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Thursday, July 28, 2022

De Embargos e Consumidores



Adam Smith, o grande economista e filósofo escocês, conhecido como pai da Economia e do Capitalismo, em seu livro "A Riqueza das Nações", de 1776, escreveu que as necessidades dos produtores deveriam ser consideradas apenas sob a ótica de atender as necessidades dos consumidores (o sublinhado é meu). Uma filosofia consistente com o conceito de marketing, mas em algum momento da história a ganância falou mais alto, e o mantra passou a ser identificar, antecipar e satisfazer as necessidades e desejos dos clientes.

Hoje em dia as organizações fazem de tudo para antecipar necessidades e desejos de consumidores em potencial, na tentativa de satisfazê-los de forma mais eficaz do que os concorrentes. E fazem isso usando uma das técnicas mais agressivas de todos os tempos, uma ferramenta de comunicação de marketing que emprega a distribuição de mensagens, tanto explícitas como subliminares, geralmente patrocinadas, com a desculpa de promover ou vender um produto, mas o intuito e de apreender a atenção, a vontade, o poder de decisão e quem sabe até a consciência do inadvertido alvo, deste mal universal destew século dos serviços pseudo-gratuitos... o ANÚNCIO!

Anúncios são uma praga, não importa qual! Pode-se argumentar que alguns anúncios são criativos e tal, quase "uma obra de arte" (sic), mas o problema não é só o conteúdo, ou se o anúncio é criativo ou não, nem mesmo importa qual produto está sendo anunciado... o problema é a privacidade. É o momento. Sem mencionar o custo social - anúncios falsos; anúncios direcionados a crianças; anúncios perversivos, que querem fazer você pensar que é o que não é, e etc, etc.

Lembro-me dos velhos tempos do telemarketing, quando costumávamos receber ligações aleatórias sobre produtos diferentes, promoções e várias "oportunidades imperdíveis", geralmente na hora do jantar! Lembro-me de meu pai uma vez, depois de dizer 2 ou 3 vezes que não estava interessado, sugeriu "Olha Fulano, por que você não me dá o número do seu telefone que eu ligo pra você quando você estiver jantando! O que acha?", E desligou o telefone!

Basta disso! Basta de panfletos indesejáveis na caixa de correio! Chega de e-mails desgraciosos, pop-ups invasivos enquanto navegamos pela internet, e o mais chato de todos, os anúncios intrusivos que são inseridos no meio dos vídeos do YouTube, e não apenas no início dos vídeo, o que já é chato pra cacete! Anúncios dos aplicativos de rádio da internet, que se declaram antes de iniciar o streaming da estação escoilhida... BASTA!

Não chegassem os anúncios que temos que engolir nos chamados "intervalos comerciais" - que só ali deviam existir! Anúncios não solicitados são como conselhos não-pedidos: ninguém os quer, ninguém os precisa!!!

Estas campanhas DEVERIAM estar causando efeito justamente oposto ao que almejam, e em vez de criar empatia com consumidores satisfeitos, vão acabar por gerar repulsa em uma legião de consumidores frustrados, que não têm muitas opções de como sair desse oceano de lixo e poluição visual, sonora e mental.

O que nós, consumidores, podemos fazer?

BANIR! BOICOTAR! EMBARGAR! Isso sim, é um embargo! Não o gás da Rússia!!!

Não compre nada de quem lhe meta um anúncio intruso na sua frente! Abaixo os anúncios indesejados e não solicitados! O consumidor tem o poder!

Sim... bem que poderíamos.

Monday, June 11, 2018

Bilderberg


Terminou ontem em Turin, a reunião secreta do grupo secreto da elite mundial, o chamado Grupo Bilderberg.

O grupo se auto-define como uma conferência anual privada estabelecida em 1954 para cerca de 150 especialistas em indústria, finanças, educação e meios de comunicação que fazem parte da elite política e econômica da Europa e da América anglo-saxônica.

Segundo o livro de Daniel Estulin, Os segredos do Clube Bilderberg, de 2006, o grupo é uma "panelinhas sinistras onde os lobistas Bilderberg 'manipulam o público' para instalar um governo mundial que não conhece fronteiras e não é responsável perante ninguém, exceto a si mesmo."

Em relação ao ano passado, o assunto populismo subiu de oitavo para primeiro lugar.

Os assuntos discutidos foram:

  1. Populismo na Europa
  2. O Desafio da Desigualdade
  3. O Futuro do Trabalho
  4. Inteligência Artificial
  5. Os EUA Antes das Eleições de Midterms
  6. Livre-Comércio
  7. Liderança Mundial dos EUA
  8. Rússia
  9. Computação Quântica
  10. Arábia Saudita e Irã
  11. O Mundo da "Pós-Verdade"
  12. Eventos Atuais

Quem foi?
O Comitê Executivo é responsável por eleger uma lista de 120 a 150 convidados entre figuras importantes da política, indústria, finanças, academia e mídia. Dois terços dos convidados são da Europa, e o restante da América do Norte; um terço das pessoas na lista de convidados trabalha na área política e governo.

Veja a lista de participantes aqui.

Tuesday, January 17, 2017

Invasão!


Esses dias no Youtube, ao assistir ao discurso de despedida do Obama, resolvi também recordar o discurso de vitória do Trump. Dois belos discursos, diga-se de passagem, mas o que me surpreendeu mesmo foram as propagandas, essas grandes invasoras de privacidade de hoje em dia!

Nos pouco mais de 60 minutos do Trump, tive vários (ou deveria dizer vááááááriosssss!!) daqueles irritantes momentos em que um anúncio comercial interrompe seu vídeo para lhe falar das mais nova "coisa incrível" que você não pode viver sem! E é claro, fazem isso porque sempre tem gente genuinamente capaz de se perguntar como é que viveu até agora sem aquilo, seja lá o que aquilo seja! Irritante, para dizer pouco, e enquanto esperava os eternos 4 segundos que para voltar ao vídeo, anotava o nome do produto, só para ter certeza de NUNCA comprar da dita marca, por mais que eu genuinamente precise do item!

Enfim, findo o vídeo do Trump, fui ao de Obamam, e para a minha surpresa, foram 50 minutos sem ao menos um dos irritantes anúncios! Achei fantástico! Só me pergunto como... seria falta de interesse dos patrocinadores no Obama, pois agora ele é apenas o EX-presidente, enquanto o Trump é O presidente, ou teria o Obama pago o Youtube para que não houvesse anúncios?

Ora, quem se importa? Perguntariam... pois eu me importo, com os anúncios, os do Youtube e além, que só beneficiam aqueles que anunciam e o meio em que é anunciado. Para o "consumidor" (tem opção?) do anúncio, sobra chatice, aborrecimento e perda de tempo. "Ah, mas quando anunciam algo que preciso, aí é útil", diriam uma daquelas gentes "genuinamente capazes de precisar de qualquer coisa", mas eu ainda acho que não...

O problema está mesmo é no consumismo (xi, papo de socialista/comunista!) e no paradigma do crescimento infinito! Crescer é a palavra de ordem! Crescer, crescer e crescer... mas pra onde?!?

Nos tempos antigos, quando as sociedades tradicionais eram fortemente baseadas na agricultura, os laços familiares eram bem mais marcantes... De repente, esses laços foram substituídos por habilidades individuais, surgindo os técnicos, os grandes empreendedores, que visando grandes lucros e dispostos a correr grandes riscos, dão campo ao surgimento dos grandes bancos, que proporcionam pesados investimentos em infra-estrutura de transportes e comunicação, que ajuda a ampliar o comércio externo, que traz um aumento das taxas de investimentos e poupança, que gera investimentos em novas técnicas agrícolas e industriais, com tecnologia (sempre) de ponta e o surgimento de diversas novas indústrias, a expansão do comércio ao nível internacional...

A economia experimenta grandes mudanças, e aqueles antigos valores se tornam ultrapassados. Praticamente não há carência tecnológica em nenhuma área de produção, e países passam a poder produzir aquilo que acharem necessário. Atingimos, assim, o crescimento auto-sustentado! E uma vez lá, precisamos manter a roda rosdando, e é aí que o consumo de massa entra no jogo!

O inevitável - e considerável - aumento da renda per capita gera o anseio pelo bem-estar social, e finalmente a necessidade das pessoas não pertence mais a elas, mas é sim direcionada pelo marketing das grandes empresas, e suas motivações para o consumo também não partem mais delas, mas de aspirações sociais criadas por aquele mesmo marketing, como sucesso, prestígio ou exclusividade.

Wednesday, July 09, 2014

A Pátria sem Chuteiras



Foi uma pena ver aquela garotada toda perdida em campo... garotos de vinte e poucos anos, com cara de choro, de desespero... Oh dó! Deu dó mesmo, mas logo lembrei de quanto eles ganham e a dó passou... Poderia ter dado lugar à raiva, mas não... raiva não. Deu lugar à indignação! Esse tanto de dinheiro pra quê? Eles produzem o quê? Entretenimento? É... deveria ser só isso mesmo... E juntando com os gastos da Copa, a corrupção da FIFA e a miséria brasileira, vira uma gororoba de sentimentos que, penerando, sobra o alívio!

Os alemães não imaginam, nem de perto, o favor que fizeram ao Brasil - digo Brasil como nação, e não o Brasil do torcedor, essa subclasse da violência e do fanatismo! No outro extremo, temos o torcedor Irlandês, que vai assistir a um jogo amistoso Brasil vs. Irlanda e, sentado, aplaude as jogadas! Pode parecer aborrecedor, mas me parece uma questão de educação.

Mas eu dizia do favor que os alemães fizeram ao Brasil, pois finalmente, e tomara que permanentemente, vamos perder essa áurea danosa de país do futebol, e quem sabe, passar a nos concentrar em coisas mais importantes.

Agora, para fechar a Copa das Copas com chave de ouro, só falta mesmo a Argentina ser campeã!

Saturday, June 14, 2014

A Cambada de Preto


A Cambada de Preto - leia-se a cambada vestida de preto - é outra onda brasileira de imitar tendências internacionais. E como quase tudo que invade nossa praia, acaba criando um mar de aproveitadores, oportunistas, interesses escusos e bandidismo.

Surgido na Alemanha no final dos anos 70, início dos 80, o Schwarzer Block, ou Black Boc em inglês, é uma tática de protestos e passeatas onde os indivíduos usam roupas pretas, lenços, óculos escuros, balaclavas, capacetes, e outros items para cobrirem o rosto, com a intenção de que a massa pareça compacta, distinta, não-identificável. Assim intimidam, parecerem numericamente superiores do que são, e covardemente se escondem atrás de suas máscaras.

Frequentemente associados com anarquismo e proclamando-se anarquistas eles mesmos, intriga-me saber se teriam, nas manifestações brasileiras, pessoas que realmente se consideram anarquistas - sabendo o que realmente é o anarquismo.

Esse é um debate antigo. Desde a resistência aos militares nos anos 60 discute-se se a luta deveria ou não ser armada. E como bem colocou Ferreira Gullar uma vez, seria estupidez partirmos para a luta armada contra militares: nós, civis em busca de justiça, eles, soldados preparados para a guerra e no poder, conduzindo o aparato da repressão, no campo deles, a guerra! A saída, dizia Gullar, seria atacarmos com o que temos de mais forte: a inteligência; em nosso campo, a cidade.

Protesto inteligente é o que atinge o cerne - não a superfície - do problema. Quebrar patrimônio público e cercear o direito de ir e vir é abuso, oportunismo e burrice.

Thursday, June 12, 2014

De Abuso e de Direito

ou a balela da liberdade democráticia.

Lembro que Junho de 2013 um grupo de brasileiros resolveu bloquear a O'Connell Street, uma das ruas centrais do centro-norte de Dublin, capital da República da Irlanda. Centenas de pessoas gritavam "Oohh, o Brasil acordou, o Brasil acordou!", e apesar dos cartazes dizendo "Sorry 4 the inconvenience. We're building a new Brazil!", ninguém entendia bem o que a O'Connell Street e as pessoas que a usam tinham a ver como o caos que aquela obstrução causava! Como disse à época, deviam sim segurar cartazes que dissessem "Desculpem-nos por não respeitarmos o seu direito de ir e vir e por fazer protestos contra nosso país corrupto aqui, em suas ruas!".

Saca só, que bonitinho:


Tem até um filme atualmente em cartaz, chamado Junho - O Mês que Abalou o Brasil:

Uma "rebelião" puramente acéfala, como diriam, já que sem partido, discurso, ou bandeiras - foi um marco nos protesto através do caos coletivo, que na verdade representa um grande foda-se à liberdade de ir e vir dos outros (ah, teve os R$0,20 de almento na tarifa dos ônibus)! O filme mostra manifestantes que foram feridos, como a garota que levou um tiro de bomba de efeito moral na cara e foi parar no hospital! Mas também não podemos esquecer o cinegrafista que morreu com um rojão atirado por um manifestante. Ou seja, é um campo de batalha... é isso que queremos para expressar nosso descontentamento com alguma coisa? O que quer que seja: governo, salário... até Copa!

Copa, que no fundo é sobre esporte, e esporte é jogo, e jogo pra que serve? Para o desenvolvimento do ser humano. É jogando, simulando lutas, caçadas e fugas que as crianças se preparam para a vida adulta. E sendo o futebol nada mais que um jogo, é justo termos torcida à favor e torcida contra. Faz parte do processo democrático, não? Mas as TVs, a mídia em geral, através de seus comentaristas e colunistas, e o governo, andam numa campanha louca contra os que estão contra a Copa. Mas por quê? Só porque o Brasil gastou o que não podia com estádios megalômanos e projetos super-faturados e não querem fazer alarde? E não só os nossos políticos levaram a bufunfa, mas a FIFA principalmente!

Pois é, atualmente há leis estaduais que proíbem a venda de bebidas alcoólicas em estádios, e o Estatuto do Torcedor barra a entrada do goró. O governo diz que a Copa é um evento específico e que precisa de regras igualmente específicas. Mas, nesse caso da bebida, a mudança seria sobreposta a eventuais regras contrárias em âmbito municipal ou estadual. Uma alteração e tanto, só para acomodar a Budweiser, uma das maiores patrocinadoras da FIFA...

E o governo, para desviar as atençoes, ajudam - e incitam - o fanatismo, um patriotismo messianismo ao país do futebol, onde o futebol também é religião!

Recentemente assisti ao longa O Velho - A História de Luiz Carlos Prestes, e com saudosismo vi, o que um dia foi, manifestações organizadas e conteudísticas! Uma época em que, sem facebook, twitter ou youtube, pais podiam dar palmadas em suas crianças quando merecessem, criavam-se seres não só inteligentes mas pensadores e com atitudes corretas perante valores básicos de uma sociedade. E estamos falando de comunistas lutando contra militares, estes matando e torturanso, aqueles sonhanbdo com a luta armada como meio à utopia socialista...



E tem gente que se acha no direito de ... no país do futebol!

Wednesday, September 11, 2013

Se eu quisesse falar, eu diria...

... diria que o Cork Jazz Festival que vai acontecer em Outubro aqui na Irlanda - em Cork, é claro - tem muita coisa boa, mas que não classificaria de jazz... pouco importa, eu vou! Vou para o genial Bugge Wesseltoft, que se ficar só no piano confesso que vai me fazer pescar. Vou para o veteraníssimo Billy Cobham, e para não passar o domingo em negro, vou de dobradinha Mingus Big Band / Snarky Puppy. Vamos ver no que dá...

... diria que o os ataques químicos na Síria são repulsivos, e que isto sim justificaria uma intervenção da ONU no país, no combate de crimes contra a humanidade... só que ninguém percebe (será?) que a merda toda está fedendo porque os EUA se acham os moderadores do mundo, e decidiram que a Síria precisa ser democrática, então para derrubar o regime em vigor, decidiram ajudar um bando de guerrilheiros mercenários na missão, e molharam a mão dos caras com armas, e agora que a bandidagem conseguiu o que queria, querem mais que a tal da democracia se foda, e partiram para o que interessa a eles, matança em massa. E qualquer semelhança com a ajuda à Al-Qaeda no combate com os russos nos anos 80, ou a invasão do Iraque para preensão de supostas armas químicas, a intervenção no Egito, na Líbia... pura coincidências!

... diria também que o Brasil, nessa inflação reprimida, vai longe... bem longe do caminho do desenvolvimento sustentado! E cada vez mais longe da consciência do povo - ou é a consciência do povo que anda se afastando... já que aprendeu a comprar à prazo mas ainda não sabe usar a caderneta!

Aff...

Thursday, January 17, 2013

Que mundo é esse, hem?


Cá nas Terras Frias do Norte, que embora não sejam nem tão Norte nem tão frias, tudo é muito mais setentrional do que meridional! Haja frio nessa semana que entra! E para se preparar, melhor mesmo é não ouvir à previsão do tempo!

Previsões à parte, aconteceu o imprevisto: HMV, uma das maiores lojas de CDs e DVDs da Irlanda, está fechando suas portas! E por mais que digam que tal movimento era previsto, vide locadores de DVDs, acho difícil acreditar. Uma questão meramente econômica, é claro, já que na qualidade não dá para comparar um CD com MP3, dá? Mesmo que o bitrate seja de 320! Mas quem aqui está preocupado com qualidade, afinal?!?

E assim vamos, sem questionar a qualidade das coisas, mundo afora, levando nossas vidas ordinárias!

Mudando o assunto mas não o tema - ou vice-versa - vou da indústria da música para a indústria da comida: se alguém ainda duvidava que esses caras não estão nem aí para conosco e nossa saúde, essa é a prova de fogo: acharam carne de cavalo nos hambúrgueres Irlandeses! Também no Reino Unido e na Espanha, embora em menor escala. Níveis de até 29% de carne de cavalo e poucos por centos de carne de porco, num produto onde a embalagem diz "100% Irish Beef!"

No rádio, agora, a discussão é ao redor de que a carne de cavalo, na verdade, é saudável, até mais saudável do que a de vaca, e que em outros países come-se carne de cavalo normalmente, e que o Irlandês deveria deixar o preconceito de lado... Eu até concordo que seja uma coisa cultural, mas não nos esqueçamos que a indústria alimentícia MENTIU a respeito do produto, pelo mero capital: justamente por não ser comercializado como alimento, a carne de cavalo é muito, mas muito mais barata que a de vaca! Pegou? O que mais andariam eles colocando nos alimentos, para salvar algumas moedas? Como disse uma especialista no setor, ela ficou surpresa não de terem achado 29% de carne de cavalo, mas de terem achado 29% de carne!

Assim, não se esqueça, ao pedir seu hambúrguer, se o chapeiro perguntar se você quer ele "à cavalo", pode ser algo diferente do conhecido ovo estalado...

Tuesday, January 01, 2013

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Chegou. Apesar dos que torciam contra - aquela história dos Maias e tal - 2013 chegou. Embora o fim do mundo Maia tenha-se mostrado um fiasco já nas primeiras horas do 22 de Dezembro em Kiritimati, prudente era esperar que Pago-Pago também entrasse no 22, assim não restariam dúvidas sobre em que fuso horário se baseava a tal profecia, ou previsão. Mas a verdade é que logo levantaram a voz para dizer que talvez os Maias tivessem se enganado um pouquinho - algumas horas, alguns dias, poucas semanas, talvez meses, ou quem sabe anos, décadas, séculos!

E eu, que até estava quietinho em meu canto, curtindo minha tristezinha ainda presente, me segurando pra ficar calado, acabei caindo em tentação - em pleno primeiro dia do ano... Abaixo as resoluções, determinações, decepções!

Desse ano só posso pedir uma coisa, pois pedir muito dá margem ao descaso, e posso passar por ganancioso - onde já se viu pedir duas, três, quatro coisas ao mesmo tempo? Sendo assim, peço uma coisinha: que o crime que os bancos cometeram seja incluído na lista dos crimes contra a humanidade, e uma vez reconhecido, os responsáveis sejam punidos pelo mal que causaram!

Será que é pedir muito?

Friday, July 20, 2012

What a Fada?!?

Agora é oficial: escrever corretamente custa mais caro! É o que divulgou a Vodafone Ireland dia desses, referindo-se a textos em irlandês, que usam acentos agudos - O tal do fada. What a fada?!

Considerando que a língua inglesa não tem acento algum, tal absurdo vai afetar aqueles que enviam textos em irlandês ou outra língua européia - todas as outras - e que escrevem corretamente... como eu, com o meu português que já vem sendo chamado de arcaico!!! Fulano julga sua idade pela acentuação do texto: acentuou é coroa!

agora c vc naum acentua nada e screv d qq jto mmo, entaum naum tm prob pq tah td bm neh? r u serius ? i cnt txt in eng u knw?

Será que eu estou sózinho nessa???

Thursday, April 12, 2012

Que diferença?


Social. E só política econômica não diminui diferença social. Economia à deriva e na maré dos mercados acaba por proporcionar essa especulação sem tamanho, essa alta cambial da moeda, a oferta irreal de crédito, a inflação disfarçada, o juros embutido em tudo, a alta dos preços... pondo tudo na mesma panela e temperando com as boas novas que o governo traz da política internacional - a economia brasileira é uma potência, etc, etc - gera o ensopado da distorcida realidade brasileira. Realidade que tem impacto diferente em cada classe, mas certamente a violência estará presente em todas, de A a E.

Frei Betto certa vez disse que os torturadores da ditadura eram ateus militantes; o apresentador José Luís Datena laborou que "Ateus são pessoas sem limites, por isso matam e cometem atrocidades, pois acham que são seu próprio Deus". Queriam eles passar a idéia de que o mal é monopólio de quem não crê? Creio que sim...

Hoje em dia esse papo não se sustenta mais. Bandido tem tatuagem de Nossa Senhora, veste crucifíxo e ora toda noite! O mal é resultado de um sentimento que cresce proporcionalmente à desigualdade social, agravado pelo descontrole total com o problema das drogas e a cultura da violência imposto pela mídia e a indústria do entretenimento. Para começar! E a falta de regulamentação na economia também ajuda.

Tuesday, April 10, 2012

Um país de emergentes

El Purgatório de los avaros de Jennifer Strange

O Brasil está na onda! É o que dizem os jornais e os rádios, a TV e consequentemente todo mundo. E fora os próprios brasileiros que agora batem no peito ao falar do país, no mais fiel estilo José Sarney e seus Fiscais, ninguém mais aguenta ouvir as ladainhas de que o Brasil é um país de Primeiro Mundo.

Ora, se for para seguir a Teoria dos Mundos, o Brasil coloca-se na categoria de Terceiro mesmo. Segundo essa classificação, as nações desenvolvidas são o Primeiro Mundo. As nações do antigo bloco socialista o Segundo Mundo, e as demais nações o Terceiro, o que deixa Brasil e Cazaquistão, por exemplo, no mesmo saco, o que é uma tremenda injustiça para o Cazaquistão, que sustenta a posição número 68 no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), enquanto o Brasil está num miserável 84o lugar, atrás ainda de Romênia, Bahamas, Montenegro, Panamá, Sérvia, Kuwait, Líbia, Costa Rica, Albânia, Líbano, Venezuela, Jamaica, Peru, Santa Lúcia e Equador, para citar poucos.

Depois da queda do Muro de Berlin e do fim da Guerra Fria, a classificação passou a ser a de países desenvolvidos e países subdesenvolvidos. Com o tempo, uma terceira categoria se espremeu estre as duas: os emergentes! São os países em transição de subdesenvolvido para desenvolvido. Tecnicamente, são países que possuem um padrão de vida entre baixo e médio, uma base industrial em desenvolvimento e um IDH variando entre médio e elevado. Esse é o Brasil: um país emergente.

Eu, menos ufanista que a maioria, diria que o Brasil está no limbo, numa espécie de purgatório dantesco, um espaço intermediário entre o Paraíso e o Inferno, neste caso, entre o subdesenvolvimento e o desenvolvimento, onde as pessoas têm crédito mas não têm dinheiro, têm dinheiro mas não têm educação, têm educação mas não têm compaixão, têm compaixão mas não têm segurança, têm segurança mas não têm liberdade, têm liberdade mas não têm prazer. Um ciclo vicioso que parece não ter fim - e certamente não terminará com medidas paliativas que não enderecem a enorme diferença social e a educação.

Aproveitando o espírito pascalino, outra grande deturpação da realidade, alucinação mesmo, que o brasileiro sofre é a do estereótipo do povo amigável e acolhedor... Experiemente dirigir na hora do rush nas ruas de São Paulo - ou em qualquer outra cidade grande - e venha me dizer da solidariedade no trânsito; vá de metro, trem ou ônibus, e sinta a amabilidade das pessoas... e a cordialidade então? Está à flor da pele!

Reservado àqueles que se arrependeram em vida de seus pecados e estão em processo de expiação, a idéia do purgatório é a de oferecer uma segunda chance para que se reveja tudo o que fizemos de errado. A violência que alimenta o ser-humano, a falta de humildade, cordialidade, solidariedade e educação, os baixos instintos, como o ciúme, a cobiça e a inveja. Esperemos que o povo emergente saiba aproveitar tal oportunidade.

Tuesday, January 10, 2012

Não que eu ande meio desligado, mas...

... citar mais é de Marx.

Ando meio desligado
Eu nem sinto meus pés no chão
Olho e não vejo nada
Eu só penso se você me quer

Os Mutantes
Miserável não têm pátria. É um despatriado por natureza! Politicamente correto chamá-los despossuídos. Diferentes palavras para descrever a mesma categoria de oprimidos. O que Marx chamou de operário, hoje expande-se para qualquer trabalhador. Excluídos os grandes empresários, pois os pequenos empresários também são presas fáceis no jogo dos poderosos.

E quem são os poderosos? Não os governos! O papel do governo do Estado moderno é apenas o de um comitê para gerir os negócios comuns desse poder! Em 1985, na Alemanha, aconteceu um encontro onde participaram os grandes líderes e os grandes empresários mundiais. Lá eles traçaram o destino do mundo, no qual apenas 20% da população seria necessário... e quando alguém perguntou "E quanto ao resto?" responderam "Do resto cuidem os governos e as ONGs. É para isso que eles servem!" O fim do mundo não deveria ser novidade para ninguém, e nós estamos chegando lá! Vide a cagada que os bancos fizeram e a merda que eles causaram no mundo todo! E os Governos dos Estados Modernos devolve o dinheiro que ps filhosdaputa queimaram e cobram a conta do mais novo-miserável!

Recessão? Crise? Balela, camaradinha; não há tempos difíceis para o capital. Os ricos estão pilhando e chafurdando – eles só querem ter a certeza de que você não vai meter o dedo no bolo deles! Se o miserável do mundo moderno está matando um leão por dia, ou deixando de almoçar para poder jantar com a família em casa, a culpa não é de ninguém mais senão do capital. Quanto menos você comer, beber, comprar livros, ir ao teatro, quanto menos pensar, amar, teorizar, cantar, sofrer, praticar esporte etc, mais economizará e mais crescerá o teu capital. Cocê «SERÁ» menos, mas «TERÁ» mais! E todas as suas paixões serão tragadas pela cobiça... O mesmo capital que fez muitos emergirem para uma vida de luxo e riqueza, fez outros sucumbirem na fossa da miséria, da humilhação - não há milagres: se alguém tem muito é porque muitos têm pouco! E os homens desenvolveram um interesse nú e crú pelo vil metal!

Como disse o sociologo francês Alain Tourraine: "Substitua 'burguesia' por 'globalização' e eis o mundo atual descrito por Marx."

Aí vem o Olavo de Carvalho defender a Ditabranda? Ah...

Friday, December 23, 2011

A Privatização do Natal

Foi-se o tempo em que Papai Noel recebia – e lia – todas as cartas pessoalmente! Esse tempo, camaradinha, já era, não existe mais! Deixou de ser verdade quando a esperaça do mundo foi trocada por um punhado de tostões numa operação esconsa qualquer, entre duas partes gananciosas o bastante para não considerarem as consequências alheias. Hoje em dia, Papai Noel não passa de uma marca, empossada por uma mega-empresa multi-planetária. E o bom velhinho, coitado… só não morreu porque é imortal – talvez essa sua grande sina; gerente de projeto da fábrica de brinquedos no polo norte (com filiais na China e na Índia), vive estressado, parecendo um zumbi, vai contra suas crenças, nega tudo o que anteriormente pregou... uma lástima! Hoje em dia, são tantas cartas, emails, Facebook, Twitter, Bebo, Google+, Orkut... que tudo é sistematicamente escaneado e interpretado por processos eletrônico! São milhões e milhões de pedidos que a produção da fábrica vem causando um desastre ecológico irreparável na calota polar!

Mas não é tudo... os Elfos também não são mais os mesmos. Nada restou das doces e alegres criaturas que conheciamos. Com o aumento da carga de trabalho em quantidades maltusianas, os pobres elfos não davam mais conta do recado, e tiveram que ser multiplicados através de técnicas rudimentares de clonagem, que por não estarem plenamente desenvolvidas acabaram por criar verdadeiras aberrações da natureza! Logo que nascem são submetidos ao trabalho, e quando atingem a pré-adolescência e começam a ter consciência da condição abominável em que se encontram, muitos deles simplesmente abandonam seus postos de trabalho e saem a vagar sem rumo pelas terras geladas do polo. Com sorte, morrem de frio, mas geralmente são devorados pelas renas assassínas – sim, as renas também sofreram os malefícios do meio; por serem consideradas obsoletas, foram trocadas por jatos supersônicos; abandonadas e sem terem como sobreviver, acabaram se tornando perigossísimos carnívoros predadores.

Pode ser difícil de acreditar que a situação tenha chegado a esse ponto, mas é a pura verdade! Informação recebida de fonte de confiança, diretamente infiltrada nos esquemas maléficos da Papai Noel Inc. – embora omitam o “Inc.” de toda divulgação oficial e apresentem-se apenas como Papai Noel.

Essa é a verdade, camaradinha... e a melhor coisa que você faz é plantar a consciência e o bom exemplo nas suas crianças; filhos e filhas, sobrinhos e sobrinhas, afilhados e afilhadas, netos e netas, e toda outra criança que você puder, porque se não mudarmos a coisa lá no comecinho, a tendência é de não mudarmos nunca!

Então nesse natal, não vá às compras! Não compre por impulso! Não consuma pela época do ano! Tenha uma pausa consciente e refletiva, e tente passar essa consciência para os seus. Se todos fizerem, a gente chega... se não lá, pelo menos perto!

Tenha um Natal feliz...

Thursday, December 22, 2011

O Reino Desunido

Fica cada vez mais claro que o provincianismo da soberania absoluta inglesa vai de encontro - ou seja, confronta-se - com a Europa moderna. Os inglêses do Século XXI já não sabem mais "o que" eles são. Se antes, ser inglês parecia ser a mesma coisa que ser britânico, começa a ficar cada vez mais claro que não é. Mas a grande crise é que os inglêses parecem não ter uma noção de clara de "inglesidade" separada da noção de "britanidade"! Eles não sabem lidar com múltiplas identidades, e se não aprenderem rápido, a crise da Inglaterra com a Europa continental só tende a piorar.

Os escoceses e galeses sabem quem são. Há séculos eles carregam duas identidades - a sua própria e a britânica. E parecem não se incomodar com uma terceira identidade - a europeia. Eles se sentem em casa numa Europa de múltiplas identidades! Juntamente com os catalães, os bascos, os flamengos, os valões, os corsos, os sardos e mesmo os bretões, os escoceses e os galeses estão desenvolvendo um desejo de emergir como um estado soberano!

Manter o Reino Unido unido nos próximos anos é o grande desafio. Na pior das hipóteses (pior para quem?), o mais provável é o desmembramento do Reino Unido, com a Inglaterra ficando de fora da União Européia e a Escócia e o País de Gales permanecendo na união.

P.S.: Ontem - 21/12/2011 - foi o dia mais curto do ano! É... inclusive saí mais cedo de casa, só para curtir melhoro dia!

Tuesday, September 20, 2011

de deuses e economia

Grécia, terra dos deuses e dos prazeres terrenos, lugar onde o homem ousou se nivelar com os deuses, e dialogar à sua altura. Deuses e mortais habitavam o mesmo plano, nos primeiros dias do mundo... Está tudo lá, na Metamorfoses de Ovídio, divididos em dois grupos temáticos: contos de amor, e contos de punição. Assim era com os deuses: amor ou ódio.

O mais importante dos deuses da Grécia antiga era Zeus, o rei dos deuses, que era casado com sua irmã Hera. Os outros deuses que compunham os 12 deuses do Olímpico eram Demeter, Hades, Ares, Poseidon, Atena, Dionísio, Apolo, Ártemis, Afrodite, Hefesto e Hermes. Além deles, os gregos também tinham outras crenças místicas, como as ninfas, os semi-deuses, e outras criaturas mágicas.

Mágicas à parte, nem mágica ajuda quando se trata da situação econômica grega - ou européia, em geral. Eu, que vou para uma semana em terras aquéias - ou helênicas -, sei que entro lá com euros no bolso, mas não sei se saio com euros ou drachmas... tampouco sei se precisarei fazer câmbio para punts ao entrar na Irlanda!


Zeus me livre!!!

Wednesday, March 23, 2011

there will be blood

Muito tem se discutido sobre a questão da Líbia, e alguns comentários começam a tomar o rumo do bom-senso e da coerência: Deixem a Líbia pra lá!

A insistência dos EUA em empurrar sua (pseudo) democracia goela abaixo de países de culturas diversas vai acabar contribuindo para uma merda ainda mais fedida. Já nem se consegue mais identificar se é pura arrogância imperialista ou se é simples ganância mesmo - o medo de ficar sem seu barrilzinho de petróleo, devido à instabilidade nesses países que controlam grande parte do óleo do planeta. Qualquer estudioso de assuntos do oriente, sério e independente, dirá que ao cair Gafafi, a coisa toda desaba. O país todo vira uma bomba, pronto para ser detonado. É inerente da cultura - dizem até estar no Corão!

Assim que alguém assumir o poder, outros dez farão fila para derrubá-lo. Quem está no poder, o mantém pela força. Da mesma maneira um novo governo só se estabelece pela força. Não há nada parecido com democracia nestes países, é um conceito que não existe! Para impor a democracia para esses povos seria preciso apagar seu passado e reescrever os últimos 5000 anos de sua história! Talvez mais! Assim chegariam perto de entender o que é democracia, e poderiam até, quem sabe, aceitá-la.

Se Qaddafi está certo? Se ele é um ditador cruel e tirano ou se é um líder carismático? Não importa muito... ele vai fazer de tudo para manter o poder - inclusive matar civis e extinguir etnias contrárias a seu regime, tal qual fazia Saddam Hussein, que embora tenha sido deposto e assassinado, o Iraque continua a mesma merda, um vulcão prestes a entrar em erupção. É só os ianques estadosunidenses sairem da moita...

Qaddafi pode não ser um santo, ou mesmo ser o próprio demo em pessoa, mas apostar que quem quer que venha assumir o poder numa eventual queda do regime não vá fazer o mesmo ou pior, é inocente demais... ou "americano" demais.

Thursday, September 16, 2010

Les Nouveau Riche

Somos os novos ricos! O Brasil, que anteriormente fazia parte de um escalão inferior, economicamente falando, agora tem riqueza suficiente para se posicionar em patamares antes inatingíveis. Isso tudo graças aos indicadores econômicos: inflação acumulada em meros 3%, crescimento previsto de 7% a.a., desemprego de apenas 7%... Nada mal, não?

Pois é, mas ao deixairmos os números econômicos de lado e nos atermos aos nímeros sociais, a coisa toda muda de figura, e um Brasil bem mais real - e que incomoda mais - vem à tona. Por exemplo, no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), que leva em conta o PIB per capita, indicadores de saúde e educação, o Brasil está em 75o lugar, atrás da Colômbia, do Panamá, Venezuela, México...

Noutro coeficiente, o Gini, que mede a desigualdade nos países, o Brasil é o terceiro pior da América Latina. No último Pisa, que mede a educação em escala Mundial, o Brasil fico em 48o (entre 56), 53o (entre 57) e 52o (entre 57), nas categorias leitura, matemática e ciências, respectivamente.

Esse quadro instigiu alguns economistas oportunos a declararem que o problema do Brasil é o governo, ou são os governos, sugerindo que a sofisticação empresarial mais a prontidão tecnológica trazem eficiência aos mercados de trabalho, de bens e de produtos. E ainda continuam, dizendo que o "público" precisa se modernizar, afrouxar as regulamentações, etc, etc, blá, blá, blá...

Ora, o que eles chamam de "público" gerencia um país, não uma empresa. O "privado" pode - e faz com uma frequência assustadora - dar calote e fechar suas portas aqui para abrir outra ali. Vide os bancos europeus e americanos... e quando falam em "afrouxar suas regulamentações", nada mais querem do que liberdade para a putaria econômica, como se já não fosse suficiente! Querem ainda mais facilidade para demitir o trabalhador e contratar em termos ainda mais vantajosos para o empresariado. É o velho ciclo vicioso - quem tem muito quer mais, e explora mais.

Ao contrário do proposto por economistas irresponsáveis, os governos deveriam regulamentar ainda mais o mercado econômico. Afinal, o Capitalismo nasceu de uma fagulha que dizia que o mercado deveria ser livre, baseado na propriedade privada dos meios de produção, com o objetivo do lucro, é verdade, mas segundo a ética protestante de Weber, tal sistema deveria estabelecer a liberdade e a justiça nas relações trabalhistas, produtivas e comerciais, com trabalho assalariado, sistema de preços e da produção em larga escala pela iniciativa privada, onde os lucro seriam usadoa para expandir os meios de produção, e assim gerar mais emprego, que geraria mais lucro, mais produção, mais emprego...

Mas no capitalismo selvagem de hoje em dia, com seus juros altos, salários baixos e preços abusivos, perdeu algo pelo caminho...

Thursday, June 24, 2010

Alguma coisa está fora da ordem...

Como diria o (um dia genial, hoje um babaca) Caetano Veloso, alguma coisa anda fora da ordem. A Apple ainda tentando convencer o mundo de que não sabia das condições sub-humanas dos trabalhadores da Foxconn - Steve Jobs disse que a Apple está "tentando entender" os suicídios - e as pessoas novamente se enfileirando para comprar um iPhone 4?

Depois que um lançamento global do iPhone 4 no Japão, Alemanha, França e Reino Unido, os estadosunidenses tiveram sua "oportunidade" hoje de manhã... Mais de mil macieiros se enfileiraram na porta do navio esperando por suas Maçãs... iTelefone 4! Falando assim perde o glamour, né? Pois é, mas teve gente que chegou na tarde do dia anterior. "É para asssegurar um bom lugar", diziam...

Quantos trabalhadores precisarão morrer para se saber o quanto nosso estilo de vida depende da exploração nas fábricas chinesas? É... realmente alguma coisa anda fora da ordem. Fora da nova ordem mundial...

Serei eu?

Tuesday, May 18, 2010

O Brinquedo Novo do Filho do Rei

Não me levem a mal não... e nem pensem que isto é uma alusão ao socialismo ou ao comunismo, mas tenho cá uma pergunta que não quer calar... O que este Capitalismo de Mercado fez, ou anda fazendo, de bom para as pessoas? E quando digo pessoas, digo a grande maioria delas, não só os oportunistas e especuladores que fazem dinheiro fácil no prostíbulo financeiro, nem daqueles mais afortunados que tiveram dinheiro ou crédito para estabilizarem meios de produção ou de serviço e prosperaram através de seu trabalho - e de o de muitos outros, provavelmente, que se foram explorados ou não, é só uma questão da consciência de cada empregador, já que não há uma regulamentação eficiente contra a exploração do mercado.

Tenho certeza de que não sou o primeiro a levantar tal questão, e também sei que não serei o agraciado com a resposta que quero ouvir... mas não deixa de ser um exercício à reflexão!

Na mesma linha, na ocasião da virada de século, escrevi um poema que pretensamente conta a saga capitalista através dos séculos...

Postei o poema aqui no meu Plog...