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Wednesday, May 06, 2015

Sete, um número mágico

عدد هفت
Diversas propriedades e aplicações tem o número sete, que levaram alguns estudiosos a chamá-lo de "Número Mágico". São tantas associações... desde os dias da semana, até os 7 pecados capitais, as 7 virtudes, as 7 maravilhas do mundo, etc, etc, que é melhor você conferir na Wikipédia se estiver curioso...

Para mim, uma uma propriedade que achei realmente interessante é o resultado da divisão de qualquer inteiro não múltiplo de 7, por 7. O resultado será sempre a seqüência 142857 periódico.

Assim:
1/7 = 0,142857142857142857.....
2/7 = 0,285714285714285714....
3/7 = 0,428571428571...
4/7 = 0,571428571428...
5/7 = 0,714285714285...
6/7 = 0,857142857142...
8/7 = 1,142857142857...
9/7 = 1,285714285714...
O resto é superstição!

Wednesday, December 12, 2012

121212


... ou
O Poder Místico da Ignorância Humana
ou ainda
A Ética Desvirtuada e a Imbecilidade Capitalista

12/12/12, uma data como outra qualquer... ou pelo menos como foi 11/11/11, 10/10/10, 09/09/09, 08/08/08... etc, etc, etc, e nada, absolutamente nada de importante, ou meramente relevante, aconteceu. Alguém lembra?

MAS, como sempre tem um místico de plantão para associar os números, as datas, os eventos, eis que hoje pela manhã, no programa Morning Ireland, os caras tiveram a pachorra de despender longos 10 minutos (ou foram 15? Ou 5?) numa entrevista com 2 garotas que aniversariam hoje. Veja só que interessante: ambas fazem 12 anos hoje! E daí? Pois é, também me perguntei, mas a apresentadora nem ao menos deixou eu formular a pergunta, e já fez questão de ressaltar que ambas nasceram no dia 12 do mês 12 de 2000, portanto faziam 12 anos no dia 12 do mês 12 do ano 12.

Ah, mas não acabou por aí, não... além disso, elas estudam na mesma escola!!! E, pasmem agora, NA MESMA CLASSE!!!!! "Não é demais?"

Não, não é. Foi o que também pensei...

Se a RTE, a rádio que transmite o Morning Ireland, é bem conhecida por algo, esse algo são os âncoras mal-educados, grosseiros, pretensiosos e petulantes, que raramente deixam o entrevistado terminar seu ponto de vista, interrompendo as respostas com perguntas complementares, causando confusão não só para o entrevistado como para o ouvinte. E por terem seus microfones mais altos do que o dos entrevistados, não sobra chance para os entrevistados terminarem suas colocações, mesmo que insistam em continuar suas respostas por cima da interrupção. Uma coisa realmente horrível de se ouvir, tanto que chega a ser cômico - por isso mesmo eu ouço!

Chegam ao absurdo, estes âncoras, de cortar a entrevista em pontos cruciais para chamarem os comerciais? Ora, se o tempo é tão valiosos assim, como podem colocar 15, 10, ou mesmo 5 minutos dessa baboseira de 12/12/12 no ar?

Não duvide de nada, é o que sempre prego. Nem da estupidez humana, nem da ilógica do capital... tampouco do fim do mundo, já plenamente anunciado para 21/12/12... Percebeste os números? invertidos?!?

Wednesday, February 23, 2011

Citar demais é Pessoa


Alguns amigos se espantaram com a atmosfera pesada do meu poema de aniversário postado ontem. Ora, todos os meus poemas de aniversário são meio obscuros. É quase como uma característica dos meus poemas de aniversário - confira a série aqui.

Isso não quer dizer que eu seja ou me sinta o que o poema retrata, pois como já dizia o grande Pessoa:
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
Falei

Wednesday, December 22, 2010

Thursday, April 08, 2010

Citar Mais é de Marx, né?

Frase do saudoso Arnaldo Xavier (1948-2004)

Nem sempre sou da minha opinião, mas sempre digo que absurdo é aquilo que nunca muda. Eu não evoluo, apenas sou, embora tenha a certeza de que amanhã não serei o que fui, nem o que sou, pois só é possível transformar-se na medida em que já se é... inovar não é reformar, e mudanças nunca ocorrem sem inconvenientes, até mesmo do pior para o melhor. Ser capaz de suportar tudo, sofrimento, doença, exílio, não faz da passagem de um estado para o outro algo menos terrível. O tempo de nos instalarmos é caro e precioso.

Trago em mim o germe, o início, a possibilidade para todas as capacidades e confirmações do mundo, mas infelizmente, as pessoas que querem mudanças nunca são felizes...

Monday, February 01, 2010

votação


Tentei pela primeira vez essa ferramenta para blogspot chamada "Create a Poll" , onde você lança uma pergunta, escolhe 4 tipos de respostas e incentiva os leitores do seu blog a votarem. Não deu muito certo não... Fiz uma pesquisa sobre o Lula, mas só obtive 4 votos!

- Ah, mas sobre o Lula?!? Esse foi o problema da baixa audiência!

- Como assim? O Lula, nosso presidente, super-bem cotado nas pesquisas...

- Então?!? O povo não aguenta mais enquete sobre o presidente... neguinho tá mandando o entrevistador pra casa do cacao!

- Hum...

- Tem que ser uma pergunta bem pertinenete, algo que desperte a curiosidade alheia, ou que incendeie um debate...

- Já sei! Vou perguntar sobre o meu blog...

- Sobre o quê?

- O meu blog! Esse aqui! Mudei de nome, mudei de endereço, mudei de cara... vou fazer uma pesquisa pra saber o que acharam...

- Acho que você não pegou o espírito da coisa...

Friday, June 12, 2009

dia dos namorados...


Por que o dia dos namorados no Brasil é comemorado hoje, 12 de Junho, e na Europa e nos EUA no dia 14 de Fevereiro?

Diz a lenda que o imperador Cláudio II proibiu a realização de casamentos em seu reino, querendo assim aumentar seu exército, já que jovens sem família cairiam mais facilmente nas garras militares. Mas Valentim, um bispo romano, continuou a celebrar os casamentos mesmo com a proibição do imperador. Valentim foi preso e decapitado em ... adivinhem? Isso, 14 de Fevereiro, no ano de 270.

No Brasil a data é comemorada no dia 12 de Junho - véspera do 13 de Junho, Dia de Santo Antônio. A tradição casamenteira do santo é o que mais se assemelha ao Saint Valentine.

Bobinho, não? É só porque hoje é senxta-feira...

Monday, June 08, 2009

salvo pelo gongo!

Já que falei dos cães e dos gatos, por que não falar dos sinos?

Na Idade Média - novamente - na Inglaterra morria-se muita gente devido a doenças e pragas. Pessoas morriam aos montes, e não se tinha muito tempo nem disposição para certificar-se de que estivessem mesmo mortas. Sendo um país relativamente pequeno, também não tinham lá muito espaço para enterrar todos os seus mortos, daí que os caixões eram abertos e os ossos retirados e encaminhados ao ossário, assim o túmulo podia ser reutilizado para outros cadáveres.

Conta a lenda que por vezes, ao abrir os caixões, davam-se com arranhões em suas tampas, pelo lado de dentro. Longe de ficarem aterrorizados - lembre-se, na Idade Média tudo acontecia! - concluiram que aquele morto, na verdade, fora enterrado vivo, e vieram com a idéia de amarrar uma tira no pulso do suposto presunto ao fechar os caixão. A tal tira passava por um buraco no caixão, vinha até a superfície e ficava amarrada a um sino. Após o enterro, designavam um infeliz pra ficar de plantão ao lado do túmulo durante alguns dias. Se o indivíduo "acordasse", o movimento de seu braço faria o sino tocar, e ele seria - literalmente! - "saved by the bell", ou "salvo pelo gongo", expressão usada até hoje, com menos dramaticidade, talvez...

Sunday, June 07, 2009

It's raining cats and dogs!

A terminologia Medium Tempus foi cunhada no século XIV por Petrarca para designar o período intermediário entre a Antigüidade e o futuro que estava à porta, a Renascença. Como todos sabem, as coisas eram precárias nesta época... principalmente em questão de higiene e moradia...

Sobre a expressão do título, reza a lenda que, como na Idade Média os telhados das casas não tinham forro, as madeiras que os sustentavam eram o melhor lugar para os animais - geralmente cães, gatos e outros de pequeno porte, como ratos e besouros - se aquecerem. Mas quando chovia e a água começava a entrar em forma de goteiras, os animais pulavam para o chão, em busca de abrigo.

Acredita-se que assim surgiu a expressão "it's raining cats and dogs" - "está chovendo gatos e cachorros", que ganhou em português a tradução "está chovendo canivetes", ou mais lusitana, "está chovendo a cântaros"!

Pode?

Wednesday, November 12, 2008

Palavra do dia: libação


libation - noun.
1. The pouring of a liquid offering as a religious ritual; 2. The liquid so poured.
2. Informal.
1. A beverage, especially an intoxicating beverage.
2. The act of drinking an intoxicating beverage.
[Middle English libacioun, from Latin lībātiō, lībātiōn-, from lībātus, past participle of lībāre, to pour out as an offering.]

Libação - substantivo feminino
1. ato que consiste na aspersão de um líquido em intenção de uma divindade
2. o líquido espargido
3. ato de tomar bebidas, esp. alcoólicas, por prazer ou para se fazerem brindes
4. a bebida tomada por prazer ou para brindar (us. exclusivamente no pl.)

Lib- - elemento de composição
antepositivo, do v.lat. libo,as,ávi,átum,áre 'oferecer uma libação, fazer um sacrifício; tomar parte de alguma coisa (sólida ou líquida) para oferecer aos deuses; provar, saborear, beber, comer; apanhar, tirar, extrair'; ocorre em voc. já orign. latinos, como libação, libado, libador, libar (este, em curso na língua desde o sXVII) e libatório, já nos cultismos libamento e libável, de cunho recente; ocorre ainda em f. prefixadas, em sua maioria forjadas no próprio lat.: delibação, delibado, delibador, delibamento, delibante, delibar, delibável; ilibação, ilibado, ilibar; prelibação, prelibado, prelibador, prelibamento, prelibante, prelibar e prelibável

Eu não conhecia...

Friday, October 17, 2008

um bom fim de semana confuciano

E não só porque é sexta-feira, mas também porque as bolsas andam loucas - eu já dizia, há muito, que "bolsa é treco de botar coisa de mulher"! Todos esperam uma baixa, já que a lógica anda apregoando que deixar dinheiro parado num fim-de-semana pode te deixar, em média, de 25 a 50 porcento mais pobre! Já pensou? E quem não tem nada, como fica? Será que perde de 25 a 50 porcento de miséria também? Ou neste caso a escala é inversa e aumenta?

Mas é porque é sexta-feira que nos sentimos mais leves, não? Claro! Todo mundo só pensando no choppinho, na balada ou na viagem... até eu! Cineminha, vinhozinho, tem ensaio domingo lá no Scruffy Murphy's... tudo ao contento! Veremos se conseguimos passar por cima do papelão da semana passada...

O que me falta mesmo é aquela máxima confuciana que diz que se você encontrar um trabalho que realmente goste, numca mais trabalhará na sua vida.

Eu gosto do meu, mas não cheguei neste estágio ainda...

Sunday, September 07, 2008

só que NÃO É do Jabor...

O que tem de texto circulando por aí atribuído a gente famosa é brincadeira! Drummond, Veríssimo, Jabor... textos geralmente amadores com "cacoetes" estilísticos que tentam imitar o suposto autor para tentar dar credibilidade, e todo mundo acredita! Eu sempre ignoro tais emails - não leio mesmo! Desculpem-me os amigos que os enviam, que assim só colaboram com os spams - uma das maiores pragas da internet - e com a falsa informação. Mas este eu li! E resolvi comentar, porque é especialmente reacionário, e quem não consegue perceber isso, camaradinha, está precisando rever seus conceitos... a saber:
Brasileiro é um povo solidário. Mentira. Brasileiro é babaca.
Começou bem, pois "babaca" é uma palavra que Arnaldo Jabor usaria tranqüilamente, no seu jeito despojado de falar. Dá credibilidade à mentira. Continuemos...
Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida; Pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza;
Aí pegou. Primeiro que Lula não tem história de vida sofrida, ele tem história de vida simples, como todo mundo que não se enquadra naqueles 3 (ou serão 10) por cento de privilegiados que nasceram em berço de ouro e não precisam (ou não precisaram) trabalhar duro pra conseguir as coisas. Querer desclassificar o gari não parece também uma colocação de Jabor, que sabe reconhecer a importância de qualquer profissão, de puta a jogador de futebol. E o que elegeu Lula, todo mundo sabe e o Jabor também, foi o populismo. Aquele mesmo usado por Collor e por FHC, mas FHC é letrado, e candidato letrado não faz populismo, mas plano de governo.

Dar ou não dar esmola pra pobre não tem nada que ver com cobrar que governo resolva o problema da pobreza. A pobreza não é um problema, é um estado. Sempre vai existir, até em países ricos existe. O que precisa acabar é a miséria. Em país rico não tem miséria, mas tem pobreza. E o governo ajuda. É até um direito. Dá esmola quem quer. Mas dar esmola para um miserável pode salvar o dia do desinfeliz. Solidariedade, compaixão e misericórdia não dependem de ação de governo nenhum, não tem nacionalidade nem crença. É uma questão de coração.
Brasileiro é um povo alegre. Mentira. Brasileiro é bobalhão.
Errou aqui... duvido que Arnaldo Jabor usasse "bobalhão". Não é do seu repertório.
Fazer piadinha com as imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada. Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo , ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai. Brasileiro tem um sério problema. Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo.
Criticar um humorista? Não... não é o Jabor. Isso é coisa de recalcado chauvinista, que tem medo de rir... rir da desgraça sim, por que não? Rir não te imobiliza, não te "abobalha", ao contrário, faz pensar. Além do mais, ser humorista nesse país é uma tarefa árdua, pois a concorrência é grande: a realidade já é uma piada. Mas o chauvinismo é o pior deshumor. "Põe na cadeia"!
Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo.
Aqui o autor do texto deixou cair sem querer a máscara do seu facismo barato e expôs ao que realmente veio - acabar com o problema da miséria acabando com os miseráveis. E como ele provavelmente não faz parte dessa fatia da população que vive de bolsa-família, poderia ter idéias melhores e fazer coisas melhores, mas não, prefere num texto esdrúxulo exigir que os "vagabundos" que vivem de R$90 por mês se ocupem de pensamentos mais nobres do que a simples sobrevivência.

E até agora eu estou só no terceiro ou quarto parágrafo! Melhor mesmo é pular esse monte de merda e partir pra conclusão do sujeito:
O brasileiro merece! Como diz o ditado popular, é igual mulher de malandro, gosta de apanhar. Se você não é como o exemplo de brasileiro citado nesse e-mail, meus sentimentos amigo, continue fazendo sua parte, e que um dia pessoas de bem assumam o controle do país novamente. Aí sim, teremos todas as chances de ser a maior potência do planeta. Afinal aqui não tem terremoto, tsunami nem furacão. Temos petróleo, álcool, bio-diesel, e sem dúvida nenhuma o mais importante: Água doce!
Alguém aí é capaz de adivinhar a quem ele se referiu ao dizer "... e que um dia pessoas de bem assumam o controle do país novamente"? Faltou dizer que "Esse é um país que vai pra frente" e "Brasil: ame-o ou deixe-o".

Monday, August 25, 2008

na latrina do mundo...


Um amigo que muito admiro me enviou recentemente um email para me parabenizar pelo em3, o trio musical que consegui montar junto com meus "amigos virtuais", como gosto de chamá-los. Ele me lembrou que, quando certa vez estive no Brasil - país na qual ele "carinhosamente" chama de "a latrina do mundo" - reclamara que estava difícil montar uma banda, devido à falta de tempo das pessoas neste mundo tão rápido em que vivemos, onde as facilidades tecnológicas que efetivamente tornam sua vida mais fácil, encurtando distâncias e automatizando tarefas, paradoxalmente também distorce nossa percepção de tempo, tornando-o cada vez "menor" - como se fosse possível!

Ao final do email, ele me parabeniza por eu ser a pessoa mais eclética que ele conhece... PORÉM eu gostaria de lembrá-lo do quão eclético ELE é, já que geralmente as pessoas não reconhecem - ou não enxergam - o próprio umbigo, seja por flatulência - que não é o caso aqui - ou modéstia.

Este meu caro amigo, além de estar entre as maiores autoridades em se tratando de sistema operacional MVS - agora conhecido como z/OS, um dos mais complexos sistemas operacionais de todos os tempos - também poderia facilmente ter-se arriscado na carreira médica, área em que tem verdadeira paixão. Sem mencionar a carreira científica, na qual poderia transitar livremente do academicismo à prática de pesquisas, além da física, da química e da matemática.

E para não nos "limitarmos" ao ramo das ciências, lembro quando deu-se a praticar música num pequeno teclado, e em questão de semanas já estava a ler partituras e a discutir os clássicos. Agora, sua mais nova incursão é no ramo da crítica literária. Engajado num grupo literário disposto a discutir os grandes clássicos em toda sua profundez, em apenas alguns meses já é destaque entre aqueles que dedicaram sua vida ao assunto.

Talvez ele só esteja comprovando que, onde quer que ele empregue seu espírito crítico, sua mente ávida por conhecimento puro e sincero, avesso a imposições pré-estabelecidas, onde quer que haja a oportunidade de empregar aquele pequeno miolo de milhares de milhões de células que chamamos cérebro, ele sucederá.

Eu é quem digo, meu amigo... Parabéns!

Wednesday, August 20, 2008

o número 27


Entre Julho de 69 e Julho de 71 morreram Jimi Hendrix, Jim Morrison, Brian Jones e Janis Joplin. Todos com 27 anos. O suicídio de Kurt Cobain em 1994 - também com 27 anos - reviveu o mito das lendas do rock que deixaram de existir aos 27 anos... Wendy O'Connor, mãe de Kurt Cobain, chegou a lamentar na ocasião da morte do seu filho que havia lhe pedido para "não se unir a esse estúpido clube".

Catorze anos depois da tétrica entrada do ex-líder do Nirvana no tal grupo, a Proud Galleries mostrará retratos, muitos inéditos, das estrelas mortas aos 27 anos, feitos pelos melhores fotógrafos do mundo do rock.

Em comum, o estranho fato de deixarem este mundo (para um melhor?) no auge de suas carreiras. Cobain, Hendrix, Joplin, Morrison e Jones são alguns dos mais famosos, mas outros menos renomados também estarão presentes na exposição, como o cantor de blues Robert Johnson, Dave Alexander (The Stooges) e Ron McKernan (The Grateful Dead).

Hum... taí algo para se apegar, não? Vejamos: 27 com 27, 54... mais 27, 81, mais 27...

Monday, August 04, 2008

filosofia japonesa e a pequenez do mundo

Há uma máxima na cultura japonesa que diz que não se deve servir o próprio copo. Além de ser uma atitude solícita para com o seu próximo, torna-se também mais saudável ser servido, o que acaba por lhe previnir de beber sozinho, hábito que geralmente não é um bom presságio. Afinal, o bom costume de encontrar pessoas pode ser algo fácil de ser esquecido nesses dias de virtualidades. E quando encontramos pessoas onde menos esperamos é que temos a real noção de quão pequeno é esse nosso mundo.

Silkeborg, Dinamarca. Uma cidadezinha, ou uma grande vila, com um belo lago no centro. Simpática, principalmente com o verão maravilhoso que anda fazendo por aqui (para desespero dos irlandeses). Uma vez explorada a cidade, resolvi "me perder" pela Dinamarca... munido de um bom Sistema de Posicionamento Global (o famoso GPS), é claro!


Meu destino era Løgstør, uma vila na região de Nordjylland, na península de Jutland, pois havia um festival de jazz acontecendo por lá. Como parte daquela simpatia habitual dos europeus, o dono do albergue me deu uma carona até o centro da vila e me pagou uma cerveja. Conversa vai, conversa vem, descobre que sou brasileiro e me diz que há um restaurante brasileiro na vila, e que a dona é brasileira. Duvidei, no bom sentido, e ele me levou até o Café Kunst. Matilde, a dona, atarefadíssima comandando duas chapas de panquecas, a especialidade da casa, teve a paciência de me aturar com meu papo-furado! Muito simpática a moça!

Embora o site de turismo dinamarquês não cite (link), o Café Kunst serve comida brasileira sim... no menu tinha casquina de siri, camarão à baiana, e, claro, caipirinha!

No dia seguinte, apareci para o café, e para mais papo-furado. Matilde me sugeriu ir até Skagen, uma vila de artistas, passando por Blokhus e Løkken, duas praias famosas. Um passeio e tanto! Obrigado Matilde, os lugares realmente valeram a pena!

Voltando ao hotel, depois de um dia cansativo - dirigi quase 300 km! - não me restou outra alternativa do que tomar um bom vinho. Um maravilhoso Brunello di Montalcino, que havia comprado no caminho - olha a má intensão - e que paguei a ba-ga-te-la de 110 DKK, que dá mais ou menos 14 euros. Na Irlanda custaria 30! Com os devidos ornamentos - proscuito e mozzarella di bufala - já que o vinho é o prato principal, caí no dilema da filosofia japonesa: como servir-me do vinho sem me servir do vinho? Como servir uma taça que não posso tomar? Ligar para a recepção? Levar a garrafa no bar e pedir ao garçon? Não, muito embaraçoso...

E tudo isto enquanto o vinho decantava - claro que o abri! Como bebê-lo era parte de outro problema, abrir ou não abrir a garrafa não chegou a ser um dilema. E toda solução que envolvesse um terceiro, ou um segundo, neste caso, me parecia embaraçosa - como de fato é! Então, para evitar tais embaraços, camaradinha, não deu outra... o negócio foi deixar a etiqueta do lado de fora do quarto e entornar o vinho na garrafa mesmo!

SAÚDE!

Wednesday, July 30, 2008

alô, alô

Lembro como se fosse ontem, andando pela Rua Coronel Xavier de Toledo, no centro de São Paulo, quando ouvi o barulho de um telefone tocando. Em seguida, um executivo - ele claramente era um "alto" executivo - apoia sua pastinha 007 e saca um telefone celular, meio atrapalhado, meio constrangido, aperta um botão leva o aparelho até a orelha e diz, em alto e bom som: "ALÔ?"... nada. "ALÔ? ALÔ?", movendo-se freneticamente, tapando um ouvido com o indicador, enquanto sustenta a pasta no polegar. "ALÔ?"! A esta altura, todo mundo olhava para o homem. Pudera, nos idos de 1988 - há meros vinte anos - pouco se ouvia falar de celulares, quanto mais ver um pertinho de você.

Hoje em dia, quem não tem um celular é tido como um estranho, um alheio. "Como alguém pode viver sem o celular?", exclamariam, espantados! A coisa passa dos limites, até. Aqui na Irlanda, temos 138 celulares para cada 100 habitantes. Luxemburgo tem 158! É 158% de celular, camarada... não é mole não! Mas no momento que você ler isso, estes números já mudaram... Em Pindorama a Anatel prevê um celular por habitante até 2018 (link).

Pois é, a figura do "alto" executivo falando numa coisa que mais parecia um tijolo ficou pra trás, junto com a piadinha do político brasileiro que, num encontro com políticos europeus, recebeu uma ligação no celular. Todo pomposo, atendeu a altos brados... ao desligar, sorriu vantajosamente dizendo "essas tecnologias... ", quando um dos europeus, frente tamanho desrespeito fanfarrão, respondeu: "A nós também é muito útil... até as prostitutas já os têm"! Eu, particularmente, não entendi o que ele quis dizer com "até as prostitutas"... não é tudo a mesma coisa?!? Eu acho que foi um elogio aos políticos, e uma ofensa às mulheres da vida [nada] fácil.

você ainda vai depender disso...

Mas agora que celular é coisa do passado, precisamos de uma nova dependência, algo que te faça sentir aquela sensação de que agora sim, você se encontrou, e se fazer a perguntar "como é que eu vivia até hoje sem isso?" Nãããooo! Não estou falando da Internet, não! Bem-vindos sejam à sua mais nova dependência... o GPS! Como não?!? Quem nunca ouviu falar? Até na Wikipédia tem! E em português também!

E que ele é útil, sem dúvida... que ninguém ouse aqui negar, mas que vai acabar com a graça do "se perder", isso vai! Com o GPS se vai ao longe... muito além de Roma, e sem precisar da boca pra perguntar, só dos olhos fixos na telinha, que pode variar dos 2.5" do celular até pequenas TVs de 5.2". E se você está se perguntando pra quê você precisa disso, ora, pode ser pra te levar aonde você precisar ir! E mesmo que você não vá a nenhum lugar que você já não saiba ir, você sempre pode ligar o GPS assim mesmo, e fingir que está usando... Eu particularmente faço isso às vezes. Outra muito boa, num futuro próximo, vai ser o rastreamento [nossa, como eu "lutei" pra não escrever traceabilidade] das crianças. Pais poderão saber onde seus filhos estão... e poderão fugir na direção contrária! Pelo menos não serão mais pegos "com as calças na mão!"

Pois é, camaradinha... idéias surgem, só falta criarmos a dependência! Aí, como já dizia o poeta:
o caminho é fácil:
basta experimentar na primeira,
curtir uma na segunda,
ver pra crer na terceira,
e a partir da quarta deixar de contar...

Thursday, July 17, 2008

onde o ser humano não tem vez



ou "apenas mais uma definição de Globalização"

A Globalização controla o dinheiro, a economia, as movimentações financeiras e também as movimentações humanas. É ela quem determina aonde as pessoas devem ir - que é onde há dinheiro. Para os pobres, dinheiro é apresentado em sua forma mais honesta, embora a mais dura: o trabalho. Trabalho este que a Globalização não está dando conta de gerar, pois sua maneira de gerir a economia não tem se mostrado muito eficiente - não para a maioria - e por isso agora nega o trânsito que antes impusera. Proíbe os pobres de procurarem um lugar melhor para trabalharem e viverem, já que seus países, agora devastado pelo enxame de gafanhotos da economia, não oferecem mais condições para tal.

Mas enquanto os prejudicados e os descontentes estiverem do lado de lá da cerca - o lado pobre - não importa quantos sejam, serão sempre - e cada vez mais - massacrados, pois a Globalização é o totalitarismo em sua forma mais sofisticada, já que não levanta bandeiras, pois não as precisa, não define suásticas nem outro símbolo qualquer, pois deles não faz conta, não precisa de cor nem ideologia, pois está em todas elas, em toda a parte, de todas as maneiras...

Globalização é onde os ricos governam e os pobres vivem como podem.

Wednesday, July 16, 2008

Walkstation

Uau! Assim até quem não é muito chegado no trabalho vai acabar gostando! É a mais recente novidade para os consumidores inveterados de produtos inúteis que sempre acabam empoeirados no fundo do quarto de dispensa: a Walkstation! Como poderíamos traduzir isso? Estação de caminhada? SOa um pouco ridículo, não? Bem, não se preocupe, porque o negócio É ridículo!


Mas o pior mesmo é que marketeiros sem-vergonha querem traçar aspectos (pseudo)científicos para dar fundamento à bugiganga, que em seu modelo básico custa a BA-GA-TE-LA de US$4,500.00! [Clique Já!]

Pode ser que você, meu amigo, minha amiga, não ache o marketismo semvergonhento tão absurdo assim, afinal, é clalro que se você ficar horas andando enquanto surfa na net será mais saudável do que ficar com a bunda na cadeira, pois você não sentirá dores nas nádegas devido a longas horas sentado, não precisará se alongar a cada 20 minutos, como manda a cartilha ergométrica (vamos assumir que você faça os alongamentos, ok?), e manterá seu sistema cardio-vascular mais ativo!

Do outro lado, pesa o fato de que sua concentração pode ser prejudicada, haverá momentos em que você terá que decidir-se entre clicar um OK ou limpar o suor que escorre no seu olho... e nessa, você pode literalmente tropeçar! Há também os colegas de trabalho, que podem se incomodar com seu cheirinho, já que neste ritmo de trabalho, você suará muito mais.

E para os mais radicais...

E se você enjoar de sua Walkstation - afinal, ela só lhe permite algo em torno de 2mph (3Km/h) - e sentir que precisa de algo mais radical para bombar seus músculos, então, meu amigo, minha amiga, o que você realmente precisa é da nova Springflex... hum, o nome não ajudou, né? Ok, que tal Workout-Station? Ah, agora sim! A Workout-Station é uma BE-LE-ZA, feita sob medida para workaholics - ou não!

De fácil instalação (120 parafusos, 80 porcas e 40 arroelas) vocé pode adaptá-la à sua mesa de trabalho - até mesmo à sua Walkstation! Com ela você poderá fazer mais de 120 exercícios, e o melhor de tudo é que você pode ficar sentado - isso mesmo, SENTADO - em sua mesa enquanto malha, olhando, abobalhado, para o monitor do seu computador! Não é incrível? E para provar que não é palhaçada e que o negócio existe mesmo, você pode comprar este brinquedinho super-útil online por apenas US$90! [Clique Já!]

Mas por favor: se você realmente comprar algum destas quinquilharias, seja por impulso ou por necessidade, melhor seria instalá-las na sua casa - talvez no meio da sala, ou no quarto de dormir, quem sabe - e assim poupar seus colegas de trabalho do terrível espetáculo!

Essa gente tem cada uma, né?

Wednesday, May 21, 2008

nome de mulher

O cara não podia ver um nome de mulher que logo associava a uma música. E começava a cantarolar: "Telma eu não sou gay...", Lígia, Lígia, eu nunca sonhei com você...", "Carolina, em seus olhos fundos...", "A Rita levou meu sorriso...", "Amélia é que era mulher de verdade...", e por aí vai. Ou melhor, por aí ia. Tamanho era o problema nos caixas dos supermercados, com as escriturárias nos bancos e com recepcionistas em geral, que ele teve que abster-se da prática que achava até muito salutar: cantarolar... passou então a assoviar!

Assoviar era muito mais discreto. A melodia podia vir logo à mente, mas as palavras da letra não estavam lá... dependia de cada um associá-las ou não. Mas nem todas eram assim, desligadas. Muitas ainda pescavam o silvo, e geralmente encaravam o fato, por ser mais discreto, como um galanteio. Certa vez ao assoviar "Telma eu não sou gay", a Telma em questão virou-se para ele com um sorriso maroto: "Ainda bem!". Sem graça e pego de surpresa, quis aproveitar a situaçao e emendou: "Você vem sempre aqui?", mas ao percebe a besteira que dissera a uma caixa de supermercado, calou... sorte que ela riu da palhaçada. Resultado: acabou comendo!

Depois disso, achou que havia descoberto um filão de ouro! Aumentou o repertório, procurou músicas com nome de mulheres na internet e decorou suas letras e melodias, mas percebeu que não adiantava ele saber as músicas, e sim elas tinham que saber. Aí desistiu das pesquisas e passou a ouvir às rádios populares... passava horas do dia e da noite ligado na programação das rádios, de todas elas, num frenético vai-e-vem no daial.

A verdade é que depois daquela Telma não pintou mais nada. Nem Lígias, Carolinas, Amélias, tampouco outro nome qualquer. Um sorriso ou outro, sem graça pra dizer a verdade, nada mais. Dado por derrotado no que pensara ser a motivação de sua vida, voltou para a monotonia dos seus dias de professor de jazz para crianças de rua, ao grupo de teatro para a terceira idade, e ao trabalho voluntário no bairro...

Essa coisas sem graça nem importância...

Wednesday, May 14, 2008

A Rádio Eldorado e a Inteligência Atraída

Se assumirmos as mais recentes descobertas na tentativa de explicar a inteligência humana, a teoria das Inteligências Múltiplas é bem aceita no meio científico e educacional. Embora alguns chamem as inteligências de potenciais, no fundo tudo não passa de diferentes nomes para a mesma coisa, já que seu próprio criador, o psicólogo Howard Gardner explica que "... as inteligências são potenciais que poderão ser ou não ativadas, dependendo dos valores de uma cultura específica, das oportunidades disponíveis nessa cultura e das decisões pessoais tomadas por indivíduos.

Aí entra a Rádio Eldorado com um anúncio onde alguém vai consultar uma cartomante que "lê" nas cartas que ele tem café da manhã com o Arnaldo Jabor, depois um encontro com o Carlos Heitor Cony e o Artur Xexéu, depois um bate-papo com a Miriam Leitão, etc. No final, a pérola: inteligência atrai inteligência... Difícil é saber que inteligência ela se refere. Aposto que é uma tal de Inteligência Existencial ou Espiritual, um suposto nono tipo de inteligência que ainda carece de comprovação científica...

Eu, hem! Melhor girar o daial...

A propósito, as oito inteligências - ou potenciais - são Lógico-matemática, Linguística, Espacial, Musical, Físico-cinestésica, Intrapessoal, Interpessoal e Naturalista.

E por falar em inteligência...

Segundo "The Daffodil Principle" - "O Princípio Narciso" - não se deve esperar para ser feliz, e o melhor momento para isto é agora mesmo... Pregam um poeminha que diz:
Happiness is a journey, not a destination.
So work like you don't need money.
Love like you've never been hurt, and,
Dance like no one's watching
e que eu livremente traduzi para:
Felicidade é uma viagem, não um destino.
Então trabalhe como se não precisasse de dinheiro
Ame como se nunca tivesse sido magoado, e
Dance como se ninguém estivesse olhando
Venho há algum tempo buscando estas metas, e tenho as alcançado, mas ainda falta uma...