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Wednesday, September 25, 2013

Arthur's Day



Amanhã é Arthur's Day, supostamente para comemorar o aniversário da Guinness. Foi organizado pela primeira vez por Diageo (multinacional de bebidas alcoólicas com sede em Londres) em 2009, e consiste numa série de eventos de música, onde vários artistas - alguns bem famosos - se apresentam em lugares não previamente determinados, ou seja, você pode estar lá tomando uma Guinness no seu pub local e de repente o Bono Vox grita um "Good Night all, we are the U2" e começa a tocar Beautiful Day!

Tudo muito bem, lindo e maravilhoso, não fosse um bando de artistas levantando algumas bolas sobre o assunto, sob a bandeira Anti-Arthur's Day. Por exemplo, acusam a Diageo de estar interessada apenas nas vendas (que novidade!) e não no aspecto cultural do evento, aspecto asliás bem negativo, pois apenas instiga mais um dia de bebedeira, e explora o estereótipo do irlandês beberrão apelando para um símbolo nacional - a cerveja Guinness! "Um St. Patrick Day é o bastante no ano", clamam!

Eu até vejo o ponto deles, mas para defender esta idéia - de banir o Arthur's Day para evitar a bebedeira - teria também que apoiar a idéia de que não se pode vender alcohol barato, e que ~uma cerveja no mercado custe no mínimo €1, e o vinho €5. Ora, se a bebida é barata para ser vendida abaixo deste preço, para que cobtrar mais? Por que não EDUCAR o povo para beber moderadamente? É cultural, tem que mudar!

Boicotar o Arthur's Day porque a Diageo é uma multinacional gananciosa, apoiado! Boicotar para que não haja so conhecidos espetáculos dos beberrões e beberronas pelas ruas da cidade, negativo! Gaste seu dinheiro em campanhas anti-bebidas, proibam propagandas de bebidas na mídia, enfrentem o poderoso e irresponsável lobby do alcohol que não tem interesse nenhum na cura, mas sim na doença. E finalmente, mudem o nome do festival para The Music Day!

E viva a música no Music Day!

Saturday, August 31, 2013

Do Digital, do Analógico e do Envelhecimento

Será que ainda há essa discussão? Provavelmente não: já ficou bem claro que a "qualidade sentimental" dos analógicos é muito mais profunda e tocante. Ao menos tratando-se de música!

E não é que eu queira (re)tomar esta discussão, não. É só que, na minha corriqueira manhã de sábado, lendo os jornais, ouvindo música, etc, dei-me a ouvir ao Trespass, o segundo álbum de estúdio do Genesis, gravado e lançado em 1970. Este foi o único álbum do Gênesis com o baterista John Mayhew, o último com o guitarrista Anthony Phillips, e o primeiro com Phil Collins.

Enfim, ouvindo ao Trespass, no meu "antiguíssimo" (em 2004 era super-moderno e potente) Sony Vaio Portable Music Player de 40GB de HD, ao começar a primeira músic, Looking for Someone, confesso que senti falta do "crack" que costumava ouvir quando tocava o velho Long-Play na velha vitrola:
"(crack) Looking for someo(crack)ne, (... crack... crack...)
I guess I'm do(crack)ing that... (crack)"
Esclarecendo duas coisinhas: primeiro, não, eu não prefiro ouvir o "crack" no meio da música, mesmo que só no comecinho... é só o "charme" do vinyl, entende?!? Segundo, o Sony Vaio Portable Music Player que tenho não é o meu player diário, não! É só uma fase "revival" que estou passando. Eu, como todos os "normais" (!!!), ouço música no celular...

Ok, ok... é mentira! Na verdade só uso o celular de vez em quando. Eu ainda tenho CDs, mais de 1000, por incrível que pareça - e nem vou falar dos LPs... mais de 200! Agora, no Youtube não!!!

Incrível o processo de envelhecimento e seu poder de fazer você se decepcionar com as pessoas, não? Eu atribuo isso não ao que pejorativamente chamam de enrabujecimento do indivíduo, o que acaba sendo cômodo e apropriado - velho rabujento! Eu atribuo, sim, à noção do tempo. E se você tiver sorte, essa noção não será sobre um tempo perdido, mas sim de um tempo que ainda está por vir, e fatalmente, sobre o tempo que não virá! Isso, inevitavelmente, te leva a desconsiderar coisas não tão importantes. Naturalmente, e cada vez mais.

Cada vez entendo mais minha mãe e seus discos de 78 rotações... que Deus a tenha!

Thursday, January 17, 2013

Que mundo é esse, hem?


Cá nas Terras Frias do Norte, que embora não sejam nem tão Norte nem tão frias, tudo é muito mais setentrional do que meridional! Haja frio nessa semana que entra! E para se preparar, melhor mesmo é não ouvir à previsão do tempo!

Previsões à parte, aconteceu o imprevisto: HMV, uma das maiores lojas de CDs e DVDs da Irlanda, está fechando suas portas! E por mais que digam que tal movimento era previsto, vide locadores de DVDs, acho difícil acreditar. Uma questão meramente econômica, é claro, já que na qualidade não dá para comparar um CD com MP3, dá? Mesmo que o bitrate seja de 320! Mas quem aqui está preocupado com qualidade, afinal?!?

E assim vamos, sem questionar a qualidade das coisas, mundo afora, levando nossas vidas ordinárias!

Mudando o assunto mas não o tema - ou vice-versa - vou da indústria da música para a indústria da comida: se alguém ainda duvidava que esses caras não estão nem aí para conosco e nossa saúde, essa é a prova de fogo: acharam carne de cavalo nos hambúrgueres Irlandeses! Também no Reino Unido e na Espanha, embora em menor escala. Níveis de até 29% de carne de cavalo e poucos por centos de carne de porco, num produto onde a embalagem diz "100% Irish Beef!"

No rádio, agora, a discussão é ao redor de que a carne de cavalo, na verdade, é saudável, até mais saudável do que a de vaca, e que em outros países come-se carne de cavalo normalmente, e que o Irlandês deveria deixar o preconceito de lado... Eu até concordo que seja uma coisa cultural, mas não nos esqueçamos que a indústria alimentícia MENTIU a respeito do produto, pelo mero capital: justamente por não ser comercializado como alimento, a carne de cavalo é muito, mas muito mais barata que a de vaca! Pegou? O que mais andariam eles colocando nos alimentos, para salvar algumas moedas? Como disse uma especialista no setor, ela ficou surpresa não de terem achado 29% de carne de cavalo, mas de terem achado 29% de carne!

Assim, não se esqueça, ao pedir seu hambúrguer, se o chapeiro perguntar se você quer ele "à cavalo", pode ser algo diferente do conhecido ovo estalado...

Thursday, December 01, 2011

My (new) black beauty!


Um belíssimo Gibson SG Reissue Bass EB! Para fazer par com minha Les Paul Classic Standard (escondidinha ao lado dele...)

Monday, October 10, 2011

Esqueçam o que escrevi!


Com esta frase, Fernando Henrique Cardoso mandou às favas todo seu passado intelectual, em detrimento às novas doutrinas socio-econômicas a que ele, como Presidente da República, se submetia.

Passada a decepção, o que fazer? Queimar todos os livros de Fernando Henrique! Pois foi o que fiz, lá nos idos de 1997.

Minha grande dúvida agora é se quebro os discos do Bob Dylan! Sim, o grande Bob, o deus do folk pela sua música, o guru pela sua poesia e literatura, e agora também o virtuoso pela sua pintura... já era!

Depois de um show medíocre que assisti de Bob, em 2009 aqui em Dublin, onde Bob entrou mudo e saiu calado - já postei a descepção aqui - Dylantante - Bob não melhorou... aliás, parece que piorou, e os shows vão ficando cada vez mais distantes e irreconhecíveis... será de propósito?

O negócio é que Bob gostou da Irlanda... tanto gostou que dá 2 shows por ano! Ah, quanta inocência! Bob gostou dos euros que os irlandeses generosamente pagam para vê-lo: €60-€90! Para ver aquela merda que ele vem apresentando? Pois lá vem ele de novo, agora com Mark Knofler tira-colo, tentando dar mais credibilidade ao desacreditado ato...

Só digo uma coisa: vai pra casa Bob, vai... e aproveita a aposentadoria!

Friday, June 24, 2011

Rock in opposition de primeira!

Lá no The Guardian chamaram isso de jazz, disseram que mistura Duke Ellington com marcha fúnebre de New Orleans, entre poemas de Federico García Lorca, William Blake e Herman Hesse.

Bem, o cara é um crítico musical, e eu até posso perceber um pouco desses elementos todos em The Cortège, ou O cortejo, mas esta gravação de 1982 de Mike Westbrook tem muito de música de câmara, Varèse, Stravisnky, Bartók, Schoenberg, e mais contemporâneamente lembra Univers Zero, Art Zoyd, Present, Art Bears, Henry Cow... toda a nata do rock in opposition!

Vale muitíssimo ouvir! Tanto pelo jazz, como pelo rock in opposition ou pela música de câmara! Eu ouvi pelo Spotify, e você?

Tuesday, June 07, 2011

Gráinne Duffy – Out Of The Dark


É uma pena que a grande mídia não se interesse por pequenas pérolas. Gráinne Duffy, uma cantora, compositora e guitarrista irlandêsa que lançou seu primeiro álbum, "Out of the Dark", em novembro de 2008, tem recebido ótimas críticas de uma série de revistas de prestígio, e esta semana chegou aos meus ouvidos através de uma matéria tardia no The Sunday Times.

Numa recusa heróica de entrar para o mainstream das grandes gravadoras, ela declarou "tocar o que bem entender". Por sorte, podemos conferir no Deezer o que isso seja...

Monday, February 07, 2011

RIP Gary


Isto é, R.I.P. se a folha de são paulo deixar! Divulgar que "Morre guitarrista britânico Gary Moore" é no mínimo uma ofensa à memória do ilustre, que mal deitou no seu leito eterno e já deve estar se revirando! Embora nascido em Belfast, Robert William Gary Moore mudou-se ainda garoto para Dublin, na ocasião em que se juntou ao Skid Row - grande Skid Row - antes de brilhar no Thin Lizzy.

Só uns poucos jornais americanos noticiaram o fato como "guitarrista britânico"... um descuido - e desrespeito - que esta folha copiou. Nem para copiar notícias de fontes confiáveis serve. Se olhasse os jornais Irlandeses e Britânicos, viria que nenhum deles refere-se a Gary como britânico. Sempre como  Irlandês ou Norte-Irlandês. Com os conflitos ainda à flor da pele aqui na Ilha da Irlanda,  melhor classificar mesmo os separatistas nascidos no norte de Norte-Irlandeses...

Saturday, January 15, 2011

É de perder a cabeça!


É só o que posso dizer sobre este ma-ra-vil-ho-so site/software chamado Spotify (www.spotify.com).

Spotify permite que você ouça música pela internet - o chamado streaming. Permite que você crie e salve suas playlists, compartilhe-as com seus amigos no próprio Spotify ou no Facebook! E todas essas bilhões de músicas estão disponíveis gratuitamente! E se você quiser ir para a versão paga, você pode ouvir música off-line, ou seja, sem uma conexão à internet. Pode até mesmo rodar Spotify do seu iPhone!

A má notícia é que o Spotify só está disponível em alguns países... mas parece ser uma questão de tempo para a boa notícia se espalhar mundo afora! O futuro está no streaming, sem a necessidade de enorme espaço de armazenamento, música, filmes, TV... tudo disponível online, num instante!

Realmente, de perder a cabeça! Por bem, não no sentido literal que o médico francês, dr. Joseph-Ignace Guillotin quis dizer quando sugeriu o uso de um certo aparelho (que viria a ter o seu nome) na aplicação de penas de morte, já que considerava o enforcamento e a decapitação com machado muito "desumanos". Guillotin emprestou o nome ao aparelho, mas não foi o inventor da coisa...  ele apenas sugeriu sua volta na Revolução Francesa como eficiente método de execução humana. O primeiro protótipo da guilhotina para execução humana trazia uma lâmina horizontal, que não raramente não matava a vítima na primeira guilhotinada. Foi um célebre cirurgião da época que preconizou a construção do aparelho com a lâmina oblíqua, sendo ela a única maneira de matar os condenados com certeza e rapidez. Humano... demasiadamentes humano, como diria Nietzsche!

Mas voltando ao streaming, para aqueles que não podem perder a cabeça com o Spotify, podem tentar o Deezer - menos sofisticado mais igualmente revolucionário!

Enjoy!

Tuesday, December 28, 2010

Home Again

David Gilmour - Breathe (Reprise)

Powered by mp3skull.com
Home, home again
I like to be there when I can
When I come in cold and tired
It's good to warm my bones beside the fire

[David Gilmour, Roger Waters, Richard Wright]
A letra acima refere-se à música Breathe (reprise) do Pink Floyd, gravada no álbum The Dark Side of the Moon, mais conhecido entre nós tupiniquins como Prisma. No álbum ela não aparece como uma faixa separada, mas como continuação de Time. Os únicos dois registros da música como faixa independente foram nos discos solos de David Gilmour Remember That Night (2007), e Live in Gdańsk (2008). A curiosidade é que durante as gravações, a princípio, ela seria uma faixa independente e se chamaria Home Again.

Falando em "home again", voltei para casa depois de um certo sufoco nos aeroportos aqui e ali; overbooking, aeroportos fechados devido à nevasca, greve dos aeroviários... mas cheguei! Conforme a letra, cheguei em casa cansado e com frio, mas diferentemente dos pinkifloidianos, não havia lareira para aquecer meus ossos, e nem mesmo o aquecimento central estava funcionando! Resultado: casa fria e água gelada... mas ainda assim, home sweet home!

Friday, October 22, 2010

Enrolhando uma Guinness no Jazz

Eu sei, enrolhar (não enrolar) não é um verbo que a gente saia usando por aí, assim, a torto e a direito... mas hoje eu IRIA "enrolhar uma guinness no jazz" - é o Guinness Cork Jazz Festival, que acontece em Cork neste final de semana. E digo iria hoje, porque perdi o vôo devido a um acidente na M50, a auto-estrada que circunda Dublin. Mas não significa que tenha desistido... tentei o trem - estava muito caro - e o ônibus - o último saiu às 19:00 - sem sucesso.

O que me restava? Uma carona (que infelizmente não rolou) ou o ônibus às 7 da manhã, amanhã... Vou de bus ! Tudo pelo JAZZ...

Charlie Haden e Herbie Hancock que me aguardem!

Wednesday, May 26, 2010

Urbi et Orbi

Quem viu diz que haviam mais de 100 pessoas no local. E considerando o tamanho da parte superior do Whelan's, o lugar estava lotado! Do meu ponto de vista (literalmente de cima do palco) não dava pra ver muita coisa, pois tinha um holofote mirado bem na minha cara! Depois, misturado na platéia pude constatar... O lugar estava LOTADO!

De casa cheia e cheios de energia, o recém-nomeado Wellfish cativou o público de tal forma que, segundo comentários fervorosos colhidos na cena do crime, foram eleitos a melhor performance da noite, melhor que a atração principal - um tal the Shove.

Agora, é só esperar - e rezar! - por outros shows em Dublin, e quem sabe onde mais...

Tuesday, May 25, 2010

Hoje no The Whelan's

É hoje... o primeiro show oficial da banda na nova formação. Embora anunciados como The Buzz, descobrimos esta semana que já tem uma banda escocesa com o mesmo nome, com disco gravado e tudo. Aí mudamos... somos "The Wellfishes"!

A formação é Fergus McGovern (vocals), Trevor Cudden (rhythm guitar & backing vocals), Ciarán MacSamhrain (bass & backing vocals), Louis O'Donoghue (drums) mais este que vos escreve Eduardo Miranda (lead guitar).

No repertório, covers de rock, country e blues. A lista das músicas:
  1. I Want Everything - Cracker
  2. Willin' - Little Feat
  3. Only Time Will Tell - Jimmy Norman
  4. Buy in Bottles - Richard Ashcroft
  5. Tupelo Honey - Van Morrison
  6. True Love Tends To Forget - Bob Dylan
  7. Take Me Down To The Infirmary - Cracker
O Whelan's fica na 25 Wexford Street, em Dublin 2. Fone 01 4780766. A gente deve começar lá pelas 8:30... E como se diz no "show business", hoje nós vamos "quebrar a perna"... as duas!

Saturday, February 27, 2010

O Baile do Simonal


Acontece hoje o Baile do Simonal, lá no Citibank Hall, à partir da 10 horas. O show foi concebido e produzido por Max de Castro e Wilson Simoninha, filhos do cantor Wilson Simonal - dois carinhas da pesada, fazendo um samba'n'drumm'n'bass com uma ginga fantástica!

O repertório do show vai trazer as canções de Simonal dos anos 60 e 70 de Simonal, como Mustang Cor de Sangue, Terezinha, Na Galha do Cajueiro, Meia Volta (Ana Cristina), Sá Marina, País Tropical, Nem Vem Que Não Tem, Lobo Bobo, Balanço Zona Sul, Mamãe Passou Açúcar Em Mim, Está Chegando A Hora, Vesti Azul, Carango, A Tonga da Mironga do Kabuletê, Que Maravilha, Aqui É o País do Futebol, Tributo a Martin Luther King, Meu Limão, Meu Limoeiro, Menininha do Portão e Zazueira. O show também vai contar com a participação de gente bacana como Marcelo D2, Fernanda Abreu e Jair Rodrigues. Ah, e vai ter a participação do babaca do Ed Motta. Ave...

No final do ano passado eles lançaram um CD e um DVD com o resultado de um show no Rio em agosto de 2009, que também reuniu muita gente bacana, como Seu Jorge, Marcelo D2, Os Paralamas do Sucesso, Sandra de Sá, Fernanda Abreu, Orquestra Imperial, Mart'nália os babacas Ed Motta e Caetano Veloso.

Wilson Simonal foi um dos primeiros artistas negros do Brasil a se consagrar. Chegou a dividir o palco com Sarah Vaughan e Stevie Wonder. Regeu certa vez um coral de trinta mil vozes no Maracanãzinho, lançou modas e conquistou platéias com seu talento e carisma... mas teve tudo isso por água abaixo ao ser acusado de "dedo-duro da ditadura", nos anos 70... Uma polêmica que parece que ainda incomoda muita gente, e procura ser resolvida com a absolvição de Simonal, no filme Ninguém Sabe o Duro Que Dei.

Apesar dos babacas, tanto o show de hoje como o CD e o DVD ainda valem muito a pena... é só riscar as faixas do Caetano no CD/DVD, e aproveitar para ir ao banheiro quando o Ed Motta entrar no palco...

O Citybank Hall fica lá na Alameda dos Jamaris, 213 em Moema, conhece? O antigo CIE Music Hall... não? O antigo Direct TV Music Hall, lembra? ... o antigo Palace? Tudo bem... clique aqui.

Info:
Sobre o Simonal: http://pt.wikipedia.org/wiki/Wilson_Simonal
Um cordel legal sobre a babaquice de Caetano: Caetano Veloso: um sujeito alfabetizado, deselegante e preconceituoso.

Sunday, February 14, 2010

play it again, Nils...

Pois é... em pleno fim-de-semana que antecede a terça-feira de carnaval, e nós na Noruega. A aventura começou antes mesmo do embarque, em Dublin, que alias, quase perdemos! A Ryanair com suas exigências quase fantasiosas nos deixou de mal-humor e língua de fora, mas embarcamos...

Passada a primeira aventura da viagem que é o embarque - viajar com a Ruim-Air já é uma aventura - restava o desafio de chegar a tempo ao show. Só depois de comprar o vôo fui ver que os horários eram apertadíssimos... Nils Petter Molvaer e Eivind Aarset começariam a tocar às 20h. Aterrissamos às 19:05 no aeroporto de Sandfjord, e o show era em Fredrikstad, a 90km do aeroporto, com um braço de mar para ser transposto, por ferry.

É claro que perdemos o show! Falha minha que não conferi os horários com atenção... mas valeu a pena. O Valentine's Day (o dia dos namorados daqui) não podia ser melhor, entre paisagens bucólicas, cidadezinhas esquecidas pelo tempo, e a amizade e calor humano dos noruegueses!

Curio: Os preços na Noruega são um absurdo! É bem mais cara que a Irlanda, mas é particularmente cara com tabaco e álcool. Aliás, o negócio das bebidas por lá é controlado pelo governo... o que é muito cômodo, não?

Quanto ao show do Nils Petter Molvaer, só me resta acompanhar o calendário da tour e tentar comparecer em algum outro... terão vários aqui no Reino Unido, e um em Paris... Voilá!

Friday, February 12, 2010

4 dias antes do carnaval...


O Carnaval vem chegando, e com ele, mais uma obrigação... obrigação sim, para carnavalescos e amantes da folia. Para quem não gosta de carnaval, tudo bem, não é obrigatório sair por aí, pulando como louco. Mas para os aficcionados... estes estão compromissados à festa. Simplesmente não podem "não estar afim", não podem acordar mal-humorados, indispostos, afinal carnaval é só uma vez por ano... há que aproveitar!

Quando eu era criançinha, certa vez, liderados por uma tia de um primo de segundo-grau (portanto, ninguém!) me vestiram de Tarzan, e pintaram "xuxu" numa bochecha e "beleza" noutra... Não imaginavam o enorme estrago que estavam causando aqui dentro. Foi um arraso emocional que durou muitos carnavais... mesmo para uma criança de 7, 8 anos de idade.

Já fui da segunda categoria, mas hoje faço parte da primeira. Eu suporto a não-existência do carnaval. No máximo ouço uma marchinha das antigas, coisas de arlequins chorando pelo amor das colombinas, daquele abanar da bandeira branca, por não poder mais de saudades, implorar para que a tristeza vá embora... essas coisas. Tanto que, em pleno carnaval, vou para Fredrikstad, na Noruega, atrás de um show de jazz. Quer mais desapego que isso?

Wednesday, February 03, 2010

meio sem tempo

Em tempos de TUDA não tenho muito tempo para outras coisas... mas como amanhã vamos ensaiar e estamos querendo montar um repertório novo, mais voltado para uptempo country (?) e downtempo pop (??), ouvir música é uma "obrigação de todos os dias.

E neste espírito, procurando coisas novas para tocar, achei estas aqui...

Wednesday, January 27, 2010

êta sujeito de sorte!


Como tem gente desinformada, não? E pior do que desinformada, são passadoras de informação distorcida... errada mesmo! Ficam aí creditando a Belchior os versos da música Sujeito de Sorte,? Ele pode ter feito toda a letra, mas os versos "Ano passado morri, mas esse ano eu não morro" ele pegou de Zé Limeira e se esqueceu de citar a fonte - como chama isso? Roubo?!?

Só porque ele, Belchior ROUBOU os versos de Zé Limeira, poeta paraibano que ao lado dos irmãos Lourival, Dimas e Otacílio Batista, José Alves Sobrinho e outros, formou a fina flor do repente, não quer dizer que é um mau poeta... é um poeta mau - descarado. Pois não dizem por aí que nada se cria, tudo se copia?

Zé Limeira cantou lá em Catingueira, antes de Piancó e depois de Misericórdia, pra todo mundo que estivesse vivo e de ouvidos bem abertos:
"Eu já cantei no Recife,
Dentro do Pronto Socorro,
Ganhei duzentos mil réis,
Comprei duzentos cachorro,
Morri no ano passado,
Mas esse ano eu não morro".
Viu quem quis ver. Belchior não estava lá, ou se estava, achou que ninguém mais estivesse e que poderia capturar os versos assim indiscriminadamente.
"No tempo do Padre Eterno
Getúlio já governava,
Prantava feijão e fava
Quando tinha bom inverno
Naquele tempo moderno
São João viajou pra cá,
Dom Pedro correu pra lá,
Escanchado num tratô...
Canta, canta, cantadô
Que teu destino é cantá."
"Na corrida de mourão
Quem corre mais é quem ganha,
São Thomé vendia banha
Na fogueira de São João...
Foi na guerra do Japão
Que se deu essa ingrizia,
Camonge quage morria
Da greguena berra-berra ,
Quem se morre é quem se enterra
Adeus, até outro dia"

Monday, October 05, 2009

passou mercedes...

Mercedes Sosa se foi. Como disse Plinio de Aguiar, o mundo fica menor, menos sensível. Pablo Milanés e Mercedes em "Años", uma das mais belas canções da América Latina. Uma das coisas mais incríveis criadas pela contraditória espécie humana. Não dá pra ficar tranquilo.

Que triste notícia! Me lembro com se fosse ontem, ao ouvir Años pela primeira vez, já tardiamente nas vozes de Mercedes e Fagner, que algo me tocou à flor da pele naquele ano de 81... e me tocou de duas maneiras: primeiro pela música, uma coisa já inevitável em minha vida, depois pela língua: o que era aquilo que ora eu entendia ora não? Que magia, que ginga, que mistérios me traziam aquele arrastar diferente e místico? Despertou algo de curiosidade em mim que carregaria para sempre comigo.

Proponho um pequeno luto aqui...

Wednesday, September 16, 2009

mal das pernas


Depois que encontraram o Belchior - ou ele se deixou encontrar - o que fica na memória do povo é que ele está passando por dificuldades financeiras. É sabido - depois das reportagens todas, inclusive no The Guardian inglês, que não é um tablóide, mas um jornal de peso - que o cantor não andava bem das pernas... as financeiras! Estar no Uruguai num projeto musical... hum, soa estranho, mas e daí? Problema dele, não? Dizem que ele deixou o carro no Aeroporto de Congonhas, e agora vai ter que bendê-lo pra pagar a conta do estacionamento...

Bem, espero que dessa história toda Belchior saia com um disco novo, em português ou em espanhol, tanto faz, contanto que mantenha a mesma qualidade de sempre...