consumo, e que a população pode utilizá-los quando bem entenderem. Tal pronunciamento causa uma alta no "câmbio" do vale-consumo, onde os felizardos possuintes conseguem permutar os vales por até 25% a mais do valor de estampa. Preocupado com a volta da Inflação, aquela senhora refinadíssima, de brincos e colares de brilhantes em sua silhueta delicada, anéis de ouro em seus dedos longos e audazes, bem conhecida dos brasileiros, o presidente Lula autoriza a Casa Da Moeda a imprimir mais vales-consumo, desta vez devidamente não-expiráveis e em diversos valores. Silvio Santos, tido como um "expert" em transformar papel-comum em papel-moeda, é convidado para ocupar o Ministério da Economia e do Messianismo Pidorâmico, e o Brasil exporta a tecnologia para o mundo todo.

Está criada a "moeda única".

Thursday, March 06, 2008

Ora Vejam só...

E não é que a Veja ainda é editada em Pindorama? Se é editada é porque tem gente que lê. Ou melhor, gente que vê, já que a revista continua firme na sua proposta imagética de 1968: propagandas e mais propagandas, quase competindo com as matérias. Como sempre foi, uma revista para se ver. E como as matérias são ruins, MUITO RUINS, quase ninguém liga, pois pouco tem-se para ler lá. A que tenho em mãos (até tú, Brutus?) tem o Fidel na capa, com o triste título "Já vai tarde", como se a revista se colocasse na posição onissapiente de julgar o que é certo e errado, bom ou ruim, do bem ou do mal.

Esta é a diferença entre a Veja e a The Economist: enquanto esta noticia, aquela traça opiniões parciais e factóides com ar de matéria. Que o conselho editorial da Veja é composto por gente de opinião parcial, todo mundo sabe. Inclusive seu presidente e editor, Roberto Civita, envolvido em escândalos de informações privilegiadas no governo Sarney, apadrinhado por ACM, e toda aquela chafurda. Mas "noticiar" opiniões políticas e julgamento de valores passa do limite do bom jornalismo que alguns membros do conselho bravamente defendem.

Porque a comparação com a The Economist? Porque assinei a revista. E assinei porque é boa. Mas podia ser uma comparação com a Newsweek, que aliás sempre foi o paradigma da Veja. Ao menos é o que eles dizem, mas eu digo que está longe de ser Realidade (Realidade foi uma revista lançada pela Editora Abril que circulou até 1968, e deu lugar para a Veja. Tinha uma abordagem mais ousada, com matérias em primeira pessoa, fotos que deixavam perceber a existência do fotógrafo e designer gráfico pouco tradicional).

Para a infelicidade da Veja, Fidel não acaba assim. A própria política americana e seus terrores deram-lhe a importância necessária, devida ou não. E alguém desse tamanho está muito acima de um simples cargo de presidente (a que renunciou) e de primeiro-secretário do Partido Comunista (a que não renunciou). Enquanto estiver vivo, Fidel continuará sendo a Suprema Instância, e sabe-se lá se não continuará mesmo depois de morto.

Agora é moda

Neste 4 de Março, Ian Paisley anunciou sua renúncia. Político e líder religioso da Irlanda do Norte, Paisley é o fundador da Igreja Livre Presbiteriana de Ulster e líder do Partido Unionista Democrático (DUP), o mais radical entre os protestantes, e que defende o domínio britânico no norte da ilha.

Curiosidade: ele, como Fidel, também tem 81 anos.

Wednesday, February 27, 2008

Lula illic et ego hic

"Lula lá e eu aqui"

Por um lado, estudos após estudos de cientistas como Frans de Waal mostram o quanto pode haver de humano nos animais, como por exemplo, macacos que recusam comida se isso implicar dano a um semelhante...

De outro lado, imagens cerebrais - na linha de Antônio Damásio - que registram o quanto há de animal (em relação ao emocional) em atitudes morais de seres humanos, que tomam decisões baseados nas entranhas, e só depois as justificam com a razão, literalmente racionalizando-as.

Concluindo, fico com a frase de um amigo meu, que diz que "... um país que tem um Molusco Cefalódope como presidente não pode esperar muito mesmo..."

E tenho dito!

Saturday, February 09, 2008

Ainda Assim o Mundo Continua Sendo Um Lugar Bom de Viver

Li no Herald Tribune que a Casa Branca bushiana aprovou o Waterboarding. Só se for oficialmente, pois pelo que se sabe, Jorginho já manda seus soldadinhos-de-chumbo aplicar a tal técnica nos "detidos sob suspeita" da sua alucinógena Guerra Contra o Terror há algum tempo. Consta que há uma determinação presidencial do Sr. Jorge Caminhador Arbusto assinada em 2002; ele, juntamente com a Sra. Condomínio Arroz (Condoleezza Rice) e o então Secretário Geral do Departmento de Justiça Norte-Americano João Horta-de-Cinzas (John Ashcroft). Para Jorginho, o waterboarding é considerado uma 'enhanced interrogation techniques', ou seja, 'técnica aprimorada de interrogatório'. Abaixo o bushês!!! Chama o Macaco Simão!!!


O Terror Contra a Guerra

Enquanto os EUA se ocupa da sua Gerra Contra o Terror, A República da Irlanda e o Reino Unido se empenham para que os avanços no processo de paz entre a República da Irlanda e a Irlanda do Norte não vão por água a baixo. A Irlanda do Norte alertou esta semana que o risco de terrorismo tem aumentado ultimamente. Acredita-se que dois grupos dissidentes do extinto (?) IRA ainda estão na ativa, e andam aprontando algumas lá pelas bandas de lá.

Esses republicanos...

Mais da Ilha do Eire

Depois do boicote à carne brasileira, que alguns alegam sofrer da doença da vaca-louca, embora estudos científicods já tenham provado que é impossível o vírus ser exportado em carne maturada, desossada, e congelada, parece que as coisas vão melhorar para o Brasil e o boicote vai cair, assim que a nova lista das fazendas autorizadas chegar às mãos das autoridades européias. Mas o interessante da história é que, a Irlanda, responsável pelo boicote brasileiro para Europa alegando a impossibilidade de rastrear o gado - e que muita gente acha que não passou de protecionismo barato e interesse político - sofre agora uma punhalada pelas costas: um grande fazendeiro foi multado em €7.500 por forjar documentos do seu gado. Parece que a prática já acontece há algum tempo, e acredita-se que o incoidente vá prejudicar em muito a imagem do país e a credibilidade de suas exportações.

Tá vendo? Ao quer super-proteger o mercado interno, desviaram a atenção demasiadamente para o quintal alheio, enquanto o seu próprio anda precisando de uma boa limpeza...

já que lá... até quando?

Me perguntaram até quando fico na Noruega... respondi: Fico aqui até quando o dinheiro deles mandar! Sou uma puta em avenidas estrangeiras, tentando erguer a cabeça enquanto vende o corpo, para assim mostrar um pouco de dignidade...

Para quem leu meu comentário no The Little Green Bug, é isso! A vida, embora curta, deve ser levada lentamente... Aí nego me pergunta como está o meu fim de semana... e eu respondo: ocupado. Nego pede o meu celular e eu respondo: é particular. Nego pede desculpas pela pressão e eu digo: não desculpo (ao invés de se desculpar, não pressione).

Ok, se a coisa apertar eu vou dizer que estou disponível no fim-de-semana, que meu celular é tal, e que não precisa se desculpar... mas não vou estar lá naquele sábado porque o despertador não tocou ou porque passei mal, não vou atender aquele telefonema porque o celular não estava comigo ou porque estava no silencioso, e no final das contas, todos vão ver que ninguém morreu, e ninguém foi demitido, e nenhum negócio foi desfeito, e tudo continua seu rumo como antes, como sempre.

Thursday, January 31, 2008

uma questão de números?

Acabei de ouvir uma entrevista do Carlos Alberto Sandemberg com um professor, sobre os preços da carne na Europa, por motivo do boicote europeu à nossa carne (já discutido aqui). O tal professor quis, simplistamente, converter o euro para reais e dizer que o motivo do boicote é porque os preços na Europa são bem mais caros, e que a carne brasileira é competitiva. O que provavelmente é verdade, mas querer mostrar que 20 euros por um quilo de contra-filé equivale a quase 53 reais soa um absurdo.

Vamos aos fatos: é verdade que pode-se pagar até 20 euros por um quilo de contra-filé aqui na Irlanda, mas também é verdade que pode-se comprar diretamente nos açougues distribuidores - abertos ao público em geral - e pagar 8 euros o quilo. Além do que, seria no mínimo tendencioso não considerar outros fatores do custo de vida. Para dar um exemplo mais realista e sem muitas contas e números, usemos o Índice Big Mac*. Segundo a revista The Economist, um BigMac no Brasil custa em média R$ 6,40 (R$7,50 em São Paulo). Em Dublin paga-se €3 por um BigMac. Assim, podemos dizer que o salário mínimo em Dublin equivale ao poder aquisitivo de 3.06 BigMacs por hora. Numa carga horária de 8 horas/dia, daria 24.48 BigMacs por dia, e 489.6 BigMacs num mês de 20 dias. No Brasil, o poder aquisitivo equivalente a 489.6 BigMacs seria algo em torno de R$3133,44. Um belo salário mínimo, não?

* O Índice Big Mac (from wikepédia)

É um índice calculado sobre o preço do Big Mac em mais de 100 países, tendo como objectivo medir o grau de sobre- ou subvalorização de uma divisa em relação ao dólar americano, comparando os preços do hamburger Big Mac nos Estados Unidos com o preço do Big Mac do país no qual se pretende comparar a moeda. O princípio é que os procedimentos operacionais da cadeia de fast food McDonald's são os mesmo em todos os países em operação, inclusive a margem de contribuição por produto. Por exemplo, se um Big Mac custar 3 dólares em Nova Iorque e 3 Libras Esterlinas em Londres, significa que 1GBP equivale a 1USD. O índice foi criado em 1986 e é calculado pela revista The Economist.

É isto a globalização...

Monday, January 28, 2008

Por uma vida menos ordinária

Este ano não fui convidado para Davos. Nem ano passado, tampouco o anterior, e o anterior...É o sétimo ano consecutivo que mando minha inscrição mas novamente não me convidaram. Desde 2001 eu tento me inscrever em Davos sem sucesso. Não que eu queira realmente ir... quero mesmo é participar do FSM - Fórum Social Mundial de Porto Alegre, mas como o FSM surgiu como uma "resposta" a Davos, achei que deveria conhecer Davos primeiro. A mim soa ideologicamente bem mais justo, não?

E se não me chamam é porque ou não sou bem aceito nos meios econômicos internacionais (coisa que duvido!) ou acham que eu não tenho nada para contribuir - uma hipótese bem razoável, eu diria! Seja como seja, não podem me impedir de acompanhar a maratona lá de casa, entre garrafas de vinho e latas de cerveja! E entre uma taça e outra lata, pude reparar que só se fala em CSR (Corporate Social Responsibility) - ou Responsabilidade Social Empresarial (RSE). But... WAF does it mean?

Basicamente é um fator de competitividade para os negócios. O que identifica uma empresa competitiva é basicamente o preço de seus produtos. Tivemos a onda da qualidade, focada em produtos e serviços, mas não colou: no final o que manda é o preço. Agora a onda é que as empresas devem ser socialmente e ecologicamente responsáveis. Ora, nada mais justo... se os custos desta "consciência" não estourassem nos preços ao consumidor. Aí, a coisa toda nunca muda de lado, ou seja, a corda sempre estoura na mão do palhaço do consumidor: se você não pagar mais caros por produtos ecologicamente corretos e socialmente responsáveis, a culpa será sua, pois os empresários estarão fazendo sua parte - coitadinhos dos empresários! - que é disponibilizar produtos verdes, repassando devidamente os custos extras. No fundo, eles continuam produzindo a velha linha dos produtos que continuam sendo consumidos pelo consumidor "sem consciência" - leia-se dinheiro.

Porque os empresários - coitadinhos dos empresários! - não sacrificam suas margens de lucro para tornar os produtos verdes mais viáveis? Se não for assim, onde está a responsabilidade empresarial afinal?

Ouvindo a uma autoridade chinesa, a coisa da responsabilidade ficou bem clara: "Estamos aqui para ver o que os EUA estão fazendo ou irão fazer em relação ao meio-ambiente". E o reporter, "Mas o que a China está fazendo?", e ele "Isso depende dos EUA". Quer explicação melhor que esta? Aí alguém poderia perguntar, "Mas senhor, com todo o respeito... dá pra explicar que PORRA tem o mundo a ver com isso?" Ah, se me convidassem...

Mude alguma coisa no seu mundinho, intocável. Faça algo consciente! Alguns amigos tomaram uma bela iniciativa: só compram produtos orgânicos (que são mais caros), passaram a reciclar tudo o que é possível, mesmo que lhes dê um trabalhão. Impressionante como pequenos atos podem mudar a sua vida e a das pessoas ao seu redor. Talvez você não esteja mais vivo para ver os resultados efetivos do seu pequeno ato, mas saberão que foi você quem plantou a semente... e mesmo que não souberem, o importante é que a semenete está plantada. ALGUÉM precisa plantar, não é mesmo? E por que não VOCÊ?

Eu sei... de novo sobrou pra você, não é? Pois é, mas é que ainda levará um tempo para que o capitalismo deixe de ser selvagem, e infelizmente o mundo não pode esperar que os comedores-de-dinheiros parem de comer enquanto suas barrigas ainda não estouraram - eles precisam de mais, sempre mais!

Do que se espera e de quem se espera

De um artista espera-se mais do que uma boa obra, espera-se comportamento. É por isso que não gosto de Caetano. E já que falei disso, deixa eu abrir um parênteses aqui, pois já queria ter comentado isso antes. Considerando que de um artista se espera mais do que a obra, mas também comportamento, o que pode haver de comum entre Amy Winehouse e Caetano Veloso? O comportamento escroto, sem dúvida. Amy é tão previsivelmente destruitiva que chega a ser cômico. A cara dela chapada de crack ou que porra seja aquilo é simplesmente hilária. E o melhor de tudo é que passa na TV, está em todos os jornais e na Internet, o que ajuda na já demasiada mediocridade da mídia... e no auge da sua AUTO-destruição, ela poderá perguntar "o que vocês têem a ver com isso? Realmente nada mesmo, Amy. Quer se destruir? Ótimo, problema seu, mas faça direito, pois já temos Reality Shows demais para encarar mais este, ainda mais improvisado. Ou se mata logo ou vai pro rehab... de uma vez, e muda de música, por favor! Pode ser legal, mas enche o saco também! Além da letra só falar bosta com merda... Não tem nada lá!

Talvez Amy ainda não descobriu aquilo que todo drogado descobre, hora ou outra, pelo caminho mais árduo, que a princípio ninguém entra nessa para se matar. A idéia pode até mudar no decorrer da jornada - para baixo, invariavelmente para baixo! - mas todo mundo começa experimentando pelo (suposto) prazer que a coisa traz, sem se dar conta da destruição; seja por se achar imune, seja por não acreditar que seja destrutiva, seja por ignorância.

Fim do parênteses. Esperar um determinado comportamento, uma determinada postura das pessoas. De um Presidente da República espera-se mais do que choro e condecoração a garis honestos, espera-se honestidade em forma de trabalho e transparência. Dos oposicionistas, espera-se mais do que o oportunismo popularesco e lobbies irresponsáveis. Espera-se que todos pensem no país, não em primeiro plano, mas em único plano. Todos eles estão lá para servir o país, e não para tirarem algum tipo de vantagem. De empresários responsáveis, espera-se que doem algo em nome do bem-estar da sociedade. Dos abastados, espera-se que se compadeçam da miséria dos menos afortunados - mas aí já é pedir demais, pois até algumas religiões já mostram que riqueza e compaixão não se compadecem...

A honestidade não precisa de propaganda, nem de homenagens, precisa de exemplos e perseverança. Quem plantar joio, jamais colherá trigo. Busquemos alternativas, por um mundo menos ordinário de se viver!

Monday, January 14, 2008

A Epidemia Eletrônica

Você já recebeu um SPAM hoje? Não? Mas ainda vai, tenha certeza disso... até mesmo sem saber que é um SPAM! Nada demais, é claro. Ninguém realmente tem culpa pelos SPAMs, a não ser todo mundo.

O problema é a questão da segurança. Quando se trata de boato - ora, boato sempre foi, desde o começo dos tempos, um meio eficiente de divulgação de notícia, verdadeira ou não - ainda vai lá, pode ser divertido, mas a maioria destes e-mails ou são propagandas sobre produtos ou serviço, ou pragas computadorizadas -- os chamados vírus -- com a única intenção de capturarem informações confidenciais.

Um SPAM bem famoso foi -- ou é, pois a cada Agosto ele costuma aparecer -- o "Boato de Marte", que mesmo a chamada mídia oficial chegou a divulgar! Outro que já não é a primeira vez que recebo é sobre a senha do cartão do banco. Diz o email que se você digitar sua senha invertida num caixa eletrônico, o dinheiro lhe será entregue e uma mensagem será enviada à polícia... Segundo a Febraban, isto é BALELA!

Por isso, camaradinha... cuidado com o que se lê por aí, pois seu Vigário anda à solta, pregando peças à torto e à direito! Tem até site que ensina a criar um SPAM!!!

Boa sorte!

Friday, January 11, 2008

O mundo se move sob nossos pé



Depois da Sociedade-Líquida de Zygmunt Bauman, Manuel Castells (filósofo espanhol nascido em Hellín, na região de La Mancha, em 1942) sugere a Sociedade-Rede - mais que líquida - onde tudo é articulado de forma transversal e com menos controle das instituições tradicionais.

Uma sociedade em que a visibilidade na esfera pública midiática é a principal preocupação, onde o controle da imagem pública exige meios que sejam controláveis, coisa que a internet não o é... e isso explica, segundo Castells, por que os poderes têm medo da internet. Como controlar a internet?, é a pergunta dos poderosos. Não se pode!, é a resposta. Pode haver vigilância, mas não controle.

Castells defende que a internet é determinante na vida social e econômica, e seu acesso pode ser um fator de exclusão. É preciso educar! Sem educação a tecnologia não serve para nada. Na Espanha a chamada divisão digital é uma questão de idade: dados mostram que entre os maiores de 55 anos, só 9% são usuários da internet, mas entre os menores de 25 anos são 90%. Isto nos sugere que quando esta geração mais velha tiver desaparecido, não haverá mais divisão digital.

Ele diz também que na sociedade da internet o complicado não é saber navegar, mas saber aonde ir, onde buscar o que se quer encontrar e o que fazer com o que se encontra. Isso é isso que exige educação. Na realidade, a internet amplia a mais antiga lacuna social da história, que é o nível de educação.

A internet oferece acesso a toda a informação, e assim aumenta a incerteza, mas ao mesmo tempo é um instrumento chave para a autonomia das pessoas... em suma estamos globalizados, nosso dinheiro está em algum fluxo global que não controlamos, somos submetidos a pressões migratórias muito fortes, o que torna cada vez mais difícil encerrar as pessoas em uma cultura ou em fronteiras nacionais.

Globalização, simplesmente...

Leia a entrevista que Manuel Castells concedeu ao El País.

Thursday, January 10, 2008

A Eleição Ianque

Começemos pelo começo: seria errado dizer a eleição americana, pois americanos são tanto os norte-americanos (bermudenhos, canadenses, estados-unidenses, groelandêses, havaianos e mexicanos), como os centro-americanos (belizianos ,costa-riquenhos, salvadorenhos, guatemaltecos, haitianos, hondurenhos, jamaicanos, nicaraguenses, panamenhos e porto-riquenhos) e os sul-americanos(argentinos, bolivianos, nós brasileiros, chilenos, colombianos, equatorianos, guianenses, paraguaios, peruanos, surinameses, trinitário-tobagenses e venezuelanos). Assim, nada mais justo que chamá-los de Ianques, que significa, por extensão de sentido, indivíduo que é natural ou habitante dos EUA, ou relativo a ele.

Quanto às eleições, ainda é cedo - deveras cedo - para querer adivinhar alguma coisa. Hilary, sem dúvida mais experiente, aposta nos eleitores mais conservadores, enquanto Obama, mais jovem e arrojado, aposta no espírito de mudança da juventude. E não é que Hilary não signifique mudança também - qualquer coisa que não seja Republicana soa como novo, e acho que o país finalmente acordou para isso.

"In other words", como diria Sinatra, qualquer um que ganhe, sendo Democrata, será uma GRANDE BENESSE para todo o mundo...

FORA JORGE CAMINHADOR ARBUSTO!

Wednesday, January 09, 2008

Um nascer-do-sol impressionante

No dia 21 de Dezembro em Newgrange, Irlanda, acontece um dos mais impresisonantes nascer-do-sol do mundo. Situado ao norte de Dublin na Irlanda, no condado de Meath, Newgrange abriga o que os arqueólogos chamam de o "a Megalithic Passage Tomb" ou "uma Megalítica Passagem para a Tumba". Trata-se de uma câmara construída por volta de 3200ac., com pedras enormes tampando sua entrada, e uma curiosa passagem aberta sobre a entrada principal. É a "entrada do sol", por onde os raios do solstício de inverno passarão e iluminarão o caminho da tumba.

O Solstício de Inverno é uma das festividades mais famosas entre os antigos povos pagãos europeus, e Newgrange é bem conhecida por este fenômeno do solstício. Esta entrada, em particular, está posicionada de tal forma que durante o solstício de inverno na região, em 21 de dezembro, o sol penetra pela passagem, permitindo que um faixo de luz entre na câmara e ilumine todo o caminho para a tumba.

Segundo a mitologia, um governante irlandês conhecido como Tuatha Dé Danann, teria construído Newgrange como um túmulo para seu superior, Dagda Mór, e seus três filhos. Ninguém sabe ao certo o que esta câmara significava para seus criadores ou mesmo porque ou para quem foi construída. E o mais intrigante é como tudo cuidadosamente se alinha com o Solstício de Inverno.

Assista ao nascer-do-sol de Newgrange

Erin Go Bragh!

Friday, January 04, 2008

Uma homenagem que vale a pena...


Uma homenagem...

Henrique de Souza Filho (1944-1988), o cartunista Henfil, tornou-se uma das principais vozes de oposição à ditadura militar. Hoje completam-se 20 anos de sua morte.