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Wednesday, September 11, 2013

Se eu quisesse falar, eu diria...

... diria que o Cork Jazz Festival que vai acontecer em Outubro aqui na Irlanda - em Cork, é claro - tem muita coisa boa, mas que não classificaria de jazz... pouco importa, eu vou! Vou para o genial Bugge Wesseltoft, que se ficar só no piano confesso que vai me fazer pescar. Vou para o veteraníssimo Billy Cobham, e para não passar o domingo em negro, vou de dobradinha Mingus Big Band / Snarky Puppy. Vamos ver no que dá...

... diria que o os ataques químicos na Síria são repulsivos, e que isto sim justificaria uma intervenção da ONU no país, no combate de crimes contra a humanidade... só que ninguém percebe (será?) que a merda toda está fedendo porque os EUA se acham os moderadores do mundo, e decidiram que a Síria precisa ser democrática, então para derrubar o regime em vigor, decidiram ajudar um bando de guerrilheiros mercenários na missão, e molharam a mão dos caras com armas, e agora que a bandidagem conseguiu o que queria, querem mais que a tal da democracia se foda, e partiram para o que interessa a eles, matança em massa. E qualquer semelhança com a ajuda à Al-Qaeda no combate com os russos nos anos 80, ou a invasão do Iraque para preensão de supostas armas químicas, a intervenção no Egito, na Líbia... pura coincidências!

... diria também que o Brasil, nessa inflação reprimida, vai longe... bem longe do caminho do desenvolvimento sustentado! E cada vez mais longe da consciência do povo - ou é a consciência do povo que anda se afastando... já que aprendeu a comprar à prazo mas ainda não sabe usar a caderneta!

Aff...

Friday, July 20, 2012

What a Fada?!?

Agora é oficial: escrever corretamente custa mais caro! É o que divulgou a Vodafone Ireland dia desses, referindo-se a textos em irlandês, que usam acentos agudos - O tal do fada. What a fada?!

Considerando que a língua inglesa não tem acento algum, tal absurdo vai afetar aqueles que enviam textos em irlandês ou outra língua européia - todas as outras - e que escrevem corretamente... como eu, com o meu português que já vem sendo chamado de arcaico!!! Fulano julga sua idade pela acentuação do texto: acentuou é coroa!

agora c vc naum acentua nada e screv d qq jto mmo, entaum naum tm prob pq tah td bm neh? r u serius ? i cnt txt in eng u knw?

Será que eu estou sózinho nessa???

Thursday, June 14, 2012

Um apelo ao tempo ou à humanidade?



Antes fosse só o tempo que nos afligisse. Deixou de ser! Ou melhor, agregaram-se a ele outras inquietudes, outras preocupações, outros afazeres, outras tantas coisas que acontecem enquanto estamos perdendo tempo com alguma coisa... A síndrome do tempo perdido, do acontecimento imediato, da informação disponível... chamem de FOMO, agorafobia, ou pura perda de tempo, a coisa é mais profunda do que parece.

Leia mais no Autopensante.

Wednesday, March 07, 2012

Aprender português?

Mundo Lusófono

A maioria das pessoas aprendem uma língua por necessidade, seja pelo trabalho ou pelo relacionamento. Alguns aprendem uma língua por puro prazer! Esse sou eu! Já flertei com o Inglês, o Espanhol, Frances, Italiano, Japonês, Russo, Chinês, Alemão, Coreano, Holandês, Flamengo, Catalão, Irlandês e até Esperanto!

Enfim, é assim começa um artigo na The Economist - Brazilian Portuguese is the Best Language, sobre pessoas que aprendem por necessidade ou por prazer. Depois a jornalista alega que escolher uma língua para ser aprendida deve considerar a quantidade de falantes, que seja falada por pessoas que valham a pena conversar, num país que valha a pena visitar, que tenha outras línguas próximas, o que supostamente facilitaria o aprendizado de outras línguas, e que não fosse tão distante assim do inglês - a língua do artigo.

Conclue a jornalista que a única escolha "racional" é o portugues do Brasil... e tem gente que REALMENTE acredita nisso! Argumenta ela que o Brasil é grande (190m habitantes), no momento está economicamente bem, São Paulo é a capital dos negócios na America Latina, a flora e fauna são maravilhosas, tem a Amazonia (?), tem clima e praias maravilhosas, um povo amigável e gentil (ou bons-mentirosos!) o bastante para dizerem que seu portugues está "maravilhoso", porém... (ah, porém!)

Se tirarmos a maquiagem desses argumentos, chegaremos à realidades mais cruas... o Brasil é grande sim, e 10% da população vive na mais absoluta miséria - são pelo menos 19 milhões de pessoas! Se somarmos o que 90% da população ganha não chega no que os 10% mais abastados ganham. São Paulo é a capital dos negócios na America Latina, e também uma das mais violentas. Flora e fauna maravilhosa, Amazonia (?), clima e praias... se isso enche barriga e dá estabilidade eu ainda não sei! Quanto ao povo amigável e dizendo mentirinhas gentis, funciona tanto para o bem como para o mal, e não têm escrúpulos em se aproveitar de uma situação! É falta de caráter mesmo!

E língua por língua, Machado de Assis que me perdoe, mas o portugues de Portugal é a língua evoluída, a nossa é a estagnada. Peço perdão também a Camões, mas em se tratando de falantes, os espanhóis totalizam 500 milhões em 21 países, enquanto o português apenas 240 milhões em 9 países. Além do que, Espanhol até o Schwarzenegger fala!

Hasta la vista, babe!

Friday, October 07, 2011

Deu lá, no blog da Atelie...


Em entrevista ao Blog da Ateliê, o tradutor, músico e poeta falou da relação de “amor e ódio” entre Joyce e Dublin. Eduardo Miranda chegou à final do Concurso de Tradução Bloomsday 2011 e publicou sua tradução na revista eletrônica TUDA.

Como foi seu primeiro “encontro” com a obra de James Joyce?
Joyce me chegou primeiro através de Ulisses, ainda muito jovem – praticamente ilegível para mim na época. Depois fui cronologicamente retrocedendo: Retrato do Artista Quando Jovem, Dublinenses, e depois a poesia… mas foi em Dublin que tive a oportunidade de me envolver mais com a literatura e a cultura irlandesa – inclusive com a língua irlandesa – e consequentemente com James Joyce. Foi aqui em Dublin, durante a comemoração dos 100 anos de Ulisses,  que pude percorrer o caminho que Leopold Bloom percorreu, no mesmo passo que o livro.
Fale um pouco sobre a obra e vida de James Joyce, segundo a sua experiência.
Na verdade foi depois da minha mudança para Dublin por motivos de trabalho que vim a me interessar mais pela obra de Joyce – e tudo em Joyce é Dublin! E entender essa relação de amor e ódio foi um desafio… Joyce deixou claro em vida que não gostava de Dublin. Stephen Joyce, neto e curador da obra de Joyce, faz questão de afirmar que seu avô não gostava da cidade. Tampouco ele simpatiza com Dublin, e desaprova toda tentativa de citar a obra do avô, seja para turismo, nomeação de monumentos, ou mesmo comemorações. O único lugar onde é permitido citar a obra de Joyce é no James Joyce Centre, durante as comemorações do Bloomsday, festival que acontece todo dia 16 de Junho e que comemora as aventuras de Bloom.
Como é traduzir James Joyce?
Primeiramente acho que todos os que se submeteram ao desafio de traduzir o Finnegans Wake – e não só os finalistas – já são heróis pela própria ousadia. Para mim foi uma tarefa trabalhosa, tanto que consumiu quase todas as minhas horas livres de uma semana inteira! Mas ao mesmo tempo foi excitante e divertida… uma aventura e tanto! E o fato de morar em Dublin e de ter um certo conhecimento da língua irlandesa – mesmo que parco –  fez com que eu me sentisse, de certa maneira, mais próximo dos contextos joyceanos, e acho que acabou ajudando um pouco a transposicão multi-dimensionais do texto… além, é claro, de um pouco de intuição e muita poesia!
Fale um pouco de você e do seu trabalho.
Não sei se posso chamar de trabalho, no sentido convencional da palavra. É mais como um hobby, só que levado muito à sério… extremamente! Mas o tempo é que não ajuda muito. Como tenho o meu trabalho na área de Tecnologia da Informação, acabo dedicando apenas o tempo que sobra às outras atividades. Trabalho e família vêm primeiro e, às vezes, o que sobra não é muito. Tento ser constante na TUDA, uma e-zine de poesia, literatura e arte que publico mensalmente, já há 3 anos. É lá que publico minhas traduções. Minhas poesias, meus contos e outros textos podem ser acessados à partir de um “portal” que mantenho, o edotm.info. Já na música, tenho um projeto experimental e multi-instrumental, à distância, chamado The Virtual EM3, e uma banda real, o Wellfish. Conforme o tempo permite, vou “trabalhando”….
Eduardo Miranda

Confira no blog da Ateliê: http://blog.atelie.com.br/2011/09/eduardo-miranda-respira-james-joyce-em-dublin/

Tuesday, June 07, 2011

Gráinne Duffy – Out Of The Dark


É uma pena que a grande mídia não se interesse por pequenas pérolas. Gráinne Duffy, uma cantora, compositora e guitarrista irlandêsa que lançou seu primeiro álbum, "Out of the Dark", em novembro de 2008, tem recebido ótimas críticas de uma série de revistas de prestígio, e esta semana chegou aos meus ouvidos através de uma matéria tardia no The Sunday Times.

Numa recusa heróica de entrar para o mainstream das grandes gravadoras, ela declarou "tocar o que bem entender". Por sorte, podemos conferir no Deezer o que isso seja...

Monday, March 21, 2011

Caga Latim Neles!


Foi com essa frase que um passante manifestou seu apoio à coluna de um nobre jornalista, querendo dizer não só que o jornalista deveria continuar descendo a lenha - ou o verbo - nas instituições e nos corruptos, mas com aquele linguajar e conteúdo que só ele sabia dar.

Isso foi há algum tempo... infelizmente hoje em dia, não se caga mais Latim. Nem mesmo se caga português (com "p"), língua muito menos nobre do que Latim (com "L"). Fala-se muito e diz-se pouco. Aqueles belos artigos, com muito conteúdo, muita informação - muito pano para a manga - já não são mais produzidos... Hoje em dia caga-se muito, sim, mas com uma qualidade duvidosa, e com um objetivo mais duvidoso ainda... que nos leva a chamar de merda mesmo!

Tuesday, March 08, 2011

Além do Carnaval


Ora, só porque eu não briquei o carnaval não significa que eu não tenha aproveitado o carnaval. Aproveitei sim, ouvindo muito sambinha antigo! É uma coleção chamada "História do Samba", que vendia em banca de jornal... uma bela historiografia em 40 fascículos, com CD e tudo, mas que infelizmente eu só tennho os 20 primeiros...

Tem coisas do fundo do baú, como "Pelo Telefone", considerado a primeira gravação classificada como samba, em 1917. Na verdade, haviam já algumas gravações classificadas como samba, mas não chegaram a alcançar repercussão. A canção "Pelo Telefone" está no disco de mesmo nome, e tem a autoria reivindicada por Ernesto dos Santos com co-autoria atribuída a Mauro de Almeida, mas há quem diga que foi uma criação coletiva de músicos que participavam das festas da casa de tia Ciata, uma cozinheira e mãe de santo cuja casa era palco de rodas de samba.

Dali, o samba começou a se espalhar pelo país, primeiro associado ao carnaval, depois como gênero musical independente.

Monday, November 01, 2010

A Presidenta Falou...

... Presidenta!

É isso aí, deu Dilma na cabeça, como já era de se esperar. Ou pelo menos como NÓS esperávamos. NÓS, digo, aqueles que votaram no Lula nas últimas duas eleições por ou serem petistas que votam no PT incondicionalmente, ou por simpatizarem com a plataforma política do PT dos últimos anos - que claramente suavizou-se, para melhor acomodar eleitores.

De uma maneira ou de outra, o que tivemos Domingo foi o que podemos chamar de continuísmo. E continuísmo é uma palavra que se tem que despertar uma primeira impressão, ela será ruim... pois é geralmente associada à não-mudança, assumindo que toda mudança seja boa.

Continuísmo... é isso que teremos! Que continue as políticas sociais, que continue a austeridade fiscal e econômica, que continue a boa política externa que Lula tão bem estabeleceu... e que continue também o linguajar do presidente na presidenta!!!

No seu pronunciamento oficial, Dilma se auto-intitulou "presidenta", sabendo (?!?) que presidente é substantivo de dois gêneros, ou seja, possuem uma só forma para o masculino e para o feminino, diferenciados pelos artigos. Assim, temos o cliente e a cliente, o doente e a doente, o presidente e a presidente... mas as más-línguas não perdoam, e já andam dizendo que Dilma é tão desconhecedora dos assuntos portugueses que nem a língua sabe falar direito. Já as boas-línguas preferem acreditar que isso não importa, e que ela falou "de propósito", para mais se aproximar do povo...

Ô Dilma... tem dó, né?!?

Sunday, September 26, 2010

Eu quero falar Mirandês!

Muitas lhénguas ténen proua de ls sous pergaminos antigos, de la lhiteratura screbida hai cientos d'anhos i de scritores hai muito afamados, hoije bandeiras dessas lhénguas. Mas outras hai que nun puoden tener proua de nada desso, cumo ye l causo de la lhéngua mirandesa.
Eu, como um legítimo Miranda, das entranhadas aldeias do Conselho de Miranda do Douro, e que carrego a língua até no nome, deveria mesmo falar o Mirandês, não?!? Até curso online se pode achar! http://www.sendim.net/

O Mirandês é uma língua pertencente ao grupo astur-leonês, e segundo o "sítio" oficial do governo Portugês, o segundo idioma oficial do país! É falado numa área de aproximadamente quinhentos quilômetros quadrados, no extremo Nordeste de Portugal, ao longo da fronteira a sul de Alcañices, entre a ribeira de Angueira, a poente e sul, e o rio Douro, a nascente, num conjunto de aldeias dos concelhos de Miranda do Douro e Vimioso.

Os falantes do mirandês são em maior parte bilíngues ou trilíngues, pois falam o mirandês e o português, e por vezes o castelhano, e embora não mais de quinze mil pessoas falem a língua, eles ainda se dão ao luxo de se subdividirem em três dialetos - o central ou normal, setentrional ou raiano, meridional ou sendinês! E não bastasse isso, o sendinês, para complicar ainda mais, quer separar-se do mirandês e tornar-se uma "léngua oficiale". É o que trata o livro "La Proua de Ser Sendinês", de Emídio Pires Martins, lançado em 1999. Foi o primeiro livro escrito em sendinês, e funciona como um manifesto da língua.

Mas voltando ao mirandês... Língua de forte tradição oral passada de pais para filhos ao longo dos tempos, foi só em 1882 que José Leite de Vasconcelos, filólogo, arqueólogo e etnógrafo português, começou a investigá-la e a fixá-la em escrita. Na obra Flores Mirandesas, ele publica poesias suas e de Camões, contos, histórias, lendas, fábulas, provérbios, adivinhas, cantigas de amor, de humor, de devoção, etc.

Eis um poema de Vasconcelos em mirandês:
Lhéngua Mirandesa

Quien dirie qu’antre ls matos eiriçados
Las ourriêtas i ls rius d’esta tiêrra,
Bibie, cumo l chaugarço de la siêrra,
Ua lhéngua de sons tan bariados?

Mostre-se i fale-s’ essa lhéngua filha
D’un pobo que ten neilha l choro i l canto!
Nada por ciêrto mos cautiba tanto
Cumo la form' an que l’eideia brilha.

Zgraçiado d’aquel, qu’abandonando
La patri’ an que naciu, la casa i l huôrto.
Tamien se squeçe de la fala! Quando
L furdes ber, talbéç que stéia muôrto!
José Leite de Vasconcelos
In "Flores Mirandesas", pá.s 11-12
Livraria Portuense de Clavel & C.ª
1884 – Porto

A tradução eu deixo a cargo de cada um, mas antecipo: na TUDA de Outubro pode ser que apareça um textinho em mirandês traduzido para o português...

Mais textos em mirandês podem ser encontrados neste "sítio" de Lhéngua Mirandesa.

Tuesday, March 16, 2010

o livro está na mesa...

Me lembro quando em criança, aprender inglês no ginásio não era fácil... não tinha ainda esta inclinação para as letras, tampouco para as línguas. Tudo era muito difícil, sôfrego, demorado... mas uma frase entrou em minha cabeça: "The book is on the table". Talvez tenha sido pelo castigo que a professoara aplicara à classe toda, certo dia - pela bagunça, é claro.
"Escrevam 10 páginas em vosso caderno: "The book is on the table". Quero para amanhã. E se alguém faltar ou não fizer, aumento 10 páginas para cada dia de atraso!
É... a Tieko era fogo!

Hoje as coisas mudaram, são mais amenas... tão amenas que às vezes me pergunto se os métodos antigos [pós-palmatória] não eram mais eficientes... disciplinarmente falando, pois todos sabemos que pedagogicamente eles eram muito, mas muito melhores. Vide a frase "The book is on the table", que ficou gravada feito uma estampa na minha memória! Se ela é útil ou não, é outra história...

Hoje sinto certa dificuldade nas aulinhas de Irlandês... Talvez eu deva usar o mesmo método da minha antiga professora (que mais sofisticadamente se parece ao método KUMON de ensino), e escrever, incansavelmente, que há um livro sobre a mesa...

Tá an leabhar ar an bhord.
Tá an leabhar ar an bhord.
Tá an leabhar ar an bhord.

Saturday, February 27, 2010

O Baile do Simonal


Acontece hoje o Baile do Simonal, lá no Citibank Hall, à partir da 10 horas. O show foi concebido e produzido por Max de Castro e Wilson Simoninha, filhos do cantor Wilson Simonal - dois carinhas da pesada, fazendo um samba'n'drumm'n'bass com uma ginga fantástica!

O repertório do show vai trazer as canções de Simonal dos anos 60 e 70 de Simonal, como Mustang Cor de Sangue, Terezinha, Na Galha do Cajueiro, Meia Volta (Ana Cristina), Sá Marina, País Tropical, Nem Vem Que Não Tem, Lobo Bobo, Balanço Zona Sul, Mamãe Passou Açúcar Em Mim, Está Chegando A Hora, Vesti Azul, Carango, A Tonga da Mironga do Kabuletê, Que Maravilha, Aqui É o País do Futebol, Tributo a Martin Luther King, Meu Limão, Meu Limoeiro, Menininha do Portão e Zazueira. O show também vai contar com a participação de gente bacana como Marcelo D2, Fernanda Abreu e Jair Rodrigues. Ah, e vai ter a participação do babaca do Ed Motta. Ave...

No final do ano passado eles lançaram um CD e um DVD com o resultado de um show no Rio em agosto de 2009, que também reuniu muita gente bacana, como Seu Jorge, Marcelo D2, Os Paralamas do Sucesso, Sandra de Sá, Fernanda Abreu, Orquestra Imperial, Mart'nália os babacas Ed Motta e Caetano Veloso.

Wilson Simonal foi um dos primeiros artistas negros do Brasil a se consagrar. Chegou a dividir o palco com Sarah Vaughan e Stevie Wonder. Regeu certa vez um coral de trinta mil vozes no Maracanãzinho, lançou modas e conquistou platéias com seu talento e carisma... mas teve tudo isso por água abaixo ao ser acusado de "dedo-duro da ditadura", nos anos 70... Uma polêmica que parece que ainda incomoda muita gente, e procura ser resolvida com a absolvição de Simonal, no filme Ninguém Sabe o Duro Que Dei.

Apesar dos babacas, tanto o show de hoje como o CD e o DVD ainda valem muito a pena... é só riscar as faixas do Caetano no CD/DVD, e aproveitar para ir ao banheiro quando o Ed Motta entrar no palco...

O Citybank Hall fica lá na Alameda dos Jamaris, 213 em Moema, conhece? O antigo CIE Music Hall... não? O antigo Direct TV Music Hall, lembra? ... o antigo Palace? Tudo bem... clique aqui.

Info:
Sobre o Simonal: http://pt.wikipedia.org/wiki/Wilson_Simonal
Um cordel legal sobre a babaquice de Caetano: Caetano Veloso: um sujeito alfabetizado, deselegante e preconceituoso.

Friday, January 29, 2010

aprender, sempre!


Aprendi mais uma hoje - a expressão Brown Nose (nariz marrom), ou o nosso famoso puxa-saco. Só que bem mais pesada a imagem...

Puxar o saco ainda pode ser feito com certa finesse, educação, elegância e higiene até! O sujeito pode usar uma luva e pronto, nem se nota! Mas nariz marrom? Deu pra adivinhar o por quê do nariz marrom? Então imagine alguém enfiando o nariz na bunda do outro... e o nariz sai marrom. Não dá, né? Nem usando fucinheira!!!

Acho que esse termo não funcionaria no Brasil, já que lá além dos puxa-sacos comuns, há também os funcionais; o cara que gosta de puxar sacos. O cara que simplesmente gosta de sacos, e por isso vai puxar qualquer saco, de qualquer um que estiver acima dele.

Fazia tempo que não ouvia a expressão, e muito mais tempo que não convivo com nenhum ser da espécie. Se bem me recordo, desde o tempo em que trabalhava na Eletropaulo...

Serviço:
Brow-nose, brown-noser
(tr.v. brown·nosed or brown-nosed, brown·nos·ing or brown-nos·ing, brown·nos·es or brown-nos·es Informal. To curry favor with in an obsequious manner; fawn on) (flatter with the intention of getting something)

Sinônimos:
apple-polisher, ass-licker, backscratcher, backslapper, blandish, bootlick, bootlicker, brownie, butter up, clawback, courtier, creature, cringer, dupe, fawner, flatter, flatterer, flunky, footlicker, groveler, handshaker, helot, instrument, jackal, kowtower, lackey, led captain, lickspit, lickspittle, mealymouth, minion, peon, puppet, serf, slave, spaniel, stooge, suck, sycophant, timeserver, toad, toady, tool, truckler, tufthunter, yes-man

Wednesday, January 27, 2010

êta sujeito de sorte!


Como tem gente desinformada, não? E pior do que desinformada, são passadoras de informação distorcida... errada mesmo! Ficam aí creditando a Belchior os versos da música Sujeito de Sorte,? Ele pode ter feito toda a letra, mas os versos "Ano passado morri, mas esse ano eu não morro" ele pegou de Zé Limeira e se esqueceu de citar a fonte - como chama isso? Roubo?!?

Só porque ele, Belchior ROUBOU os versos de Zé Limeira, poeta paraibano que ao lado dos irmãos Lourival, Dimas e Otacílio Batista, José Alves Sobrinho e outros, formou a fina flor do repente, não quer dizer que é um mau poeta... é um poeta mau - descarado. Pois não dizem por aí que nada se cria, tudo se copia?

Zé Limeira cantou lá em Catingueira, antes de Piancó e depois de Misericórdia, pra todo mundo que estivesse vivo e de ouvidos bem abertos:
"Eu já cantei no Recife,
Dentro do Pronto Socorro,
Ganhei duzentos mil réis,
Comprei duzentos cachorro,
Morri no ano passado,
Mas esse ano eu não morro".
Viu quem quis ver. Belchior não estava lá, ou se estava, achou que ninguém mais estivesse e que poderia capturar os versos assim indiscriminadamente.
"No tempo do Padre Eterno
Getúlio já governava,
Prantava feijão e fava
Quando tinha bom inverno
Naquele tempo moderno
São João viajou pra cá,
Dom Pedro correu pra lá,
Escanchado num tratô...
Canta, canta, cantadô
Que teu destino é cantá."
"Na corrida de mourão
Quem corre mais é quem ganha,
São Thomé vendia banha
Na fogueira de São João...
Foi na guerra do Japão
Que se deu essa ingrizia,
Camonge quage morria
Da greguena berra-berra ,
Quem se morre é quem se enterra
Adeus, até outro dia"

Saturday, January 16, 2010

a caixinha mágica


Estou sem TV há semanas, e lhes digo que estou sentindo uma falta...

É tanta coisa boa que a gente não consegue ficar sem. Seja TV à cabo (reparou na crase?!?), satélite freeview, satélite pago, aerial (qualquer uma, até pela internet agora, gente... pode?!?) ou outro meio ainda por ser inventado ou explorado, são tantos programas cunturais, educativos e de entretenimento (ou passatempo), que nem o tempo que você deixa(-se) passar em frente à (crase de novo) caixinha mágica parece passar! Mas ele passa... ah se passa!

Mas enfim, como nem tudo dura para sempre, sou obrigado (!) a arrumar o prato (do satélite) e voltar a receber aquelas centenas de canais na minha caixinha.

Não vejo a hora...

obs.: para quem não pegou a sutileza, tudo aqui não passa de uma mofa, uma pilhéria, um escárnio e uma achincalhação! Falei?

Monday, January 11, 2010

é TUDA de bom


Acabei de receber um email do meu amigo JG, o autor do ex-líbris da TUDA, com o ex-líbris da Livraria Martins Editora - que na verdade serviu de inspiração.

Veja toda a simbologia heráldica do ex-líbris lá no site do JG...

Para quem não sabe, ex-líbris é uma vinheta desenhada ou gravada que os bibliófilos colam nos livros - ou revistas, artigos - da qual consta o nome ou símbolo da sua divisa, e que serve para indicar posse.

Tuesday, January 05, 2010

hipocrisia... quem vai querer?



Hipocrisia tem outro nome: Boris Casoy. Eu sempre desconfiei daquele biquinho esnobe, daquele jargão-frase-feita comprado em camelô e daquela moralidade maquiada de terno, gravata e oculinho de intelectual sério... Que nada! No fundo, ele não passa de um chauvinista preconceituoso, reacionário, que não entende nada desse país, de inquinações e sentimentos pouco elevados em relação ao ser-humano... para usar também um jargão, um verdadeiro filho-da-puta!

Se a TV Bandeirantes manter esse indivíduo no ar, vai mostrar a cara para o povo... que aliás, deve ter muita gente concordando com o seu Casoy, visto que pode-se ouvir os risos dos seus colegas de trabalho, durante o "comentário infeliz" (foi isso que ele disse quando se desculpou, foi?) que ele fez.

Comentário infeliz, o seu Casoy, foi a sua desculpa, pois não muda o que você pensa. Como disse meu amigo JV, você é tão falso e covarde que se retratou pedindo desculpas. Se fosse realmente honesto viria a público não para pedir desculpas, mas sim para reiterar sua opinão a respeito dos GARIS.

Embora diplomado, o seu Casoy parece não saber da importância dos garis na sociedade... sem eles, seu Casoy, viveríamos numa imundice sem tamanho, inclusive você, além de que, dependeríamos muito mais da educação dos outros, o que não me soa muito bem... e nesse sentido, seu Casoy, os garis são muito mais úteis para a sociedade do que você, pois eles pelo menos fazem algo útil, enquanto você, lá do auto do seu terno super-120, além de não produzir nada, é pago para traçar a opinião dos outros - um mero papagaio de terno, gravata e óculos. E quando se mete a falar o que realmente pensa, dá nisso que deu... UMA MERDA!

Isso é uma vergonha!

Tuesday, December 22, 2009

Inverno


Ontem foi o Solstício de Dezembro, o dia mais curto do ano lá nas Terras de Cima. Mais curto e provavelmente o mais frio... frio, que palavra boa! Claro que eu não gosto do frio frio, mas não gosto muito mais do calor calor. Este calor calor calor que está fazendo aqui, é de fritar. Ontem fui de trem e metrô, e te digo camaradinha... ninguém merece! Não a condução - vou de ônibus, trem, metro ou andando, numa boa... numa boa mesmo - mas o calor calor calor calor dentro da condução... não tem ventilador ou janela aberta que resolva! E isso te frita os miolos, quase que literalmente...

E frita mesmo: neguinho fica irado, nervoso, e acaba empurrando, não pede licença nem por favor, obrigado então, não existe no vocabulário limitado do dia-a-dia, onde a carranca faz as vezes, numa linguagem corporal inconfundível.

Ah, se desse pra trazer aquele friozinho pra cá...

Friday, November 27, 2009

uma virada literária e tanto


Amanhã acontece a segunda edição do "Vira Cultura", prometendo 35h de literatura, cinema, música & performance. Os locais dos crimes serão as lojas da Livraria Cultura do COnjunto Nacional, na avenida Paulista, no Cine Bombril e na academia Bio Ritmo, ambos também no Conjunto Nacional

No cardápio, muitos autores dando autógtrafo, que não é uma atividade cultural, ao pé da letra... autor dando autógrafo tá preocupado com primeiro com o tamanho da fila: se é pequena, fica constrangido e saca da garrafa de whisky debaixo da mesa pra amenizar o vexame; se a fila é longa, quer mais é que tudo acabe logo pra poder tomar uma sossegado!

Há algumas palestras também, é verdade, mas os temas... se estivesse lá, não saberia qual palestra atender, se a que discursa sobre a atividade dos fãs-clubes das sagas do Harry Potter, do Senhor dos Anéis, ou de Star Wars!

Mas dá pra salvar o evento... tem coisa boa também, como a peça "Kafka in Off" que é um estudo profundo da psique kafkiana (vixe!). No cinema tem a exibição do documentário 'Contratempo', que retrata o projeto social Villa-Lobinhos, que ensina música erudita a jovens de comunidades carentes... e no gancho (musical), a Orquestra Villa-lobinhos também se apresenta na Virada, mais Ana Cañas (promete), e os músicos do Barbatuques (interessantíssimo!).

A programação completa esta aqui. Por 35 horas de "espetáculos", agora é só você escolher o que você você NÃO vai assistir...

Monday, October 05, 2009

passou mercedes...

Mercedes Sosa se foi. Como disse Plinio de Aguiar, o mundo fica menor, menos sensível. Pablo Milanés e Mercedes em "Años", uma das mais belas canções da América Latina. Uma das coisas mais incríveis criadas pela contraditória espécie humana. Não dá pra ficar tranquilo.

Que triste notícia! Me lembro com se fosse ontem, ao ouvir Años pela primeira vez, já tardiamente nas vozes de Mercedes e Fagner, que algo me tocou à flor da pele naquele ano de 81... e me tocou de duas maneiras: primeiro pela música, uma coisa já inevitável em minha vida, depois pela língua: o que era aquilo que ora eu entendia ora não? Que magia, que ginga, que mistérios me traziam aquele arrastar diferente e místico? Despertou algo de curiosidade em mim que carregaria para sempre comigo.

Proponho um pequeno luto aqui...