Wednesday, February 22, 2012

22022012

pois é, edu, chegou aquele dia again, importante pra você & outra meia-dúzia-e-meia, mais quem?
nadalém dum ou outro, farinhas do mesmo saco, gemas do mesmo ovo,
mas o importante mesmo é que estás aqui, cá estás de novo!
a contar anos-círios, que se iluminadaos ou não nem importa tanto,
tanto que já perdeste a conta, e assim nem te dás conta
da rima pobre que acabaste de cometer - que fazer?
babalorixá agora de bastão passado - embora assumido, não herdado,
finalmente nasceste noutrem de nome joão... ah joão,
mais vivo que tú, mais nobre que um cão, tua chance de continuação
tampouco mais ou menos torto, não faz diferença...
desde nascença já te pertence, no balanço correto, quem dera,
sem eira nem beira, até parar a contagem - é tudo cabeça -
diferente de tú, esmo esborro, fidalgo incrédulo,
valgo dalgo danado de errado ou de bom, que não aprenderá jamais,
& entorta & sufoca & inibe & abafa todo discurso tosco,
só mais uma vez, para sempre só mais uma vez...
aí vais de novo & novamente, solitário-nauta,
na mesma busca desafreada, por entre os futuros hontems e os passados ojes
em todos os lugarem que possam existir, mesmo nas imundas fossas,
mesmo em todos os apegos, todas (de)formações: todamágoa, todorancor, todaraiva,
- aquela mesma que nos mata em cada dia dos nossos dias -
também lá não estão: a paz & a harmonia que procuras são unicas
e não vais achá-la assim tão fácil não, ah não vais não...
nem nas mais altas colunas da ordem e da desordem,
nem nas melhores barganhas entre a vida e a morte,
muito menos nos mais altos aléms dos tudos que te possam oferecer.

parabéns pra você.

assyno eduardo miranda,
d este porto seguro da jlha do Eire,
oje, qvartªfeira, vjgesºsegº dia do segº mez d este anno de MMXII

Fico imaginando o que é pior - alguém lhe dar os parabéns pelo seu aniversário quando ele realmente não se importa com isso, ou simplesmente ignorar o fato por completo. Puxa... é apenas um aniversário, nada de mais! Um parabéns com um sorriso no rosto, um eventual aperto de mão com ou sem tapinha nas costas e pronto, todo mundo feliz! De maneira alguma pareceria falsidade - diferentemente do tapinha nas costas do Natal; muito mais impessoal e apelativo comercialmente!

No fundo, eu entendo a estranheza da proximidade na cultura irlandêsa...

Monday, February 06, 2012

Já está chegando a hora...

(...)
Só me resta agora dizer adeus
E depois o meu caminho seguir
O meu coração aqui vou deixar
Não ligue se acaso eu chorar
mas agora adeus

[Roberto Carlos, in Despedida]

Em meio a planos de disponibilizar 10 bilhões de dólares em ações, o gigante das redes sociais recebeu fortes críticas ao seu controverso "Timeline"... e o senhor Zuquini, aka Mark Zuckerberg, já está ganhando a fama de o mais novo anticristo do mundo cibernético! Seria a hora de um suicídio coletivo à lá Jim Jones?!?

Não é que eu não goste de redes sociais, não... só porque elas expõem sua privacidade e te distrai de prazeres simples, como ler um livro e conversar (!) com pessoas? Não... E o tédio de iniciar uma sessão no Facebook e se deparar com futilidades como "Fulano está ouvindo Funk da Lacraia no Youtube Player para Facebook", ou ainda "Fulana & Ciclano curtiram a foto de Beltrano catando coquinho", sem esquecer dos clássicos posts tipo "Indo almoçar...", acompanhado do inseparável "... voltando do almoço!" 30 ou 40 minutos depois!

Não é por isso não... é só porque elas não são sociais, e não servem para "socializar"! Servem para uma montão de coisas, mas não para socializar! Afinal, esse negócio de "social" só veio mesmo como o Facebook, né? Tudo em um lugar só, e tal... mas sendo menos social, eu pergunto o que há de errado com o twitter e o MSN para mensagens rápidas e chats, o LinkedIn para contatos profissionais, Blogger ou Wordpress para blogar e fofocar sua vida, Skype para falar com amigos e familiares, Fotolog, Flickr ou Picassa para compartilhar fotos... sem falar no bom (e já velho, nessa altura) email!

Seguindo minha auto-eliminação do Orkut - meu orkuticídio - sinto que "Já está chegando a hora de ir, Venho aqui me despedir e dizer...

Tuesday, January 10, 2012

Não que eu ande meio desligado, mas...

... citar mais é de Marx.

Ando meio desligado
Eu nem sinto meus pés no chão
Olho e não vejo nada
Eu só penso se você me quer

Os Mutantes
Miserável não têm pátria. É um despatriado por natureza! Politicamente correto chamá-los despossuídos. Diferentes palavras para descrever a mesma categoria de oprimidos. O que Marx chamou de operário, hoje expande-se para qualquer trabalhador. Excluídos os grandes empresários, pois os pequenos empresários também são presas fáceis no jogo dos poderosos.

E quem são os poderosos? Não os governos! O papel do governo do Estado moderno é apenas o de um comitê para gerir os negócios comuns desse poder! Em 1985, na Alemanha, aconteceu um encontro onde participaram os grandes líderes e os grandes empresários mundiais. Lá eles traçaram o destino do mundo, no qual apenas 20% da população seria necessário... e quando alguém perguntou "E quanto ao resto?" responderam "Do resto cuidem os governos e as ONGs. É para isso que eles servem!" O fim do mundo não deveria ser novidade para ninguém, e nós estamos chegando lá! Vide a cagada que os bancos fizeram e a merda que eles causaram no mundo todo! E os Governos dos Estados Modernos devolve o dinheiro que ps filhosdaputa queimaram e cobram a conta do mais novo-miserável!

Recessão? Crise? Balela, camaradinha; não há tempos difíceis para o capital. Os ricos estão pilhando e chafurdando – eles só querem ter a certeza de que você não vai meter o dedo no bolo deles! Se o miserável do mundo moderno está matando um leão por dia, ou deixando de almoçar para poder jantar com a família em casa, a culpa não é de ninguém mais senão do capital. Quanto menos você comer, beber, comprar livros, ir ao teatro, quanto menos pensar, amar, teorizar, cantar, sofrer, praticar esporte etc, mais economizará e mais crescerá o teu capital. Cocê «SERÁ» menos, mas «TERÁ» mais! E todas as suas paixões serão tragadas pela cobiça... O mesmo capital que fez muitos emergirem para uma vida de luxo e riqueza, fez outros sucumbirem na fossa da miséria, da humilhação - não há milagres: se alguém tem muito é porque muitos têm pouco! E os homens desenvolveram um interesse nú e crú pelo vil metal!

Como disse o sociologo francês Alain Tourraine: "Substitua 'burguesia' por 'globalização' e eis o mundo atual descrito por Marx."

Aí vem o Olavo de Carvalho defender a Ditabranda? Ah...

Chupadoras de Maçanetas


No Japão, chupar maçaneta é - ou era - uma expressão do tipo das nossas "vai catar coquinho" e "vai plantar batata". Da mesma maneira, você mandava o indivíduo ou a indivídua chupar maçaneta. Por mais ridículo que possa parecer, alguma espertinha resolveu levar ao pé-da-letra a expressão de desabafo e pronto, estava criado o mais novo fetiche (esquisito) japonês: as chupadoras de maçanetas!

Se é coisa nova não sei; há quem diga que remonta dos tempos dos samurais! Só sei que tem um monte de neguinho se fantasiando de porta! E você sabe o que vai parar na maçaneta, nô?