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Saturday, December 23, 2017

colhões, é preciso!


Ter colhões nada mais é do que ter coragem. Expressão sexista, é verdade, pois mulheres não tem colhões. E como lá na Terrinha de Portugália tudo é mais civilizado, eles dizem que és "um homem de tomates!", o que soa bem menos chulo e sexista. Mas para as mulheres, dizem que és "uma mulher de cona funda"! Vai entender...

Falo de colhões, tomates e conas porque sempre que tenho uma idéia literária que não é propriamente desenvolvida, geralmente devido à falta de tempo, acabo me pergurtando quando é que vou tomar vergonha na cara (ou ter colhões!) e me dedicar à literatura em tempo integral! Trocar a comodidade e a segurança da féria mensal pela incerteza da literatura? É... precisa de muito colhão para viver de literatura, e muito mais para morrer de literatura! Assim, por enquanto vou passando...



Mas é natal afinal, e novamente. Ainda bem! Significa que sobrevivi mais um ano! Ao mesmo tempo, começa tudo de novo, o mesmo ovo, do mesmo cu sujo da mesma galinha de ouro... o tal Consumismo, aquele Senhor das Terras Distantes, refinadíssimo, que nos encara com seus olhos de fornalha, seus brincos de tortura e seus colares de acorrentes, que nesta época do ano se veste de papai noel, e sobrevoa o abismo vertiginoso do consumo despropositado.

Friday, December 23, 2016

Ho... Ho.. Ho.

Papai Noel velho batuta, rejeita os miseráveis. Eu quero matá-lo, aquele porco capitalista. Presenteia os ricos. Cospe nos pobres! Mas um dia vamos sequestrá-lo e vamos matá-lo. Porque aqui não existe natal.
Garotos Podres, in “Papai Noel Velho Batuta” (1985).

Na verdade a música se chamava Papai Noel Filho da Puta, mas a censura não permitiu...

Um pouco menos do que Mao, mas desde de muito também sou indiferente ao natal. Acho que foi depois de ver o amigo do meu tio, que se vestia de papai noel na noite de natal, comendo gulosamente na mesa de jantar, ao entrar lá de surpresa... Vê-lo tentar por a barba durante uma garfada de macarrão e perú matou meus sonhos natalinos... de alguma forma.

Também padeço de uma indignação com o consumismo desenfreado e o aspecto econômico da data, sem falar das decorações de mal-gosto, dos compromissos que nos impomos, das mesmas músicas tocando em todo lugar... É a época do ano caracterizada pelos excessos justificados. O comércio entupido, os consumidores se acotovelando pelo último exemplar de uma besteira qualquer, a comilança - mesa natalina é uma exceção à regra, pois a glutonia é permitida uma vez por ano!

"Azia? Epocler!"

(...)
E um grande mar de emoção ouvia-se dentro de mim...
Sou nada...
Sou uma ficção...
Que ando eu a querer de mim ou de tudo neste mundo?
(...)
"Se eu não tivesse a caridade..."
Meu Deus, e eu que não tenho a caridade!

É, seu Álvaro de Campos, se não fosse o Joãozinho querendo escrever cartinha pro Papai Noel (Inc.), sei não... E quando ele descobrir que Papai Noel não passa de uma marca empossada por uma mega-empresa multi-planetária, e que a fábrica de brinquedos não é mais no polo norte, mas foi relocada para China e Índia por motivos financeiros? Que decepção...

A melhor coisa que se pode fazer é plantar a consciência e o bom exemplo nas crianças: filhos e filhas, sobrinhos e sobrinhas, afilhados e afilhadas, netos e netas, e toda outra criança que você puder, porque mudando a coisa lá no comecinho, a tendência é de não mudar nunca! Então nesse natal, tenha uma pausa consciente e refletiva, e tente passar essa consciência para os seus. Se todos fizerem, a gente chega... se não lá, pelo menos perto!

<8¬]=
Ho... Ho.. Ho.

Wednesday, December 24, 2014

Um estado de espírito

... ou Uma Oportunidade de Negócio


Seria o Natal um estado de espírito? Antes fosse...

Estado de espírito, ou em que estado seu espirito se encontra. As faculdades mentais do homem, em contraposição à parte física, à carne: "Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca." (Evangelho de São Mateus, 26, 41).

Já era, camaradinha! O que deveria ser uma celebração cristã, e para os não-cristãos ao menos uma oportunidade de cultivar atitudes altruístas, transformou-se uma simples data de comércio, incentivado por apelos consumistas.

Mas quem liga? É isso mesmo - NINGUÉM!

Calhei de estar no Brasil nesta época. Na TV - expressão máxima da condição e condução humana - os neo-messias anunciam aos pregões sobre a apocalíptica salvação que o desprendimento financeiro proporciona. Desprendimento financeiro dos fiéis seguidores - não dos pastores. A nova Religião do Consumismo também briga por fiéis, só que de maneira muito mais sofisticada do que o puro messianismo: eles entram na sua mentem, literalmente, e fazem você acreditar que precisa daquilo que não precisa. Poderosíssimos manipuladores de vontades alheias, fazem-no consumir com compaixão: presentes para a família, para os amigos, para os colegas de trabalho... quanto mais presentes, mais natalino você se torna.

De onde veio isso?!? Na Europa também se consome, mas não assim! Dos EUA, provavelmente... tudo de mal acusamos os EUA! Mas tudo de bom também lhes creditamos... como a fábula de Esopo sobre a língua: o pior e o melhor do homem.

Aqui se discute mulher levando cantada obscena nas ruas! Coisa cultural que ninguém entende! Tem gente que culpa a mulher de ser bonita e "provocar", por isso leva cantada! Elas ficam indignadas, e com razão, mas ao mesmo tempo classificam as cantadas: se partir de um gatinho, é elogio; se partir de um feioso, é assédio! E as propagandas de cerveja?!? Não se respeita mulher neste país... e elas hora gostam disso, hora abominam. Tem que se posicionar, senão ninguém entende nada mesmo!

Mas falando de paz, que é o que realmente importa, ao lado da saúde, tenho mesmo saudades daqueles Domingos de ruas desertas no bairro, a cidade, qualquer cidade praticamente deserta... Domingos de comércio fechado, transporte público rareado ou parado, sentar-se na calçada após o almoço e jogar conversa fora com os vizinhos, até o fim da tarde... Hoje tem gente que nem conversar conversa mais! É só computador, tablet e celular! E pior que essa incomunicabilidade, é estarmos todos condenados a ler a Veja, com suas idéias feitas disfarçadas de notícias, com seus interesses propagandísticos e manipulativos, tal qual os neo-messias e os invasores de mentes! E tem gente que acredita que aquilo é jornalismo! Primeiro que notícia velha não é notícia, é história. E a Veja é a Illuminati da mídia, com seu despotismo esclarecido! Leu a Veja? Azar seu!

É isso! Que o Natal lhe seja feliz, quando lhe vier. Enquanto isso, corre lá abrir sua felicidade, segundo a Coca-Cola!
"O que foi felicidade, me mata agora de saudade
Velhos tempos, belos dias
"
Esse é o Rei...

Thursday, December 26, 2013

Nos velhos tempos...


Entre os vários rituais pagãos que acabaram fazendo parte do Natal, um deles, queimar o tronco de Yule (do nórdico antigo Jōl, hoje em inglês moderno, sinônimo de natal, época natalina), simbolizava a continuidade da sorte ao longo do ano. Os druídas costumavam mantê-lo aceso por 12 dias durante o solstício de inverno (por volta de 22 de Dezembro), e parte do tronco era guardado para a chama inicial que iria acender o tronco do ano seguinte. Os vikings esculpiam runas (inscrições antigas) nas toras e pediam aos deuses para afastarem o indesejado; geralmente a má sorte e a desonra, grandes valores da época.

Ninguém crê muito na sorte hoje em dia. E honra, nesta floresta de pedra da modernidade, muita gente nem sabe o que é, ou distorceu o sentido... e aquele princípio de conduta pessoal fundamentado na ética, honestidade, dignindade e coragem, entre outros, hoje são considerados virtuosidades! Aquele conjunto de normas, princípios e padrões sociais, amplamente aceitos e mantidos por indivíduos, para o bem de uma sociedade, que se bem me lembro dos valores que mamãe e papai me ensinaram, a honra já estava lá... mas parece que não mais.


Mizaru Kikazaru Iwazaru

Os Três Macacos Sábios é uma lenda japonesa. Eles são uma máxima pictórica que encarna o princípio proverbial "não veja nenhum mal, não ouça nenhum mal, não fale mal", mas no mundo ocidental, a frase é muitas vezes erroneamente usada para se referir àqueles que dão as costas para problemas.

Se uma coisa só fizéssemos, que fosse o que representam os três macacos sábios, aqui muito melhor representados...

Saturday, December 21, 2013

Outro tesouro

Já disse nesse espaço que tempo era um luxo - e ainda é! Eu, exemplo vivo, que o diga! Blogar, escrever, tocar... atividades que tanto gosto, estão ficando cada vez mais esparsas...

Mas há um outro tesouro, uma outra riqueza, que sempre que acho que tenho a graça de possuir, percebo que algo me falta, pois assim que alguém diz "eu tenho", já é o sinal de sua falta.

Humildade!

Entre tantos tesouros - saúde, tempo, bom-senso, sabedoria, sensibilidade - talvez a humildade seja o mais valioso de todos, e consequentemente o mais difícil de obter-se, devido ao intríseco poder de repulsão que ela possui.

Incrível o poder inverso que a humildade exerce nas pessoas: quanto mais humilde alguém se mostra, se apresenta, mais falta humildade no outro, próximo ou distante. É como se a humildade, não humilde ela mesma, não suportasse a convivência com outra de sua própria espécie, e travam então uma batalha de nervos, onde apenas uma delas acaba vencendo e botando a outra pra correr!

E se você for o azarado da humildade derrotada, só lhe restará rezar, camaradinha, para que um resquício qualquer de bom-senso o desperte da arrogância alucinada na qual você provavelmente estará atolado, a discursar absurdos cheio de propriedades, e com um pouco de sorte, você se retrairá a tempo de salvar um pouco de dignidade...

Rara e cara, desejada e difícil de se obter, e mesmo quando está disponível, acaba-se não tendo! E se de algo me falto, também me alimento, que a pele é a melhor escola - tudo que se sente na pele, sente-se mais; tudo o que se aprende pela pele, nos marca mais!

Wednesday, December 26, 2012

morreu quem?


Dona Canô mesmo, certa vez, questionou o que essa mídia toda queria com ela. Não sou famosa, dizia. Verdade... famosos são dois filhos dela. Ninguém se lembra de Claudionor Viana Teles Velloso, mãe de Clara Maria, Rodrigo, Roberto, Irene ou Mabel, mas todos sofreram tal qual Caetano e Maria B.

Partir no dia de Natal deve ser muito triste para os que ficam... Eu me lembro de minha avó partindo num 22 de Dezembro. Naquele ano, o Natal foi muito triste... e continuou sendo por alguns anos!

Neste que partiu Dona Canô, partiu também Dona Elza, bem menos popular e conhecida. Talvez seja por seus filhos, Eduardo e Alessandro, não serem tão famosos como Caetano e Maria B... mas eles sentem igualzinho.

Monday, December 24, 2012

13

At the Spinning Wheel

Entra ano, sai ano, é sempre a mesma ladainha:
feliz natal, próspero ano novo, coisa e tal,
e tudo isso que está aí não é culpa minha...

Seja pelo nascimento de Jesus, pelo fim da opressão religiosa, ou por outro motivo qualquer, sempre tenha em mente a calma e a tranquilidade, que sem pensar não se chega nem na esquina. E pensar, atividade privilegiada dos humanos, por vezes é deixada de lado, até mesmo nos pequenos gestos, nas pequenas desculpas, disfarçadas de preguiça ou falta de tempo.

Assim, as recomendações de sempre, que embora soem vazias, são sinceras: paz, saúde, felicidades, etc, etc. Não queira mais do que pode, pois você pode acabar podendo mais do que aguenta, e terá que aguentar mais do que suporta, e aí, camaradinha, pode ter que suportar além do seu limite...

Pense simples, busque uma vida menos ordinária, levante a cabeça acima da massa, mas levante-a com convição e propriedade, que mesmo que ninguém lhe entenda, se houver sinceridade e certezas não-absolutas, se tiver mais ouvidos do que bocas, consideração com os outros, humildade e solidariedade, sem muitas distrações nem banalidades, muita curiosidade sadia, vontade de crescer e ir atrás das coisas que realmente importam, já é meio caminho andado... e aí só falta mesmo uma coisa: sabedoria para distinguir o que realmente vale a pena! E acredite, não é fácil...

Tenha um Natal na sua justa medida, e que 2013 lhe seja leve...

Saturday, December 22, 2012

e já que aqui estamos...


... ou apenas mais um natal
Fazia tempo que não postava assim, com dois títulos, e de repente... 2 posts seguidos!

Inspiracional!

Mas o "e já que aqui estamos" refere-se ao fim do mundo segundo o calendário Maia, que obviamente não veio. Pode ter vindo para uns, que morreram no dia e, dependendo do tipo da passagem que compraram para a eternidade, podem ter levado junto a impressão de que a passagem fora presente dos Maias... foi não. Todo o resto ainda cá está.

Alguns apostam que os Maias, em sua sabedoria, apenas se equivocaram um pouquinho nos cálculos, complicadíssimos para a época, de dias, mêses com 30 ou 31 dias, anos bissextos ou não, e que o fim está próximo - semanas, meses, anos.

"Apenas mais um natal", adivinhem...

Friday, December 23, 2011

A Privatização do Natal

Foi-se o tempo em que Papai Noel recebia – e lia – todas as cartas pessoalmente! Esse tempo, camaradinha, já era, não existe mais! Deixou de ser verdade quando a esperaça do mundo foi trocada por um punhado de tostões numa operação esconsa qualquer, entre duas partes gananciosas o bastante para não considerarem as consequências alheias. Hoje em dia, Papai Noel não passa de uma marca, empossada por uma mega-empresa multi-planetária. E o bom velhinho, coitado… só não morreu porque é imortal – talvez essa sua grande sina; gerente de projeto da fábrica de brinquedos no polo norte (com filiais na China e na Índia), vive estressado, parecendo um zumbi, vai contra suas crenças, nega tudo o que anteriormente pregou... uma lástima! Hoje em dia, são tantas cartas, emails, Facebook, Twitter, Bebo, Google+, Orkut... que tudo é sistematicamente escaneado e interpretado por processos eletrônico! São milhões e milhões de pedidos que a produção da fábrica vem causando um desastre ecológico irreparável na calota polar!

Mas não é tudo... os Elfos também não são mais os mesmos. Nada restou das doces e alegres criaturas que conheciamos. Com o aumento da carga de trabalho em quantidades maltusianas, os pobres elfos não davam mais conta do recado, e tiveram que ser multiplicados através de técnicas rudimentares de clonagem, que por não estarem plenamente desenvolvidas acabaram por criar verdadeiras aberrações da natureza! Logo que nascem são submetidos ao trabalho, e quando atingem a pré-adolescência e começam a ter consciência da condição abominável em que se encontram, muitos deles simplesmente abandonam seus postos de trabalho e saem a vagar sem rumo pelas terras geladas do polo. Com sorte, morrem de frio, mas geralmente são devorados pelas renas assassínas – sim, as renas também sofreram os malefícios do meio; por serem consideradas obsoletas, foram trocadas por jatos supersônicos; abandonadas e sem terem como sobreviver, acabaram se tornando perigossísimos carnívoros predadores.

Pode ser difícil de acreditar que a situação tenha chegado a esse ponto, mas é a pura verdade! Informação recebida de fonte de confiança, diretamente infiltrada nos esquemas maléficos da Papai Noel Inc. – embora omitam o “Inc.” de toda divulgação oficial e apresentem-se apenas como Papai Noel.

Essa é a verdade, camaradinha... e a melhor coisa que você faz é plantar a consciência e o bom exemplo nas suas crianças; filhos e filhas, sobrinhos e sobrinhas, afilhados e afilhadas, netos e netas, e toda outra criança que você puder, porque se não mudarmos a coisa lá no comecinho, a tendência é de não mudarmos nunca!

Então nesse natal, não vá às compras! Não compre por impulso! Não consuma pela época do ano! Tenha uma pausa consciente e refletiva, e tente passar essa consciência para os seus. Se todos fizerem, a gente chega... se não lá, pelo menos perto!

Tenha um Natal feliz...

Friday, December 24, 2010

Seu José

Ella Fitzgerald/Frank DeVol & His Orchestra - Good Morning Blues

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Agora que todos sabem que papai noel não existe, como as mamães incentivarão seus diabinhos a serem bonzinhos?
não tem jeito não  sua conduta moral só depende  do seu caráter e do que você carrega em seu coração  não adianta se esconder atrás do manto da fé  que seu temor a um deus qualquer que seja não te salvará do inferno da sua consciência se você não se render moralmente  faça o bem por querer não por dever  não faça o mal por convicção moral e não por temor ou consequencias legais  senão tudo se baseará no que os outros determinam e não por você  lembre-se também que o dinheiro não compra felicidade  nem sua nem alheia mas ainda sim que seja encontrado o espírito natalino que pra amenizar um pouco ele serve pena  não durar mais que um dia tenha um feliz natal  mais consciencioso  e menos consumista  tá  falado.

Thursday, December 24, 2009

É Hoje...


É amanhã, na verdade, mas começa hoje... a festança! Bebida pra cá e pra lá, comida pra lá e pra cá, "boas festas" acompanhado de um tapinha nas costas, mas poucos realmente falam da boca pra dentro. Aliás, a arte (?) de falar da boca pra fora é algo muito comum entre o bicho-homem - começando pela casta dirigente, que, reis da artimanha e da ardileza, transformam-se em paradigmas - causa e conseqüência do malogro da patuléia.

Mas se são de solidariedade os tempos, de compaixão e amor ao próximo, por que não damos justamente aquilo que pregamos? Por que ainda viramos as costas a um pedinte, pra depois sentirmos pena? Se não adianta dar esmolas, esmolar também não vai fazê-lo menos miserável, ele mesmo sabe disso, mas pode salvar o dia - seja para um prato de comida, seja para um trago de pinga... alguém aí vai julgar?!? Porque o que incomoda é a presença... ah, se pudéssemos simplesmente eliminá-los! Sim, a eliminação é possível, e de maneira humana! Sua arma, camarada, é a consciência - igualmente toda força e toda fraqueza do homem.

Por isso, enquanto estiver se empaturrando de perú e cerveja, não precisa pensar que tem gente remexendo o lixo e morrendo de fome não... seria muito hipócrita, e de hipocrisia a humanidade já está cheia. Quando estiver desejando boas festas, saúde e paz, prosperidade e harmonia, não precisa nem se esforçar em realmente desejar isso - eu sei, é difícil...

A fórmula é simples:
  1. Faça a sua parte
    a consciência é uma entidade individual. Opere-a por si mesmo
  2. Preste atenção no que faz
    um hábito ruim, embora sempre tenha sido feito, não está lá desde o início dos tempos, e pode ser mudado
  3. Pense bem
    a grande vantagem do ser-humano é sua capacidade de pensar, só que como tudo, requer treino... então TREINE MUITO, e fuja das coisas que não querem que você treine
  4. Espelhe-se
    se não quer pra você, não deseje para o outro
Fora isso, o resto você já sabe: feliz natal, próspero ano novo, muita paz, muita saúde, pra você e pra sua família, que o novo ano seja repleto de paz, amor e harmonia, que nossos políticos sejam mais honestos, que o lula tire o diploma do primeiro grau, que o obama plante grana aqui no quintal, que a educação se instaure magicamente no povo brasileiro, que a tv seja extingüida num futuro muito próximo, etc etc etc...

Wednesday, December 24, 2008

nicolaus

"Tenho penado bastante
tenho sofrido pra cachorro
o ano passado eu morri
mas este ano eu não morro"
[Zé Limeira, o poeta do absurdo]


deesta terra desólada
éra só iço meesmo qe restaara :
ë alghuü lugar d’ mumdo
é oora d ijrse
ë alghuü lugar d’ mumdo
é oora d seerse
– signaes deesta y d’outras modernaijdades :
nhuü mumdo redomdo
d’ooras redomdas ,
falhame señr que valhote amen
– agora y na ora d’ noosa bem tardia ora ...

y neeste novvu anno
qe sy approçima y açerca ,
aqui o alli , ao norte o sul ,
ao eeste o oeste ,
qe os Noéis nos sejamm gentijs ,
poijs huü homeë se vae
)in memoria(

emcuamto ooutro homeë se fijca
qe é como averija de seer :
y asy só , todo o mauu casy nõ se apercebe ,
neë tampoco se pod' ijmpedjr .

o< [¦¬]==
oh, oh, oh
& felizannonovodenovo &
> 2oo8 - 2oo9 <

açyno eduardo miranda
deeste porto seguro d' Ijlha d' Eire,
oje, qvartª fejira, vijgesº qvartº dija do dezº-segº mez deeste Anno-Domijnij d MMVIII.

Friday, December 21, 2007

xmas & nuyear

Dizem que sou louco / por subir no pé de coco
pra pegar o coco / descer com o coco
do pé do coco / e abrir o coco
pra saber se o coco / é oco.
( anônimo, em 'Pequeno Livro dos Despautérios e das Causas Perdidas do Povo do Norte-Leste Brasileiro’, 1757,)

é só iço que ouuerã :

emcoantu aijmda algo d nos meesmos nos falta,

é como averija de seer: nõ podemos dijzer que

ouro o prata nõ teemnhä nenhuüm' ijmportãcia

) ë seer, por seer, com seer ( neesta modernaijdade :

emtam dijguo falhame señr, que valhote, amen

- agora y na ora d mijnha ora . . .


Y neeste novu anno que sy açerca,

que a terra sejanos leve mas nosas oras lomgas . . .

que a gamnãçija nõ ademtre muijto em nossos corações

poijs huü pouco só - y asy só -

casy nõ se apercebe,

- neë tampoco se pod' ijmpedjr.


Y que a paz faça morada na memte dos homeës de maas uontades,

porque os de booas uontades ja a tem!



o<[¦¬]==
oh, oh, oh
& felizannonovodenovo &
> 2oo7, 2oismileoit8 <
asyno eduardo miranda
deste porto seguro d' jlha d' Eire,
oje, sestª feira, vjgesº prjmerº dija d dezº-segº mez deeste Anno-Domijnij d MMVII .

Sunday, December 25, 2005

dezembro, oh dezembro...
já cedo veio
e de novo vem só,
só para me lembrar:

"Olha pra trás, olha!
e vê se te vês
a fazer coisas
que disseste que farias... "


<8¬]=
oh oh oh

merry christmas...
eduardo miranda
12-2oo5