Tuesday, August 28, 2012

Lei? Melhor sem elas !


Ando meio desconectado dos assuntos brasileiros, é verdade... e para sanar tal desleixo, tenho tentado ouvir a CBN, mas a qualidade do áudio está sofrível... os caras reduziram o bit-rate do stream de tal modo que constantemente os diálogos perdem sílabas, ou mesmo palavras inteiras... e olha que isso é numa conexão de 100MB!

Posta a opçcão da rádio de lado, teria que ler notícias... o que me recuso! Dá muito trabalho filtrar toda a propaganda de interesses diversos das entrelinhas... então só leio opiniões. Mas ainda assim, coisas me escapam... e quando não escapam, geralmente falta tempo/motivação para divagar sobre os temas...

Recentemente recebi um email sobre uma tal de Lei Nº 12.605, de 3 De Abril de 2012, que determina o emprego obrigatório da flexão de gênero para nomear profissão ou grau em diplomas. Não fosse absurda o bastante a tal lei, o email exagerava e estrapolava na abrangência do emprego da lei, sugerindo que todas as palavras concordariam com o gênero, assim, eu, de paulista seria paulisto, de palmeirense viraria palmeirenso, nunca mais ficaria contente, mas contento... e por aí vão os absurdos.

Mas não... a lei refere-se apenas a profissões. E deve mesmo ter aqueles que acham tal flexão razoável, diferenciar entre dentista e dentisto, presidenta e presidento. Eu, como Analisto de Sistemos, prefiro as coisas como eram, muito obrigado. Aliás, para tornarem as coisas bem neutras, por que não tornar tudo em "e" e acabar com a flexão? Aí eu diria "Não, obrigade!"

Sim, é para rir mesmo! E depois falam dos nossos patrícios portugueses... que injustiça (ou injustiço?)! Camões, coitado, já está com dores nas costas de tanto se remexer em seu túmulo!

Friday, July 20, 2012

What a Fada?!?

Agora é oficial: escrever corretamente custa mais caro! É o que divulgou a Vodafone Ireland dia desses, referindo-se a textos em irlandês, que usam acentos agudos - O tal do fada. What a fada?!

Considerando que a língua inglesa não tem acento algum, tal absurdo vai afetar aqueles que enviam textos em irlandês ou outra língua européia - todas as outras - e que escrevem corretamente... como eu, com o meu português que já vem sendo chamado de arcaico!!! Fulano julga sua idade pela acentuação do texto: acentuou é coroa!

agora c vc naum acentua nada e screv d qq jto mmo, entaum naum tm prob pq tah td bm neh? r u serius ? i cnt txt in eng u knw?

Será que eu estou sózinho nessa???

Sunday, July 15, 2012

Drogas não esfaqueiam pessoas...


Tem uma RAP que canta que "armas não matam pessoas, rappers matam." Acho meio drástico e localizado, embora atinja o objetivo. Eu, por outro lado, diria que armas não matam pessoas, mas pessoas matam. Nessa mesma linha, o que aconteceu semana passada no concerto aqui no Phoenix Park, poderíamos dizer que "drogas não esfaqueiam pessoas. Pessoas esfaqueiam." Ou como o Irish Independent colocou: Knackers esfaqueiam!

Knackers, para os desavisados, é um termo que o dicionário urbano descreve como uma "subespécie de adolescentes irlandeses". Ao pé da letra é o comerciante de animais velhos ou improdutivos, vivos ou mortos, inteiros ou em pedaços. Pejorativamente associado aos travellers, irlandeses viajantes que vivem em traillers, hoje em dia se refere a todo um espectro de degenerados, uma subclasse de gente, que ficam geralmente vagabundeando em frente a lojas de bebidas e/ou de conveniência, badernando o espaço público e puxando briga aleatoriamente.

Skanger é outro termo para essa raça. No Reino Unido são chamados de Chavs ou Pikeys, e na América de White Trash. Seja qual for o termo, todo mundo sabe quem eles são, mas ninguém cita a palavrinha proibida... "classe".

Em vez disso travam debates sérios sobre o abuso de álcool na sociedade irlandesa, ou a responsabilidade dos agentes de segurança. E novamente aquela idéia simplista de aumentar o preço do álcool para que os jovens não possam comprá-lo, ignorando o fato de que o álcool é muito mais barato na Europa continental, e lá não se vê esses ataques de comportamento anti-social.

É... o irlandês tem uma relação problemática com a bebida, e aqueles promovem eventos com álcool certamente têm a responsabilidade de considerar isso. Mas nada disso responde uma perguntinha crucial: por que alguém iria trazer uma faca para um concerto? Ou ainda, quem traria uma faca para um converto? Knackers trariam. Skangers trariam. Chavs trariam. Scumbags trariam.

O que aconteceu no Phoenix Park acontece quase todas as noites no centro das cidades irlandesas. Não é preciso ser muito esperto para identificar os prováveis ​​suspeitos - embora a polícia continue fingindo que o problema está fora da sua capacidade de ação, e que é tal "mistério" deveria ser desvendado por uma equipe de cientistas sociais... Balela! Não há mistério em esfaquear pessoas! Eles gostam de esfaquear pessoas, mesmo! Lhes dá mais barato que heroína! E é mais barato também! O problema é outro... MEDO é a palavra que não ousa dizer o seu nome!

A polícia teme essa subclasse de baixa escolaridade, que usufruem dos benefícios sociais do governo por tempo quase que permanente, que vivem à margem da criminalidade, que são desassimilados, e que são hostis para com a sociedade em geral. E nós, a sociedade em geral, continuamos pagando nossos impostos cada vez mais altos para manter esses criminosos vivendo nesse estilo de vida disfuncional e anti-social, nos ferindo e nos ameaçando! Não se pode impedir que pessoas sejam esfaqueadas até que se mostre que as conseqüências são tão graves e desagradáveis, que até knackers analfabetos entenderão que não vale a pena o risco!

Assim, a sociedade não demonizaria os knackers pelo que representam, mas pelo que fazem, se fazem, e quando fazem... como todo o resto. Afinal, pelo menos aqui na Irlanda, ser um vagabundo criminoso e desordeiro não é algo inevitável... é muito mais uma escolha.

Thursday, June 14, 2012

Um apelo ao tempo ou à humanidade?



Antes fosse só o tempo que nos afligisse. Deixou de ser! Ou melhor, agregaram-se a ele outras inquietudes, outras preocupações, outros afazeres, outras tantas coisas que acontecem enquanto estamos perdendo tempo com alguma coisa... A síndrome do tempo perdido, do acontecimento imediato, da informação disponível... chamem de FOMO, agorafobia, ou pura perda de tempo, a coisa é mais profunda do que parece.

Leia mais no Autopensante.

Tuesday, May 29, 2012

Ciao Souza

12 de Agosto de 1954 - 28 de Maio de 2012  
Eu (esquerda), Roniwalter Jatobá e Souzalopes, em homenagem a Arnaldo

Falei da passagem lá em TUDA. Aliás foi em TUDA que publiquei muita coisa inédita de Souzalopes. Creio que as últimas coisas, antes de seu afastamento (?) dos (alguns) amigos. Motivos deve ter tido... sabeselá!

Meu caro Souza, que a terra lhe seja leve, companheiro!


Soulopiana

pessonha boa pessonha
pessonha do peito pessonha
eu não falo do verbo peçonha
peçonha que falo pessonha
é peçoa pessonha que peçonha
peçonha do peito peçonha
peçonha boa peçonha
pessonha que bem peçonha
peçonha pessoña e pessonha
mais que qualquer peçoa
como já dizia o poeta
sepolazuos in letras invertidas:
peçonha carcome pessoa