Wednesday, September 16, 2009

mal das pernas


Depois que encontraram o Belchior - ou ele se deixou encontrar - o que fica na memória do povo é que ele está passando por dificuldades financeiras. É sabido - depois das reportagens todas, inclusive no The Guardian inglês, que não é um tablóide, mas um jornal de peso - que o cantor não andava bem das pernas... as financeiras! Estar no Uruguai num projeto musical... hum, soa estranho, mas e daí? Problema dele, não? Dizem que ele deixou o carro no Aeroporto de Congonhas, e agora vai ter que bendê-lo pra pagar a conta do estacionamento...

Bem, espero que dessa história toda Belchior saia com um disco novo, em português ou em espanhol, tanto faz, contanto que mantenha a mesma qualidade de sempre...

Tuesday, September 15, 2009

NAMA Banana

Como eu já havia citado no The Little Green Bug, o governo prepara a maior bananada da história - até agora! É o NAMA, sigla para National Asset Management Agency (que em letras pindorâmicas dá algo como Agência Nacional de Gerenciamento dos Bens Públicos). Em outras palavras, é o acordo do governo com os banqueiros, onde o governo assumirá metade dos riscos de todo o crédito podre dos bancos, resiltado de anos e anos de putaria financeira, onde muita, mas muita gente - não eu nem você - ganhou dinheiro fácil - vazio e sujo também. Vazio porque devido a virtualidade das bolsas, onde o dinheiro especulado é meramente virtual - ele não existe fisicamente, e o valor atribuído a tais papéis também é falso, mera peça do joguinho dos mega-investidores. Sujo porque para sustentar esse jogo do capital, pessoas - estas sim de verdade - não têm emprego, casa, passam fome, morrem por falta de condições básicas de sobrevivência.

Pois é... lembra aquela festança do subprime da qual você não foi convidado? Aquela onde os banqueiros putanharam à vontade nas coxas de todo mundo, ganhando dinheiro fácil na especulação financeira proporcionada pela falta de regulamentação dos governos? É isso. Agora o governo corre para ajudá-los a honrar (desmentir) a mentira que contaram... com o dinheiro do contribuinte, é claro! Você não foi convidado para a festa mas vai ter que limpar o salão de festa, repor a louça quebrada e arcar com os prejuízos pela quebra da mobília.

Justo, não?

Monday, September 14, 2009

De sapos e pererecas


Como de mudança ninguém se cansa, cá vamos nós mudando - não de novo, mas ainda! É que houve, há, haverá, uma pequena possibilidade de mudarmos de novo... já pensou? Teresa me mata!

Tudo depende do tamanho do sapo que estás disposto a engolir. Eu, por mim, não engulo, já que não gosto do gosto que os sapos têm, não destes sapos que não são devidamente preparados culinariamente - e não precisa procurar no dicionário não... a palavra não existe mesmo!

Dos outros sapos, aqueles preparados culinariamente para serem devidamente engolidos, daqueles sim, gosto; embora sapo mesmo nunca tenha comido, e talvez nem sejam comestíveis, mas a rã é. E todos sabemos que são coisas bem distintas, sapos e rãs, já que estas são conhecidas por sua pele lisa, da família dos ranídeos, encontrados em quase todo o mundo, que vivem na água ou próximo a ela, e é conhecida como a rã-verdadeira, ou perereca, lá em Pindorama, enquanto aqueles são anfíbios terrestres do gênero Bufo, da família dos bufonídeos, de pele rugosa e seca. E os sapos a serem engolidos aqui não passa daquele regionalismo Pindorâmico de tolerar coisas ou situações desagradáveis sem responder por incapacidade ou conveniência

Mas mudando de sapo para perereca, as culinariamente boas de se comer, culinariamente é palavra que não existe. Adicionei o sufixo -mente, conhecido formador de advérbios, numa brincadeira com a palavra culinária, afim de exprimir circustância de qualidade culinária ao sapo (rã) a ser engolido.

Assim fica mais fácil, né?

Friday, September 11, 2009

The Hole In The Wall


Não tem sido fácil estes dias, e embora ninguém tenha me falado que seria fácil, tampouco me disseram que seria difícil! Difícil sim, como força de expressão. A língua permite estes abusos.

E por falar em língua, no meu cursinho de irlandês esses dias, soube que a Quinta-feira é - ou era, na Antigüidade (trëma?) Céltica, um dia de banquete. É que em irlandes, "Dé Aoine", Sexta-feira, deriva de "Dé" (dia) e "Aoin" (jejum) - Dia de Jejum. Quarta-feira é "Dé Ceadaoin", onde "Ceadaoin" deriva de "Céad", primeiro, prévio, e "Aoin", jejum - Dia do Primeiro Jejum; e finalmente Quinta-feira é "Déardaoin", que deriva de "Dé idir dá Aoin", onde "Dé" - dia, "idir" - entre, "dá" - dois, e "Aoin" - jejum. O dia entre os dois jejuns. Certamente, Quinta-feira era o dia daqueles fartos e altamente calóricos desjejuns irlandeses, com toucinho, lingüiça, chorizo, batata, ovos, cogumelos, tomate, feijão doce, pão de soda e torradas na manteiga... nossa!

E como é Sexta-feira, Dia de Jejum, vou assumir que é quinta mesmo, e ir correndinho lá pro "The Hole in the Wall", meu novo "Local Pub"...

Fui!

Tuesday, September 08, 2009

Tempo de mudança 2

Estive afastado a semana toda! São as mudanças... e suas várias fases. Depois da mudança física, vem a psicológica - sempre necessária nessas coisas de arrumar a mala de ser. Difícil é começar, até mesmo com toda a boa vontade do mundo - deste e de outros!

O primeiro passo ainda é no campo da mudança física, dar uma cara ao lugar tal qual a sua. Seja pintando a parede, instalando uma estante nova, pendurando um quadro, adicionando uma almofada ou simplesmente reposicionando os móveis. Tudo isso antes mesmo de entrar! Então você soca tudo dentro do novo lugar, e é aí que vem o mais trabalhoso: deixar de viver em caixas: arrumar um lugar para cada coisa, e no caso de mudar para um lugar menor - deliberadamente o nosso caso - se desfazer das coisas que não encontraram o seu lugar.

Agora sim: quebrado os laços emocionais destes relacionamentos com seus objetos - e te digo, eles são fortes mesmo! - é tempo de se adaptar à sua nova vida (quase, e sempre ao rumo de ser) espartana. E espartano aqui, não é aquele cidadão de Esparta, cidade-estado da Grécia Antiga, tendo figura exemplar em Aristodemo, um dos 300 espartanos enviados para a famosa Batalha de Termópilas, que opôs os defensores da Grécia aos persas invasores, em meados de 480 a.C., mas sim aquele cidadão simples que pode viver sem excessos nem luxúria.

E acredite, a simplicidade não é fácil!