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Wednesday, September 11, 2013

Se eu quisesse falar, eu diria...

... diria que o Cork Jazz Festival que vai acontecer em Outubro aqui na Irlanda - em Cork, é claro - tem muita coisa boa, mas que não classificaria de jazz... pouco importa, eu vou! Vou para o genial Bugge Wesseltoft, que se ficar só no piano confesso que vai me fazer pescar. Vou para o veteraníssimo Billy Cobham, e para não passar o domingo em negro, vou de dobradinha Mingus Big Band / Snarky Puppy. Vamos ver no que dá...

... diria que o os ataques químicos na Síria são repulsivos, e que isto sim justificaria uma intervenção da ONU no país, no combate de crimes contra a humanidade... só que ninguém percebe (será?) que a merda toda está fedendo porque os EUA se acham os moderadores do mundo, e decidiram que a Síria precisa ser democrática, então para derrubar o regime em vigor, decidiram ajudar um bando de guerrilheiros mercenários na missão, e molharam a mão dos caras com armas, e agora que a bandidagem conseguiu o que queria, querem mais que a tal da democracia se foda, e partiram para o que interessa a eles, matança em massa. E qualquer semelhança com a ajuda à Al-Qaeda no combate com os russos nos anos 80, ou a invasão do Iraque para preensão de supostas armas químicas, a intervenção no Egito, na Líbia... pura coincidências!

... diria também que o Brasil, nessa inflação reprimida, vai longe... bem longe do caminho do desenvolvimento sustentado! E cada vez mais longe da consciência do povo - ou é a consciência do povo que anda se afastando... já que aprendeu a comprar à prazo mas ainda não sabe usar a caderneta!

Aff...

Sunday, September 18, 2011

patriotismo burro

Saiu esta semana uma biografia não autorizada de Sarah Palin, a potencial candidata a presidência dos Estados Unidos pelo Tea Party, a direita-burra estadosunidense! Nesta biografia, o autor Joe McGinnis revela que Palin, que vive apregoando exacerbados valores morais e familiares, fumou maconha na universidade, cheirou coca com o marido e amigos, e teve um caso - ainda que relâmpago - com o sócio do marido. Verdade ou mentira, pouco importa. A relevância que o passado pessoal tem na hora do voto é o que conta... ou melhor, é o que não deveria contar. Se mesmo um países menos neurótico e imbecilizado - vide caso Lula x Collor em 1988, quando o filho ilegítimo de Lula foi fator definitivo nas eleições - tais revelações "bombásticas" funcionam como favas ao gado, imagine nos EUA, onde o patriotismo americano é tão forte e presente, que tal povo, representado por uma certa facção política (o tal do Tea Party) é capaz de votar contra tudo o que Obama proponha, mesmo sendo claramente bom para o país e para o povo!

Isso sim é patriotismo, não! E qualquer semelhança com manobras políticas de um certo país tupiniquim, podes crer... é mera coincidência!

Sunday, September 11, 2011

110911


Dez anos do famigerado 911 - "nine-eleven" (devido ao modo como os americanos notam datas, mês-dia-ano) - o covardehorrendoterrível atentado de 11 de Setembro de 2001. Na ocasião, bem me lembro, estava no datacentre do Citibank, e por volta do meio-dia, 1 da tarde, recebemos a notícia. Fomos todos na sala de operações acompanhar as imagens, quase inacreditáveis, pela telinha. Fomos mandados para casa naquele dia, pois o Citibank, como todas as outras empresas americanas mundo afora, cerraram suas portas com medo de atentados... seria o primeiro sinal de vitória do terrorismo sobre o mundo-livre!

Tanto se falou na época, tão explorado foi o tema que parece que nada mais precisa ser falado. A mudança dos paradigmas, a divisão do mundo, o fim da liberdade... especulações não faltaram, umas reais, outras sensacionalistas, como tudo na imprensa. Na época eu não tinha um blog - uma tecnologia que ainda gatinhava - mas lembro das discussões acirradas sobre o assunto... inclusive um conhecido, ex-amigo, poeta, acreditou ter escrito o poema definitivo sobre o 911. Desnecessário dizer que apenas ele e talvez a namoradinha da época acharam o poema genial. Coisa de publicitário...

Rancores à parte, falar sobre o 911 no 110911 pareceu-me, à princípio, mero oportunismo. Ainda mais considerando-se todo o alvoroço americano - e de certa forma europeu - em torno da data: "aberturta" do Marco Zero e visita do presidente Obama e do ex-presidente "Dábliu" Bush, debates da situação Árabe-Americana, ampla cobertura da mídia escrita, falada e olhada... just too much!

Porém (dizem os puristas ser errado começar um parágrafo com porém, mas depois de Paulinho da Viola, é liberdade poética), convém lembrar as pequenas coisas, como bem lembrou Conor O'Clery, correspondente internacional do Irish Times que morava em Manhattan na época. Eu já conhecia Manhattan e as Torres Gêmeas de minha primeira visita a Nova Iorque em 1995. Revisitei-as em 1998 e 1999, para depois visitar o que restou delas em 2002, ocasião em que fazia um treinamento em Nova Iorque, pertinho do Marco Zero... e estar lá sem as torres foi no mínimo estranho. Além do óbvio - o horror do ato e suas consequências - as tais da pequenas coisas que as pessoas que conviveram na área sentiram, a imensa área de conveniência que era embaixo das Torres Gêmeas, as inúmeras bancas de jornais, os cafés, desde Starbucks até lojinhas administradas por famílias, com bagels fresquinhos todas as manhãs, aquele cafezinho caseiro, sem falar nos barbeiros, cabelereiros, chaveiros, engraxates, mercadinhos, pequenos restaurantes... um pedaço de história para cada frequentador diário daquele World Trade Center... e eu apenas convivi algumas semanas em esparsas visitas!

Assim, camaradinha, nesse 110911, ao invés de consumir toda essa super-produção que a mídia vai te empurrar goela abaixo, na TV, no rádio e nos jornais, tente se lembrar das pequenas coisas... aquelas aparentemente irrelevantes, ou inexpressivas, ou mesmo insignificantes, que no fundo fazem a diferença, simplesmente por te lembrarem que você está vivo para observá-las!

Friday, May 06, 2011

Pegaram mesmo o Osama


Finalmente "os do lado de lá" confirmaram a morte do Bin Laden. Relutantes, condenavam os "infiéis" que de cara acreditaram nos ianques... mas hoje pela manhã engoliram sua crença e confirmaram a morte do chefe-mor e mentor do 9/11.

E tem gente falando por aí e por aqui que a morte de Osaminha não muda nada no cenário mundial do terror! Que Osaminha era apenas um "símbolo", uma idéia, como se muito mais do que uma idéia fosse preciso para aterrorizar o mundo todo, se apenas a possibilidade de que estejam planejando um ataque já não seja suficiente para tirar o sossego muita gente!

O problema é que em termos de terrorista, Osama Bin Laden era a celebridade do momento, e como toda celebridade, atrai atenção, notícias e popularidade... a guerra contra o terror que o bushinho iniciou terá agora que direcionar seus holofotes para algum outro lugar, e, busca de outra celebridade para condenar!

Sunday, February 06, 2011

Essa direita...


Algumas coisas andam acontecendo no mundo, como sempre... por mais que se tente ficar  alienado das coisas, numa posição confortável, desligado dos acontecimentos, tentando assim importar-se apenas com aquilo que realmente te atinge quando te atingir, há coisas que não há como não serem ouvidas. O Egito, por exemplo... uma baita mudança se anuncia, que não se pode simplesmente não-olhar naquela direção. E a pergunta que se impõe é: seria essa rebelião uma rebelião laica ou um complô islâmico contra o ocidente?

Os europeus andam meio que "em cima do muro" na questão egípcia. Ora, se os europeus aplaudiram a queda do Muro de Berlin e comemoram a vitória da democracia no Leste europeu, porque desconfiariam da sociedade civil árabe? Seria por ser uma cultura totalmente diferente da ocidental, ou seria pelo fato de que, como em todo grupo, partido, governo, ou mera aglomeração humana, sempre há os que se apegam com unhas e dentes à suas causas, mas também há os que simplesmente aproveitam os holofotes para outros interesses?

A Europa é um grande bloco, com objetivos muito além de simples conflitos governamentais, ou incertezas quanto a regimes políticos. Não cabe a ela decidir o que é melhor para o Egito. Europa não são os Estados Unidos. Os EUA sim, metem seu grande nariz no negócio dos outros quando não são chamados. À Europa cabe apoiar e acolher, meramente, quando o povo - através de representação legítima - souber o que quer.

Pois bem, por incrível que pareça, há quem ache a questão egípcia não passa de uma luta organizada contra o ocidente - sendo, nesse contexto, ocidente definido como a representação branco-católica-americana. E claro, essa idéia absurda só pode ter se originado numa cabeça branca-cristã americana - categoria em que não me encaixo... não que ser branco ou cristão seja algo ruim. Aqui, é só uma infelicidade!

Da mesma maneira que há gentes que dizem-se saudosos da ditadura militar brasileira (O quê?!?!? - Sim, é verdade!!! - Não... - Sim... - Não acredito que... - Pois acredite, camaradinha, tem gente doida para ter os milicos de volta no poder! - Mas e todas aquelas torturas, cassações, assassinatos, coerções... - Pois é, mesmo assim... - Mas como?!?!? - Pois é...) há gente que sente falta de regimes ditadores em vários outros lugares do mundo! Inclusive o Egito! É a mesma inversão de valores que a moralidade bushiana sempre impôs mundo afora, abonada pelos ultra-direitistas americanos, que acham que liberdade se limita ao direito de não assistir aos comerciais entre a primeira e a segunda edição do jornal das 8...

Opinar todo mundo opina. Principalmente a direita americana, que na falta do que fazer se empenha em achar um suposto documento de Obama, onde conste o nome do hospital, do médico, do anestesista e das enfermeiras que fizeram seu parto, alegando que se não tiverem tal papel em mãos, significaria que Obama não seria americano, e portanto um presidente ilegítimo! Ora, ora... eu diria que se Obama não for americano, sorte dele... e do povo americano!

Se eu fosse me classificar, simploriamente, em direita ou esquerda, me diria esquerda... mas acredito ser imparcial o bastante para discernir o bom e o ruim das duas doutrinas. Sempre acho prazeroso ouvir ao extremista direitista facista chauvinista Olavo de Carvalho, em seu programa True Outspeak. Não por ser chauvinista, mas por ser inteligente e de direita. Embora seja, infelizmente, reacionário.

Semana passada Olavo soltou uma pérola, daquelas do calibre de Gilberto Dimenstein - o meu perolista-mor. Disse Olavo, no contexto de homossexuais reclamarem da discriminação quanto à sua opção sexual, que "Os homossexuais estão com a faca e o queijo na mão!"
O que será que Olavo quis dizer com isso?

Ele continua questionando se alguém conhece um religioso que tenha espancado algum homessexual. Provavelmete não! Todos sabemos que a religião é castradora, e um religioso de verdade é temeroso de qualquer pecado, pois significa condenação! Assim, não é a moral que lhe conduz, mas a religião. Se amanhã, estupro deixar de ser pecado, ele poderá praticar... sem a mínima culpa!

Se são ou não são católicos os que recentemente espancaram homessexuais na Avenida Paulista, não importa. O que importa é que a intolerância ainda habita a sociedade, e deve ser combatida. Seja educando a tolerância nas escolas, seja exigindo que os pais eduquem seus filhos a serem tolerantes com o que é diverso. E dizer que educar a tolerância é incitar a homossexualidade é tão baixo como imbecil. Tolerância significa a boa disposição de aceitar opiniões opostas às suas. Mas parece que a única tolerância da direita, em geral, é a "Tolerância Zero", onde um suposto rigor crítico e absoluto não aceita o mínimo desvio.

Eu diria que os homossexuais têm o queijo na mão. A faca está na mão de outros.

Tuesday, November 09, 2010

O Bushinho falou


Jorginho Caminhador Arbusto, aka George Walker Bush, falou à rede de televisão americana ABC sobre "suas técnicas de persuasão", que alguns infâmes chamam de tortura.

Segundo Arbusto, Waterboard não é tortura! Tortura é quando a operação deixa lesões no corpo, como um braço quebrado, um olho cego, paraplégico, etc. Lesões psicológicas não contam para o ex-presidente americano. E o figura diz ainda que estas medidas ajudaram a salvar vidas americanas, que impediram atentados nos Estados Unidos e mesmo na Europa - querendo aqui claramente ganhar alguma simpatia dos primos de esquerda.

Ora, pensemos... se Bushinho não tem caráter e trata seres humanos como pulgas, acha que Waterboard não é tortura e faz de tudo pela América, podemos dizer que ele falhou feio... muito mais do que pensávamos! E expôs não só a América mas o mundo todo, a riscos desnecessários por um longo período, pois segundo sua lógica insana, bastava uma bomba bem no meio do Afeganistão, outra no Irã e outra no Iraque, eliminava o problema pela raíz (extermínio não deixa rastros, tampouco lesões corporais) e assim salvaria milhares de vidas americanas...

Ah, que oportunidade de ficar calado ele perdeu...

Saturday, September 11, 2010

sai pra lá, satanás!

A intolerância do branco cristão protestante americano mais uma vez vem à tona, agora sob a forma religiosa: Terry Jones, lider de uma igrejinha com tendências anti-islâmicas em Gainesville, na Flórida, ameaçou queimar o Al-Corão, o livro sagrado do Islã.

A sociedade americana, principalmente o centro-sul mais conservador, é uma minoria com voz bem ativa. Foi está a base eleitoral do Bush - Jorginho Caminhador Arbusto. Uma minoria fundamentalista cristã, conservadora, cheia de gente intolerante, e a queima do Al-Corão é uma resposta radical a ações radicais. É disso que radicais gostam - não importa de que lado estejam. Atitudes extremas trazem respostas extremas, num ciclo sem fim.

O pastorzinho tinha voltado atrás, depois dos seus 15 minutos de fama. Alguém do outro lado da cerca chegou a dizer que o governo americano estaria disposto a desistir da idéia de contruir uma mesquita no Marco Zero - lugar onde existiam as torres gêmeas do World Trade Center. Pronto, o pastorzinho agora diz que só não queima o Al-Corão se o governo desistir da mesquita.

Uma atitude puramente terrosrista esta ameaça, não? E do mesmo jeito que governos lidam com terroristas - não atendendo suas reinvidicações - deveria o governo americano lidar com o tal padreco. Liberdade de expressão? Certamente... comprar um livro e queimá-lo é o direito de qualquer um. Fazê-lo em público com a clara intenção de tornar isso um espetáculo, pode ser enquadrado num artigo qualquer contra a individualidade, invasão de privacidade, espaço público, ou algo asasim. Ainda mais tendo uma simbologia tão forte contra um povo inteiro, deveria ser considerado crime de alto risco!

Se o fulaninho queimar o tal livro, será que aí vão responsabilizá-lo pelos atos de fanatismo que potencialmente se seguirão?

Ô raça...

Tuesday, June 01, 2010

Terrorismo e Paranóia

Parece que Israel perdeu a noção de Estado... Quase como seu (grande) irmão, os EUA, antes da era Obama - Obama vai ser o cara que vai "socializar" os estadosunidenses! Os EUA precisam se junta à comunidade internacional e questionar, ao menos, a autonomia de Israel como país; abater navios de ajuda humanitária em águas internacionais não soa bem para quem quer se afirmar como país...

Thursday, February 18, 2010

checking-in


No programa Cony, Xexéo & Viviane Mosé, antes conhecido como Cony & Xexéo apenas, saíram com um comentário sobre aquelas perguntas que se fazia ao entrar nos EUA - você pretende matar alguém, ou você é terrorista, ou ainda, você está carregando uma bomba. E riram à beça, provavelmente pelo caráter - a priori - estúpido da pergunta...

Coisa de povo incivilizado, lamento dizer...

O objetivo da pergunta é para constar que você teve a chance de se redimir antes de cometer algum crime. Caso você responda não para elas e seja apanhado depois em algum desses delitos, as coisas ficarão bem piores para você...

Sobre o programa... Viviane Mosé entrou há pouco no esquema. Os primeiros programas foram chatos, realmente. Com o tempo, ela tem se mostrado interessante. O engraçado é como o Cony não consegue disfarçar o seu enfado... além do normal, que ele já apresentava quando só com Xexéu.

Lamentável, hem?

Monday, January 18, 2010

os sub-servientes


Tem uma propaganda da Cel-lep em que um rapaz discursa, em bom português, sobre os bons números da empresa no ano, sobre a produtividade, os investimentos, ou outras coisinhas - querendo dar a idéia de que ele é uma pessoa muito bem articulada. De repende, um outro interrompe e diz "Ah... excuse me, could you say it again in English?"

O rapaz gagueja, e muito sem graça, sem jeito e sem inglês, ameaça um "Well, the company..." e aí uma outra garota - supostamente mais desinibida - toma as dores e tenta, num inglês mais que macarrônico, expressar algumas palavras. O narrador do comercial passa a falar por cima algo como "se você quer falar inglês no mesmo nível de sua capacidade profissional, venha para o Cel-lep...".

Ao final, o fulano que pediu para que o assunto fosse repetido em inglês, interrompe, mui bruscamente, com um "That's enough! Thank you!" lá do alto da sua estadosunidade, como se ele estivesse se sentindo ofendido com o ocorrido.

Infelizmente, esse sentimento de subserviência ainda impera na sociedade tupiniquim - que se deve falar inglês. Sem dúvida, falar inglês - ou outro idioma de penetração - abre portas no seu horizonte, seja pessoal ou profissional, mas isso se aplica não só para brasileiros, e sim para todo mundo - inglês falando espanhol, francês falando italiano, português falando alemão...

Mas aí me vem este comercial que te impõe a arrogância do monolíngue inglês exigindo que alguém fale a língua dele? Nem em comercial de escola de línguas! Ainda mais de estadosunidenses!! Como aquela piadinha antiga já dizia: quem fala 4 línguas é poliglota, 3 é trilíngue, 2 é bilíngue, e uma é americano...

Por isso camaradinha, para não soar tão arrogante como nossos vizinhos estadosunidenses, ao viajar para qualquer país, lembre-se:
  • não espere que falem sua língua - nem em Portugal!
  • se não for um país de língua inglesa, não espere que falem inglês
  • é sempre elegante saber algumas palavras na lígua local, tais como bom dia, boa tarde, boa noite, até logo, por favor e obrigado (se quiser se aprofundar, tente "uma cerveja por favor" e "mais uma cerveja por favor")
Boa viagem!

Friday, January 15, 2010

Os Simpsons


A Fox festejou o aniversário de 20 anos dOs Simpsons com um concurso de cartazes. Os fãs da típica e disfuncional família norte-americana enviaram ilustrações sobre a família da vida cotidiana moderna. O vencedor do concurso ganha uma viagem para Los Angeles além do direito de incluir uma personagem no seriado.

A Fox comemorou o evento levando ao ar o episódio de número 450 domingo passado, em horário nobre, lá na terrinha natal deles... Por aqui, as coisas demoram um pouco mais

Sunday, November 15, 2009

Deu no The times... John Cheever


Li no "The Times" hoje a crítica de um livro sobre John Cheever chamado A Life e achei super-interessante. Diz o artigo que em 1979, três anos antes da morte de John Cheever, uma pesquisa constatou que ele estava em terceiro lugar (atrás de Saul Bellow e John Updike) entre escritores americanos vivos, cujo trabalho era esperado para "resistir e ser lido por gerações futuras". Essa fama, no entanto, não durou. Se tal pesquisa fposse conduzida hoje em dia, consta na biografia, provavelmente ele não apareceria na lista dos 20 mais lidos. Isso me intrigou... como um autor tão badalado num momento pode ter caído no esquecimento?

Bem, adianto que não comprei a biografia - não sou dado a biografias - mas comprei The Stories of John Cheever, livro que lhe deu o prêmio Pulitzer de 1978, e que ainda hoje é uma das melhores coletâneas de contos dos Estados Unidos.

Vamos ver se me animo em traduzir algo para alguma TUDA...

Friday, October 09, 2009

Uéldoni, Baraqui!


E não é que o Barack mordeu Prêmio Nobel da Paz? "Pelos esforços diplomáticos internacionais e cooperação entre povos", disseram. Os esforços de Barack por um mundo sem armas nucleares e sua diplomacia foram elogiados na ocasião...

Não deve ser fácil ser presidente de um país que por pregar a liberdade de expressão, paradoxalmente permite que rádios e outros meios de comunicação de extrema-direita, convoquem, a altos brados, que alguém mate Barack Obama. São a chamada Supremacia Branca, o Poder Branco.

Obama chegou à presidência em Janeiro... num país com tantos desajustados seriais e ódio racial, ainda estar vivo é a verdadeira vitória! Uéldoni, Baraqui!

Monday, August 10, 2009

Sixto Rodriguez

Alguém aí já ouviu falar em Sixto Rodriguez? Não? E em Bob Dylan? Esse já, né? Pois é, essas coisas acontecem... No final dos anos 60, começo dos 70, Sixto chegou a ser aclamado como o novo Bob Dylan, ou Latin Bob Dylan, devido a sua origem mexicana, embora cantasse em bom e fluente inglês.

Sixto Diaz Rodriguez (também conhecido simplesmente como Rodriguez ou Jesus Rodriguez) nasceu em Detroit, EUA, em 10/7/1942. 'Sixto' foi um apelido de criança - era o sexto filho da família. Os pais de Sixto eram imigrantes mexicanos que vieram tentar a sorte na América dos anos 20. Suas músicas refletem preocupações politicas e a cruel realidade dos degradados centros urbanos.

Sob o nome de Rod Riguez, lançou o compacto "I'll Slip Away" em 1967, por um pequeno selo local, Impact, e sumiu pelos 3 anos seguintes, voltando em 1970 apenas como Rodriguez, com o LP Cold Fact, pela gravadora Sussex. Coming from Reality veio em 1971, mas como ambos os álbuns não venderam o esperado, e ele foi dispensado pela gravadora, que viria a fechar em 1975.

Apesar do fracasso comercial na América, as canções de Sixto eram de altíssima qualidade artística, um folk psicodélico - uma mistura de Bob Dylan e Jefferson Airplane. Depois do fracasso comercial, Sixto desistiu da carreira artística, embora nunca tenha abandonado a música. Prova desta qualidade foi o status de cult que Sixto obteve em países como África do Sul, Zimbabwe, Nova Zelândia e Austrália. Cópias importadas dos LPs da Sussex rapidamente se esgotaram e o selo autraliano Blue Goose Music comprou os direitos australianos para o seu catálogo.

Devido à obscuridade pública de Sixto, muito se especulou sobre sua morte, até que um documentário sobre sua turnê "Dead Men Don't Tour: Rodriguez in South Africa 1998 foi transmitida pela SABC (South African Broadcasting Corporation) em 2001.

Mas a boa notícia é que Sixto continua na ativa. Recentemente voltou para a Austrália para tocar no East Coast Blues and Roots Festival (2007). Sua canção Sugar Man faz parte da trilha sonora do filme Candy, com Heath Ledger. Há também um filme sobre sua vida - Looking for Jesus. Em 2008, para comemorar o relançamento de Cold Fact, Rodriguez fez várias apresentações em diversos países, e vai se apresentar no The Green Man Festival 2009, Glanusk Park, Usk Valley, Powys, Wales. O festval vai de sexta, 21/08 até domingo, 23/08.

"Daremos o melhor de sí pra estarmos presente!!!"

Ouça um pouco de Sixto aqui.

Tuesday, July 28, 2009

De Platão e de conspiração

Os sábios falam porque têm algo a dizer. Os tolos, porque precisam dizer algo.
O doutor Leonard Horowitz é dentista, empresário da área de saúde e autor de uma série de livros, panfletos, DVDs, CDs e artigos sobre saúde pública - a maioria publicado por ele mesmo.

Controverso, acusado (?) de muçulmano radical - talvez por sua influência, juntamente com o movimento Nação Islã, em campanhas anti-vacinação americanas, ele vem agora com mais uma teoria da conspiração - ele é famoso por elas - para a gripe suína, dizendo qeu ela foi criada em laboratório por poderosos lobistas da área, em conlúio com o governo americano, num plano de ganhar milhões, mas também de genocídio.

Assista aqui e tire suas conclusões...

Friday, July 17, 2009

até que enfim...

... é Sexta-feira.

E por ser Sexta-feira, aqui vai uma dica: Peur(s) du noir. Assisti ontem em DVD. São pequenos medos encaixotados por animação em preto-e-branco, onde histórias assustadoras se interligam por um homem de sorriso diabólico com seus cães infernais, mais o monólogo de uma mulher sobre seus próprios medos e receios... uma pérola!

Ainda vou ao cinema hoje. Não sei se vou encarar o Brüno - andam falando muito mal, e questionando o gosto das piadas, mas acho que terei que constatar por mim mesmo, claro!


Bruce Springstein + Bono Vox = Grandpa Elliot

Sempre achei Bruce americaníssimo, mas ouvindo Granpa, a coisa toda muda... Vale a pena curtir na internet a mais nova celebridade mundial do ativismo social - Bono Vox que se cuide: o americaníssimo Grandpa Elliot no Playing for Change, cantando God Bless America, com muita emoção! Confira!




Tá muid inár gcónaí ar an domhan

E como ando estudando para minhas aulinhas de Irlandês - só freqüentar as aulas não adianta, é o que eu sempre digo! - no meu email diário "iris word of the day", coincidentemente com o Playing for Change, veio a palavra do dia: domhan, que quer dizer Planeta Terra! Tá muid inár gcónaí ar an domhan, ou seja, Nós todos vivemos no Planeta Terra. Seria bom fazermos algo para melhorá-lo não? Como? Ora, não estragando já ajuda muito!

Pequeno Tratado da Ascenção e Queda dos Tempos Modernos

Agora é oficial: França declara que "acesso à internet é um direito humano fundamental". O primeiro passo para a regulamentação e institucionalização da internet como protocolo humano (como eu já preví aqui, e pretendo escrever sobre o tema, no meu (tão esperado) livro-profecia "Pequeno Tratado da Ascenção e Queda dos Tempos Modernos". Eu já tenho o Conteúdo, pelo menos:
  • Tecnologia
    - A Inteligência Totalmente Artificial
    - Bio-Eletrônica & Psico-Eletrônica
    - A Internet Como Protocolo Humano

  • Consumo
    - A Produção de Bens de Consumo
    - Necessidade x Hábito
    - A Mitificação da Necessidade

  • Entretenimento
    - Coisificação do Intelecto
    - A Formação de Paradigmas
    - Valor Social x Valor Artístico

  • Mídia
    - O Universo Líquido
    - A Opinião Formada x A Formação da Opinião
    - A Realidade Inventada

  • Economia
    - Homo-Economicus
    - O Fim da Dignidade
    - Por Mecanismos de Troca Mais Eficientes

  • Nosso Século
    - A Monetarização do Ser-Humano
    - Da Idade da Pedra à Idade da Água
    - A Poeira Cósmica
Ainda porque é Sexta-Feira, dia oficial de jazz - agora que descobri que aquele café pertinho de casa toca jazz toda Sexta, ninguém me segura! Das 18:30 às 21:30. Antes, um cineminha (claro, afinal, hoje é Sexta, e todo mundo sai mais cedo - eu saio às 3pm!) e depois um carteado com um vinhozinho lá na casa da Lú - vai rolar?!?

Fui.

Thursday, July 16, 2009

Um milhão de olhos


É o preço da segurança... Estão querendo implantar micro-câmeras de segurança (sic) nas auto-estradas brasileiras. Pequenos big-brothers para te vigiarem... e tem gente dizendo que é o preço a pagar pela segurança... alguém aí lembrou do Bush ou foi só eu?

Jorginho Caminhador Arbusto, também conhecido como George Walker Bush, tinha exatamente o mesmo discurso: o preço da segurança é a liberdade. Se dava ao direito de, para supostamente proteger sua gente, bisbilhotar malas, caixas postais, emails, e até lares dos (pobres!) cidadãos americanos...

Monday, June 01, 2009

Cadê o meu cachê!

Aquele pesadelo orweliano de "1984" já é mais que realidade. No livro "1984" de George Orwel, o controle e a opressão ao indivíduo é praticada pelo Estado. Hoje em dia, é praticada por indivíduos. O Big Brother exercia controle sobre os cidadãos rastreando-os com câmeras e telas. Isso acontece agora com cada vez mais frequência, mas na vida real não é obra de um tirano autoritário, mas os "Little Brothers" - "Sorria, você está sendo filmado"!

Jerome Dobson, presidente da Sociedade Geográfica Americana, criou o termo "geoescravidão" para dizer que o controle sobre a vida de indivíduos está acontecendo "no varejo", e não mais "no atacado" - provavelmente devido ao barateamento dos GPS (lembra?). Qualquer um disposto a pagar alguns dinheiros por mês pode rastrear uma pessoa 24 horas por dia. Isso certamente trará profundas mudanças sociais - nas relações entre pais e filhos, maridos e esposas, patrões e empregados... mas lá vamos nós, novamente, culpar a tecnologia pela nossa incapacidade de identificar limites!

Há um caso para ilustrar isso: Martha Stewart, apresentadora de TV que cometeu irregularidades em negociações de sua empresa e foi colocada sob prisão domiciliar. Como? Ela tinha de usar uma tornozeleira eletrônica com rastreador. O juíz determinou a "pena de encarceramento" - como se fosse uma cela - o uso de um rastreador. Pode não ser uma "prisão", mas tampouco é liberdade.

Creio que foi em "Trust" que Francis Fukuyama defendeu a ideia de que Orwel disseminou um medo errado em "1984", defendendo que a tecnologia da informação, juntamente com a internet e os celulares, trouxe liberdade para os indivíduos, não opressão. Polêmico, Fukuyama acredita que a humanidade - ou a América - precisa de um antídoto para o que ele chama de "crescente cultura de formas extremas de individualismo", que segundo ele pode trazer "conseqüências terríveis" para a saúde econômica das nações...

O grande problema é que essa forma de vigilância é muito mais aceita do que a anterior - vide George Bush e sua política de cercear liberdades individuais em pról da segurança coletiva. É a maior ameaça já experimentada pelos humanos às suas liberdades individuais. Pessoas honestas em atividades honestas sendo observadas e controladas.

O maior problema, ao meu ver, é a complacência voluntária à falta de liberdade e de individualiudade. É o sentido derivado-expandido - e inverso - dessa vigilância. Muito além das comunidades virtuais (Orkuts, Facebooks, LinkedIn, etc), há os "tweets", verdadeiros alimentadores de bisbilhoteiros, auto-denominadas "redes sociais" estilo microblog, que permitem usuários enviarem atualizações pessoais e lerem a dos de outros, através da própria Web ou por SMS. Pessoas chegam ao absurdo de atualizarem seus tweets a cada minuto...

Tuesday, May 26, 2009

Preto, Negro, e as outras cores...


Alguém me diz que estou na sua "Lista Negra"! De cara, me sinto honrado em fazer parte de tal nobre lista, pois sua origem remonta no Macartismo americano dos anos 50, quando artistas e intelectuais acusados de comunistas (simplesmente por serem contra a situação) tinham seus nomes adicionados numa suposta lista, e eram perseguidos de seus direitos de cidadãos, e impedidos de exercerem suas atividades. A lista negra da sociedade, essa era a idéia, e que logo virou expressão de alto culto no Brasil escravocrata do final do século XIX e começo do século XX.

No sentido físico, o preto é a ausência de cor, e o branco é a soma de todas as cores. No sentido antropológico, negro é raça, preto é cor. No sentido branco/racista/freyriano (sim, Gilberto Freyre, o maior racista intelectual que o Brasil já teve!), negro é preto e preto é negro, e são tudo de ruim.

Expressões como "deu um branco", por exemplo, segue a "lógica inversa" de que branco é a ausência de cor, quando o certo seria "deu um preto". Branco (todas as cores) Preto (ausência de cor). Mas pega mal falar deu um preto... aí optou-se por deu um branco, pare reforçar o aspecto de limpo, a impressão do vazio (de idéias) e o sentido do puro, já que branco.

Outras pérolas são "preto de alma branca", "a coisa ficou preta", "denegrir a imagem", e por aí vai. Quem mexe com a palavra deve tomar cuidado para não instigar expressões galgadas em horrores do passado, causados principalmente por exploração da condição de superioridade econômica ou social de um determinado grupo sobre o outro, buscando tomar vantagem ou mesmo eliminar o mais fraco.

Por isso, gente que diz que tais expressões são inofensivas e apenas expressam ditos "populares", estão a negar a história e assumir os seres humanos horríveis que foram/fomos no passado. Reparação, já! Podemos mudar, sempre!

Vixe!

Friday, May 01, 2009

100 dias de solidão

Obama é todo alegria - e nem era para ser diferente: amado e popular, o primeiro presidente negro norte-americano é um marco ele mesmo: negro, elegante, simpático, articulado, educado - o mesmo o que representou, guardadas as proporções, Celso Pitta ao assumir a prefeitura de São Paulo em 1997. Pitta também representava para o movimento negro brasileiro, um marco; o primeiro negro num cargo executivo de importância e representatividade, também simpático, elegante, refinado, inteligente, educado... só tinha um defeito (e que a negritude não queria enxergar): era cria do Maluf, um dos maiores bandidos da política brasileira. E foi justamente isso que determinou o seu legado, como tristemente constatamos em pouco tempo de administração. Aliás - um parênteses - foi decretada a prisão do ex-prefeito de SP Celso Pitta em primeiro de Abril (e não é mentira não!). Pitta deve mais de R$ 155 mil em pensão alimentícia à ex-mulher Nicéa Camargo (leia).

Mas tratemos de assuntos mais nobres: os 100 anos do Obama. Que nem é sobre o que quero tratar - muito popular este tema. Os 100 dias de solidão do título são de Bush... onde andou Jorginho Caminhador Arbusto nestes 100 primeiros dias de sucesso de Obama? Sucesso por estar, justamente, fazendo e dizendo exatamente o oposto do que o Senhor Arbusto fazia e dizia?

De volta ao Rancho...

Nos seus históricos 100 primeiros dias de esquecimento, Jorginho Caminhador Arbusto tem transgredido as fronteiras de atividades tipo faça-você-mesmo (muito comum nos EUA e na Europa - compra-se um manual e pronto: você pode até construir um puxadinho no fundo do quintal!), passou a praticar mountain bike e tem se encontrado com amigos e grupos de interesse para audiências informais após o jantar.

Daqui há algumas centenas de anos, quando historiadores e pesquisadores se depararem com este período da história, verão que Jorginho Caminhador Arbusto exerceu funções de ex-presidente como nenhum outro jamais fez ou fará: Bushinho esteve incansavelmente engajado na árdua tarefa de resolver os mais sérios problemas mundiais, dentre os mais dramáticos e complexos estão a instalação de um novo sistema de irrigação para seu gramado, determinar novas fronteiras no fundo sua garagem e cuidar pessoalmente da pavimentação de novas ciclovias rancho afora.

Estes são os tipos de trabalhos ao qual Jorginho deveria ter se atentado... desde os primórdios do ano 2000!