Tuesday, June 30, 2009

Palavras, Palavrinhas e Palavronas

Recebi de um amigo um email entitulado "Palavrões também são importante"... engraçadinho, até. Basicamente explora tabuísmo, ou seja, palavras ou locuções consideradas chulas na maioria dos contextos, e geralmente referem-se ao metabolismo (cagar, mijar, merda), aos órgãos e funções sexuais (caralho, pica, boceta, foder etc.), e também incluem disfemismos, como puta, veado, puta que pariu, nem fodendo etc.

Nada de errado com isso. Quem a nao usa um palavrao ou outro de vez em quando, justamente para "enfatizar" ou dar uma característica mais "visual" ao contexto? Claro! A diferença é falar ou escrever. Falar é mais comum, na informalidade, mas para escrever precisa ser bem específico.

Detalhes... mas o que queria comentar, na verdade, é que mais uma vez a internet se presta a divulgar texto de autores menores como autoria de maiores: esse em questão, foi-me dado como de Luis Fernando Veríssimo, mas também já pertenceu a Milôr Fernandes...

Agora, parece que é de um tal de Pedro Ivo, blogueiro de uma zine super famosinha na rede, mas mesmo essa informação é difícil de checar. E se é difícil de checar na internet, camaradinha... quem vai acreditar?

Monday, June 29, 2009

It's Monday...

... and we are open for business!


Difícil cair na real novamente, depois de um fim-de-semana maravilhoso explorando o velho oeste irlandês. Das águas de Ballyvaughan en County Clare até a bahia de Galway, mas pelo caminho mais longo, é claro, já que a pressa havia ficado em Dublin...

Depois de passarmos a noite em Ballyvaughan, entramos nos Bardens de Clare pela manhã - uma região altamente calcária, cheia de história pra contar! Começa pelo Poulnabrone Dolmen, que é simplesmente encantador - imaginar tantos anos de história naquele lugar te deixa meio desnorteado; eu, pelo menos, nunca havia entrado em contato - nem ao menos visual - com nada da Idade da Pedra Polida da nossa pré-história antes!

Dalí para os Penhascos de Moher - ou Cliffs of Moher, ou ainda Aillte an Mhothair, que literalmente significa Penhasco das Ruínas. Uma visão de tirar o fôlego! A imensidão daquilo, o contraste entre pedra, água e ar...

Sem falar nos pequenos vilarejos ao longo do caminho: nosso roteiro foi Ballyvaughan, Kilfenora, Ennistymon, Lehinch, Liscannor, (penhascos), doolin, aí pegamos a coast roat até Fenore, Kinvara, Santhill e Galway City.

Algumas fotos aqui...

Saturday, June 27, 2009

Os não-indivíduos


Vão proibir os fumantes de fumar em bares e restaurantes. Um jurista comentou que isso fere a individualidade do fumante, que passará a não ter seu prazer pleno, pois ao freqüentar um restaurante, terá que sair para fumar, ou terá que deixar de fumar.

Por outro lado, a maioria dos não-fumantes só se sentem plenos em seus prazeres se puderem freqüentar bares e restaurantes sem a presença daquela fumaça, que muito incomoda. E aí? Como resolver esse paradoxo?

Na verdade, não há paradoxo nenhum. Saúde pública é de competência do Estado, e se algo lhe ameaça, deve ser banido. Não se pode aplicar a questão da igualdade e da individualidade - direito quando se faz mal a terceiros. Fumantes têm o direito de fumar e de se prejudicarem - eles mesmo e só eles. A partir do momento que passam a prejudicar outros, perdem o direito de suas individualidades... deixam de ser indivíduos!

Vixe...

Friday, June 26, 2009

Yonlu. Quem?

Ontem meu chefe me perguntou se eu conhecia um cara chamado Yonlu. Brasileiro, músico - aparentemente jazz e bossa-nova - que haveria se matado aos 17 anos. Ele ouvira uma canção na rádio e gostara da música. Intrigado, disse a ele que tentaria descobrir... e cá está:

Além de música, Yonlu, apelido de Vinícius Gageiro Marques, também se interessava por poesia, desenho e fotografia. Ele sofria de depressão e estava sob internação domiciliar havia dois meses. O suicídio, explicado em uma carta deixada aos pais, foi compartilhado ao vivo com um grupo de internautas - assunto que gerou uma longa matéria sobre sites que incentivam suicídios na edição da revista Época, em fevereiro de 2008 [link]. Suspeitou-se este grupo não só o haviam incentivado mas também lhe deram conselhos sobre o método: intoxicação por monóxido de carbono.

Em 2008 o selo goiano Allegro lançou um CD com uma seleção de 23 canções de Yonlu. O disco chegou nas mãos da gravadora Luaka Bop (do David Byrne), conhecida por suas coletâneas de música brasileira (em seu catálogo estão Tom Zé, Nouvelle Vague e Susana Baca). Os caras dizem ter gostado do material antes de ouvir a história, mas só lançaram o disco depois de ouvir a história.

A versão americana é diferente da brasileira, com algumas faixas inéditas e uma abordagem mais conceitual, mas a pergunta que não quer calar é: será que o selo teria lançado um álbum com as demos de um compositor desconhecido, de 16 anos, se tivesse ouvido o material antes da sua morte?

Especulações como estas trouxeram à tona o caráter oportunista do sensacionalismo, e em defesa disseram que o fato de que ele não estar vivo tornava mais difícil a tarefa de fazer as pessoas ouvirem o disc, ou que seria mais fácil se ele pudesse dar entrevistas e tocar para as pessoas, e ainda que o fato dele não estar vivo era particularmente triste, por ele não poder presenciar o que sua música está provocando nas pessoas, e que teria sido incrível poder fazer um próximo álbum, se ele já soava assim aos 16, imagine mais velho?. E por aí vai.

No outro lado da moeda reza que se não ouvesse o suicídio, o garoto poderia não passar de mais um potencial talento anônimo, como tantos, ou se chegasse a gravar, a gravadora teria que discutir termos com ele, o autor, o que por vezes é um fator impeditivo. Um possível segundo álbum poderia não decolar, ou o amadurecimento do artista poderia estragar sua música, e etc, etc, etc.

Mas o álbum está aí, se chama "A Society in Which No Tear Is Shed Is Inconceivably Mediocre", e pode ser comprado aqui, ou baixado (g-r-á-t-i-s) aqui - talvez precise de inscrição...

Thursday, June 25, 2009

me & ma girl...


Ontem me afastei das premissas ibeêmicas para uma boa causa: a gravação de uma canção para o CD de um amigo. Na verdade é o Ferg (Fergus Mc Govern) vocalista da nossa banda - o Tramyard Blues - que tem um projeto paralelo com o Clune (Craig "Clune" McClune), baterista do David Gray. O crime se deu num estúdio do ladinho do Johnnie Fox's Pub, The Barn, na Barrack Road... Maravilha de lugar, maravilha de estúdio, maravilha de profissionais, e a maravilha do tempo que fez ontem... tudo perfeito!

Agora é só esperar o CD sair, e a "fama" vir...!

Tuesday, June 23, 2009

de bike...


Semana passada foi a "Semana da Bicicleta" aqui na Irlanda. E eu não consegui sequer pegar a minha... nenhum dia! E eu sei que vou arrumar um monte de desculpas para justificar o lapso, mas a verdade é uma só: disciplina. Isso é o que me falta no momento... É certo que a TUDA me toma um tempão, mais a banda real, a banda virtual, as aulas de irlandês, os blogs... vixe! Haja tempo, hem?

Falando em blog e TUDA, estou flertando outro blog host: o wordpress. Parece oferecer muito mais recursos do que o blogger, e com mais flexibilidade de armazenamento e hierarquia...

Vejamos o que vem por aí...

Monday, June 22, 2009

TUDA mesmo...

A TUDA está com tudo mesmo. Tem gente de gabarito falando dela! E ela, orgulhosa, anda toda radiante, quase batendo os 2000 acessos. E seja por isso ou por aquilo, tem gente mandando coisas "pelo ladrão" - assim vou ter que trtansformar a TUDA em quinzenal! Eu hein? Dá um trabalhão... Mas não reclamo não, aliás, Aclamo. Mas ando precisando de ajuda sim, não nego...

Alguém aí se candidataria pra desenvolver um site baseado em Content Manager - o Drupal, por exemplo?

Falaram de TUDA aqui, ó...

http://doidivana.wordpress.com/2009/06/19/roniwalter-jatoba/


Friday, June 19, 2009

Saiu a TUDA de Junho!!!


E neste Junho, o mês do chamado Solstício de Verão, cá nas Terras de Cima, que o verão venha quente, porque a TUDA está fervendo!

Como sempre TUDA tem muita coisa boa, nas Palavras Quebradas de Arnaldo Xavier, Souzalopes, Luis Roberto Guedes, Santiago de Novais, Dorival Fontana, Vicente Werner y Sánchez e Jacob Pinheiro Goldberg; nas Palavras Contínuas de Valdomiro Santana, Mariângela de Almeida, e José Miranda Filho; nas Palavras Alheias do martinicano Aimé Césaire e do alemão Kurt Weill; nas Foreign Words com Firmino Rocha; nas Palavras Já Ditas de Zé Rodrix; nas Palavras Mostradas de Aristides Klafke, José Geraldo de Barros Martins e Matilde Damele; nas Palavras Antigas de Roniwalter Jatobá na série Memória...

Aprecie TUDA SEM NENHUMA MODERAÇÃO. Ela não faz mal. Apenas é contra a INDIFERENÇA!!!

Passa lá: http://www.tuda-papeleletronico.blogspot.com

Na luta, companheiros... e TUDA de bom!

Los Menudos estão de volta!!!


Sabe quando uma música entra em sua cabeça e não sai mais? Não importa se boa ou ruim, ela simplesmente decide se alojar em sua cabeça, e vira-e-mexe você se pega cantando o refrão:"não se reprima, não se reprima..." Como esquecer aquele terrível refrão martelando sua cabeça?

Depois de tantos anos, crente que estava curado da praga, o tal do "hit" dos anos 80 da "boy band" portoriquenha Los Menudos está de volta, com carinha cool!

A Eldorado FM de São Paulo - também, quem mandou sintonizar ali?!? - está veiculando nos blocos comerciais a música "Não se Reprima", mas numa versão cantada por uma voz feminina, acústica com uns beats eletrônicos depois...

Para onde vamos agora?!? Versão Drum'n'Bass do Tiririca?

Ainda bem que é sexta-feira...

Thursday, June 18, 2009

6eis poetas poloneses


Desde que traduzi dois poemas do polonês Konstanty Ildefons Galczynski na TUDA de Maio, parece que coisas da Polônia passaram a "bater em minha porta"! Além do vizinho polonês, colegas de trabalho poloneses. O contato inesperado com o professor Jacob Pinheiro Goldberg, um intelectual filho de poloneses que estará na TUDA de Junho (e que aliás fala o idioma e, modéstia às favas, elogiou minha "transcriação"), e agora este lançamento de poetas poloneses...

O que fazer senão atender ao chamado e prestigiar?

Konstanty Ildefons Galczynski (23/01/1905 - 6/12/1953) - poeta polonês nascido em Varsóvia, mudou-se para Moscou ainda muito jovem, retornando para cursar Estudos Clássicos e Língua Inglesa na Universidade de Varsóvia. Estreou em 1923 como membro do grupo de poetas Kwadryga. Durante a invasão da Polônia passou a maior parte da guerra como prisioneiro de guerra, retornando à Polónia, em 1946. Muitos dos seus poemas pós-guerra são amplamente ignorados por serem considerados suporte ao regime comunista.

Wednesday, June 17, 2009

From my BB.


BB = Blackberry...

Ativei meu Go-Moblie Blog... agora posso postar a partir do celular! De qualqeur lugar e a qualquer momento... Que facilidade!

Mas as dificuldades sào:
  • acentua¢ào (percebe?)
  • teclado pequeno, o que acaba causando ...
  • inibicao para posts consistentes (e corretos)
  • e essa mesagem ai embaixo, que nao da pra tirar!
Let your email find you with BlackBerry® from Vodafone

Tuesday, June 16, 2009

today, today - is the Bloomsday!

"A primeira vez a gente nunca esquece!" Foi justamente para celebrar um Bloomsday que desembarquei na Irlanda pela primeira vez. O ano era 2003, e aquele Bloomsday me impressionou: desde o café dfa manhã - o chamado full irish bloomsday breakfast, uma das maneiras mais tradicionais de celebrar o Bloomsday, com muita lingüiça, ovo, batata, feijão doce, chouriço e Guinness - até os recitais e o "Caminho de Bloom", uma caminhada que explora os bastidores da saga de Bloom, conforme ele atravessa a cidade em busca de algo para comer.

Para os desavisados: o Bloomsday é considerado a única data fictícia comemorada no mundo. Comemora o dia em que se passa toda a ação do romance Ulisses de James Joyce, e acredita-se também que 16 de Junho de 1904 foi o dia em que Joyce saiu pela primeira vez com aquela que viria a ser sua esposa, Nora Barnacle, . O dia é chamado Bloomsday - ou O Dia de Bloom - em homenagem à personagem central Leopold Bloom. O romance segue a vida e os pensamentos de Bloom e de outras personagens reais e fictícias desde 8 da manhã de 16 de Junho de 1904 até as primeiras horas da manhã seguinte.

Conta a história que uma das primeiras celebrações do Bloomsday foi um almoço organizado por Sylvia Beach, editora de Ulisses, em Junho de 1929 na França. O primeiro Bloomsday comemorado na Irlanda foi em 1954, marcando o cinquentenário da aventura. Na ocasião, os escritores Patrick Kavanagh e Flann O'Brien visitaram locais do romance, como a Martello Tower em Sandycove, o pub Davy Byrne's, e o número 7 da Eccles Street, onde "viveram" Leopold e Molly Bloom. Tudo regado a muita leitura de Ulisses e - claro! - muita bebida!

Hoje o Bloomsday é comemorado em vários países com leituras e performances joyceanas. Em Dublin, o James Joyce Centre coordena as comemorações, onde entusiastas se vestem em trajes eduardianos e se reunem durante o dia nos locais onde ocorrem episódios de Ulisses. Eu, que nunca participei de um Bloomsday que não fosse na Irlanda, gostei mesmo do Bloomsday de 2004, o do centrenário. Me foi especialmente marcante, por ter sido o primeiro como morador de Dublin...

O Bloomsday realmente vale a pena!

Monday, June 15, 2009

Falando em Rampa...


É sabido que a vida e a obra de Rampa foi/é um intrigante mistério. Nascido a 8 de Abril de 1910 como Cyril Henry Hoskin, em Plympton, St. Maurice, Devonshire, Inglaterra. Seu pai era Joseph Henry Hoskin, um encanador. Sua mãe era Eva Hoskin. Cyril tinha uma irmã Dorothy Winifred Hoskin. Em 13 de Agosto 1940, casou com Sarah Anne Pattinson, uma enfermeira em um hospital Richmond. Viviam perto de Weybridge por alguns meses, depois foram para o sul de Londres, onde ele passou a trabalhar como fotógrafo criminalista. Suas atividades entre 1950 e 1954 são um pouco vagas.

Em 1954 ele morou em Bayswater, Londres, e passou a se auto-intitular Dr. Carl Kuan Suo. Mudou-se para Dublin, de onde escreveu seus livros mais famosos, como O Terceiro Olho, de 1956. Seu primeiro livro. Rampa escreveu vinte e um livros de 1940 até antes de sua morte em 1981. Mas o pior da história é que dizem que ele nunca saiu do circuito UK-Irlanda, o que desmentiria muitas de suas aventuras e experiências narradas em seus livros...

Sunday, June 14, 2009

Hesse é bom...


Alguém me falou de Hermann Hesse. O fim dos anos 1960, com os movimentos hippie, Flower Power, as culturas alternativas, a macrobiótica e muita, mas muita túnicas indiana - a Índia estava na moda! Os ídolos abandonavam tudo para seguir os ensinamentos de gurus excêntricos... Uma mistura enorme que trouxe muitos livros "às paradas de sucesso" - Lobsang Rampa e o seu A Terceira Visão (The Third Eye, 1956), ou Entre os Monges do Tibete (The Rampa Story, 1960); Carlos Castañeda e A Erva do Diabo (The Teachings of Don Juan: A Yaqui Way of Knowledge - 1968), sobre os efeitos alucinógenos do ácido do peyote, e Uma Estranha Realidade (A Separate Reality: Further Conversations with Don Juan - 1971). Na mesma linha - injustamente classificado como "místico", Sidarta de Hermann Hesse, que conta passagem de sua vida e pensamento durante sua estadia na Índia em 1910, e trata basicamente a busca pela plenitude espiritual. Depois veio O Lobo da Estepe, que conta a história um outsider, misantropo e alcoólatra intelectualizado, angustiado com sua tormentosa condição. Bons livros, enfim...

Mas depois veio Paul Rabit ...

Saturday, June 13, 2009

de grão em grão


Nosso bem-estar depende da forma cívica com a qual lidamos com os outros. Simples gestos como dizer bom dia, por favor e obrigado, além de comportar-se adequadamente em ambientes públicos, são sinais de reconhecimento e respeito pelos outros, bem como bons reveladores do carácter das pessoas.

A atenção que damos ao próximo e às suas necessidades e a cortesia com que lidamos com ele são fundamentais para que haja paz e harmonia numa sociedade. Se ao invés de esperarmos dos outros a iniciativa deste tipo de conduta, formos nós os primeiros a aplicá-la diariamente, teoricamente "contaminaremos", a curto ou a médio prazo os que não a têm, e conseqüentemente traríamos um ambiente social no mínimo mais calmo, confiante e acolhedor.

Numa sociedade em que as queixas sobre a perda de valores é constante, até que ponto somos os culpados pela perda desses valores? Você, camaradinha, por exemplo costuma chega atrasado ao trabalho ou a compromissos? Escreve emails enquanto fala ao telefone com alguém? Já usou filas de caixas de até 10 items nos supermercados para passar 11 ou 12 items? Já furou fila? Já bocejou à frente de alguém enquanto este falava? Já atendeu ao telefone ou mandou mensagens numa sala de cinema ou teatro? Já "roubou" descaradamente a vaga do estacionamento de alguém? Quando convidado para algum evento costuma dizer que comparecerá e no final não comparece? Quando passeia o seu cão, limpa suas necessidades ou as deixa lá?

Ao responder natural e automaticamente que “sim” a algumas destas perguntas, teremos a verdadeira dimensão dos nossos atos... A pimenta nos olhos dos outros é refresco! Pequenos gestos de boa educação e cortesia fazem grandes diferenças. Pequenos gestos, meu caro... pequenos gestos...

Friday, June 12, 2009

dia dos namorados...


Por que o dia dos namorados no Brasil é comemorado hoje, 12 de Junho, e na Europa e nos EUA no dia 14 de Fevereiro?

Diz a lenda que o imperador Cláudio II proibiu a realização de casamentos em seu reino, querendo assim aumentar seu exército, já que jovens sem família cairiam mais facilmente nas garras militares. Mas Valentim, um bispo romano, continuou a celebrar os casamentos mesmo com a proibição do imperador. Valentim foi preso e decapitado em ... adivinhem? Isso, 14 de Fevereiro, no ano de 270.

No Brasil a data é comemorada no dia 12 de Junho - véspera do 13 de Junho, Dia de Santo Antônio. A tradição casamenteira do santo é o que mais se assemelha ao Saint Valentine.

Bobinho, não? É só porque hoje é senxta-feira...

Thursday, June 11, 2009

Twitpocalypse


Este é o nome do número 2.147.483.647, supostamente o maior número de identificação única de posts suportado pelo banco de dados do site Twitter. Depois que deu na Times, a coisa só piorou... é mais e mais gente twitando...

A emocionante contagem pode ser acompanhada aqui!

Eu, particularmente, estou quase em colapso só de pensar o que vou fazer se o tuíter saiur do ar... já pensou? Não vou mais poder dividoir com a rede o que estou fazendo neste momento... e neste... e neste... e neste... Nem saber o que os outros estão fazendo neste momento... e neste... e neste... e neste também!

Já pensou, que horrível ter que voltar para a vida real e não mais viver na internet? Como alguém, algum dia, pode viver sem internet?!?

É cada uma, não?

Wednesday, June 10, 2009

De Deus e dos Dados


Deus não joga dados com o universo, disse Einstein... querendo expressar que na sua opinião a Natureza não opera através de leis estatísticas, tal como proposto na Teoria Quântica. Por ser uma frase de sentido figurado, acaba por dar margem a outras interpretações - a "fé" de Einstein em Deus, ou ainda sobre "destinos" pré-estabelecidos. Eu, cá com os meus botões (que não são de Napoleão), me contento com a explicação quântica.

Aí tem aquela mulher italiana que deveria estar à bordo do vôo 447 da Air France, mas perdeu a hora e chegou atrasada no aeroporto para o embarque... deu nos noticiários, ficou famosa, uma pensionista que foi passar férias no Brasil junto com o marido... morreu em um acidente de carro na Áustria. A "sorte" durou pouco, e acabou por desencadear um fator ainda mais intrigante.

Einstein nunca aceitou a teoria da mecânica quântica, e sempre tentou refutar sua causalidade. Afirmar que "... conhecendo exatamente o presente podemos prever o futuro", assume a premissa de que se pode conhecer o presente em todos os seus detalhes, o que é uma inverdade. O determinismo nos leva a crer que a natureza ocorre independentemente do observador - já a mecânica quântica considera a interação observador-objeto observado como uma realidade fundamental e inquestionável: será que a natureza ocorre por si só ou depende da maneira com o qual interagimos com ela?

Tuesday, June 09, 2009

o que as mulheres fazem

Multitarefa. É só falarmos em multitarefa e alguém já diz: "Não é o que as mulheres são?". Bem, resumindo o resumo do resumo, a grosso modo, multitarefa é um conceito que começou a ser introduzido na computação lá pela década de 60 (se não me engano), como uma tentativa de fazer dos computadores algo ligeiramente menos ordináiro... e na década de 90 algum espertinho resolveu aplicar o conceito também aos seres humanos.

E não sei por que, quando se fala em multitarefa, sempre vem um (geralmente uma) e diz "isso é o que as mulheres são". E o que antes era piada vira irritação, fácil, fácil, pois tal frase de impacto passa a ser parte da "sabedoria popular" - aquele tal de "inconsciente coletivo" junguiano - como verdade absoluta! E se você ousar dizer algo diferente, não importa quão coerente seja, mostrará ao mundo que simplesmente tem aversão ao progresso, e possivelmente bate na esposa.

Mas como todos sabemos que, no caso dos computadores, uma CPU só pode fazer uma coisa por vez (se você estiver usando Windows Vista num PC, nem isso!). O conceito é bem simples, uma questão de prioridade: executa-se um pouquinho por vez de várias coisas, mas ainda assim uma por vez. E com os humanos não poderia ser diferente. Podemos fazer várias coisas, mas nunca ao mesmo tempo... E aí, camaradinha, percebemos o verdadeiro nome do que se chama multitarefa, que não passa de um nome propagandístico, é simplesmente "não-dar-a-devida-atenção-para-a-sua-tarefa".

Não é o que as mulheres fazem? Na verdade, nos dias de hoje, é o que todos nós fazemos. E o pior é que fazemos isso compulsivamente e com orgulho; um vício que rotulamos de habilidade. O pirralho do seu sobrinho "não consegue" jogar um jogo no computador sem estar com a TV ligada, papeando no MSN com no mínimo três coleguinhas, lendo emails, assistindo a um vídeo no YouTube e atualizando o orkut... ah, e claro, desobedecendo a mãe que lhe pede para vir jantar, fazer a lição ou ir dormir... Ele é o futuro!

Então vamos lá, rumo ao futuro - o dentista que perfura seu dente com uma mão enquanto manda mensagem via celular para a esposa, combinando o jantar; controladores de vôo com um radar numa tela e o YouTube na outra, lado a lado. Professores - além dos alunos - dando suas aulas com seus MP3 players nos ouvidos. Todas as coisas serão ainda mais superficiais do que já são, tudo será ainda mais pequenininho, rapidinho, tal como os "twitters", os mini-blogs alimentadores de voyeurs); tudo não passará de uma versão do que um dia foram de verdade. E o resultado, como sempre, sãos as famosas perda-de-tempo, erros demais e falta de atenção, frustração e uma imensa sensação de estar perdendo tempo, e não ter tempo suficiente para fazer nada!

Provavelmente, num futuro não muito longe, mesmo quando tivermos relações sexuais, o nosso pensamento vai estar, em parte, nos últimos acontecimentos do nosso programa favorito de TV, num naqueles três livros que você está lendo, ou simplesmente vai querer dar um fast-forward nisso tudo e partir para a próxima sensação...

Aí alguém diz: "Mas peraí... não é isso que as mulheres fazem?"

Monday, June 08, 2009

salvo pelo gongo!

Já que falei dos cães e dos gatos, por que não falar dos sinos?

Na Idade Média - novamente - na Inglaterra morria-se muita gente devido a doenças e pragas. Pessoas morriam aos montes, e não se tinha muito tempo nem disposição para certificar-se de que estivessem mesmo mortas. Sendo um país relativamente pequeno, também não tinham lá muito espaço para enterrar todos os seus mortos, daí que os caixões eram abertos e os ossos retirados e encaminhados ao ossário, assim o túmulo podia ser reutilizado para outros cadáveres.

Conta a lenda que por vezes, ao abrir os caixões, davam-se com arranhões em suas tampas, pelo lado de dentro. Longe de ficarem aterrorizados - lembre-se, na Idade Média tudo acontecia! - concluiram que aquele morto, na verdade, fora enterrado vivo, e vieram com a idéia de amarrar uma tira no pulso do suposto presunto ao fechar os caixão. A tal tira passava por um buraco no caixão, vinha até a superfície e ficava amarrada a um sino. Após o enterro, designavam um infeliz pra ficar de plantão ao lado do túmulo durante alguns dias. Se o indivíduo "acordasse", o movimento de seu braço faria o sino tocar, e ele seria - literalmente! - "saved by the bell", ou "salvo pelo gongo", expressão usada até hoje, com menos dramaticidade, talvez...

Sunday, June 07, 2009

It's raining cats and dogs!

A terminologia Medium Tempus foi cunhada no século XIV por Petrarca para designar o período intermediário entre a Antigüidade e o futuro que estava à porta, a Renascença. Como todos sabem, as coisas eram precárias nesta época... principalmente em questão de higiene e moradia...

Sobre a expressão do título, reza a lenda que, como na Idade Média os telhados das casas não tinham forro, as madeiras que os sustentavam eram o melhor lugar para os animais - geralmente cães, gatos e outros de pequeno porte, como ratos e besouros - se aquecerem. Mas quando chovia e a água começava a entrar em forma de goteiras, os animais pulavam para o chão, em busca de abrigo.

Acredita-se que assim surgiu a expressão "it's raining cats and dogs" - "está chovendo gatos e cachorros", que ganhou em português a tradução "está chovendo canivetes", ou mais lusitana, "está chovendo a cântaros"!

Pode?

Saturday, June 06, 2009

O Dia "D"


Hoje comemora-se os 65 anos que os Aliados desembarcaram na Normandia, no que foi o início do fim da Segunda Guerra Mundial. Mas o que poucos sabem é que por pouco tudo não deu com os burros n'água, como diriam os patrícios portugueses.

Diz a lenda que a invasão estava programada para o dia 5. O tempo estava favorável nos primeiros dias de Junho, mas vinha piorando, até que desaguou uma chuva torrencial que forçou Eisenhower a mudar os planos e adiar o desembarque em pelo menos um dia.

Nas primeiras horas do dia 5, "chovia gatos e cachorros", como dizem os ingleses, e já se pensava em adiar o plano todo para a próxima combinação de maré baixa e lua cheia - fatores essenciais para a empreitada - no dia 19 de Junho.

Contrariando todos os outros adivinhadores dos humores do tempo, o capitão J. M. Stagg fez o que seria a mais importante previsão do tempo de toda a história: disse ele que a tempestade iria amenizar durante o dia, e o dia seguinte seria satisfatório para o desembarque... e assim o foi.

Se Eisenhower tivesse adiado o plano para o dia 19, seria uma tragédia, pois naquele dia se deu uma das piores tempestades daquele ano, o que tornaria o desembarque impossível, e Hitler poderia ter deslocado ao menos algumas de suas tropas para o leste, ou mesmo usar o fracasso da investida para persuadir Stalin de que os capitalistas eram uma ameaça oa regime soviético, e uma aliança Nazi-Socialista seria a melhor solução.

Já pensou? Uma Europa Nazo-Comunista?

fonte: What If?

Friday, June 05, 2009

outras ondas...

Ah... como demorei para experimentar esse alívio! Como pude suportar tal ofensa do intelecto por tanto tempo? Falo da Rádio CBN SP, e seu jornalismo de circo do matusalênico e cesarístico Heródoto Barbeiro. Por sugestão de um amigo, resolvi mudar de rádio... e um novo mundo se abriu aos meus ouvidos!

Primeiro tentei a Rádio Eldorado, na voz de Geraldo Nunes, que tive o prazer de conhecer pessoalmente em São Paulo. Um profissional de primeira, mas confesso não simpatizar com a modulação da sua voz (desculpe Geraldo!). Mas mesmo assim, uma alternativa para um dia ou outro.

Tentaria - melhor, ainda tentarei - também a Rádio Globo, mas confesso que só o nome já me dá arrepios! A Rádio Bandeirantes é outra alternativa interessante, com o saudoso O Pulo do Gato. E tem também a Jovem Pan, com os comentários do amigo, poeta, escritor e jornalista José Nêumanne Pinto. Tudo no AM, claro!

Mas aí, de repente, me peguei sem assunto... vou falar mal de quem? Sem os absurdos tecnológicos de Ethevaldo Siqueira, as pérolas opacas de Gilberto Dimenstein, as cucuricagens de Miriam Leitão, a ofegância paroquial de Cony, o megalômano Jabor - embora genial! - e do sucupirante Heródoto Barbeiro, vou falar mal de quem?

Melhor dar um pulinho lá na CBN de vez em quando...

Thursday, June 04, 2009

uma tragédia nacional...


Qual é a paixão nacional? Bunda? Carnaval? Praia? Futebol? Entre todas, o futebol é o que melhor representa o Brasil. Um esporte nascido na Inglaterra e tão popular no Brasil... Nenhum outro esporte mobiliza os brasileiros tanto quanto o futebol, mas infelizmente, aquela mesma irracionalidade e estupidez inerente a um grande número de animais humanos, também o acompanha.

Segundo o pesquisador Leonardo Affonso de Miranda Pereira, professor do Departamento de Teoria Literária da Unicamp, o Futebol sempre foi popular, e a hipóteses de que no passado era um esporte apenas para a elite é infundada! Nos clubes de elite, como Flamengo e Fluminense, se praticava o futebol como educação física, complemento da formação do indivíduo - "mente sã em corpo são". Mas nas agremiações populares, futebol era associado à diversão; misturava-se futebol e carnaval... havia até - conta ele - uma agremiação chamada "Sociedade Carnavalesca Miséria e Fome Futebol Clube"!

Foi em 1934 a primeira vez que um atleta negro teve "permissão da elite" para jogar numa copa do mundo, já que até então os negros e os afro-descendentes eram mantidos longe dos gramados oficiais. Tal mudança de mentalidade da elite branca em relação à formação cultural do povo brasileiro passa a ser vista não mais como um problema, mas como uma vantagem. "Casa Grande e Senzala", de Gilberto Freyre, introduziu essa "positividade" ao camuflar o verdadeiro objetivo da teoria da mistura: mistura, mistura, vai "branqueando" até acabar com os negros.

Por ocasião da Copa de 1938 é que o sentimento nacional se consolida em torno do futebol, onde ídolos negros, como Leônidas da Silva e Domingos da Guia, passam a ser identificados pela população, trazendo o esporte às grandes massas com uma seleção mestiça", afirma Leonardo Affonso de Miranda Pereira.

Já o sentimento de que brasileiro joga um futebol diferente, o futebol malandro, com ginga, que valoriza o drible, e se diferenciando de todos os outros países, é uma característica pitoresca que hoje não passa de folclore. Desde Parreira que os técnicos vêem se europeizando, deixando para trás toda aquela magia que acreditávamos ter...

Mas quero falar de outra coisa: Sport Club Corinthians Paulista x Club de Regatas Vasco da Gama... Corinto, uma das mais florescentes cidades gregas da antigüidade clássica, tendo sido autônoma e soberana durante o período arcaico da história da Grécia; Vasco da Gama, navegador e explorador português da Época dos Descobrimentos, comandante dos primeiros navios a navegar directamente da Europa para a Índia... Devido à aportada de Vasco da Gama em Corinto, houve morte na Marginal... nem escolta policial intimidou emboscada a ônibus, com depedração e incêndio...

Não, não estamos falando de esporte aqui. É de outra coisa que falamos...

Wednesday, June 03, 2009

Saudades de Itamar Assumpção...

Desde a partida de Itamar, dessa para uma melhor, pessoas, grupos e agrupamentos seguem tentando preencher a lacuna que itamar deixou na música popular brasileira de qualidade... mas está difícil!

Tem um tal de Dona Zica que ainda sofre o que sofria - desta sina... e agora, na mesma linha, esta Andréia Dias.

Dona de uma voz naturalmente sem qualidades, discursa versos de qualidade literária muito, mas muito abaixo da média, e ainda por cima mal-sincopados. A banda dá o recado na mesma linha... tocam certinho, sem surpresas, sem novidades, sem ousadia... "com desgosto, (...) com descaso".

Pior mesmo que rimar amor com dor, coração com benção, ou ovo com novo (tu quoque, Brute, fili mihi?!?), é rimar frescura com ternura (ou compostura), beleza com firmeza.. e a série urbana que rima mal com Marginal (a avenida), agonizante com Bandeirantes, tomar-no-cu com Vale do Anhangabaú, e desmaio com ... isso! 23 de Maio! Genial, nao?!?

Versos como :"
...
E quando vem e me olha com essa cara
Já me constrange porque me sinto uma mala
...

sugerem, como uma das letras mesmo diz, que ela deveria:
".. parar de cantar, disfarçar e chorar".

E o pior é que andam elogiando! É, devo estar louco mesmo...

Confiram... download gratuito (claro, queria que alguém comprasse?) aqui.

Tuesday, June 02, 2009

um dia de silêncio...


em respeito às vítimas, parentes e amigos dos passageiros do vôo da Air France, a companhia que mais utilizo em minhas viagens...

Monday, June 01, 2009

Cadê o meu cachê!

Aquele pesadelo orweliano de "1984" já é mais que realidade. No livro "1984" de George Orwel, o controle e a opressão ao indivíduo é praticada pelo Estado. Hoje em dia, é praticada por indivíduos. O Big Brother exercia controle sobre os cidadãos rastreando-os com câmeras e telas. Isso acontece agora com cada vez mais frequência, mas na vida real não é obra de um tirano autoritário, mas os "Little Brothers" - "Sorria, você está sendo filmado"!

Jerome Dobson, presidente da Sociedade Geográfica Americana, criou o termo "geoescravidão" para dizer que o controle sobre a vida de indivíduos está acontecendo "no varejo", e não mais "no atacado" - provavelmente devido ao barateamento dos GPS (lembra?). Qualquer um disposto a pagar alguns dinheiros por mês pode rastrear uma pessoa 24 horas por dia. Isso certamente trará profundas mudanças sociais - nas relações entre pais e filhos, maridos e esposas, patrões e empregados... mas lá vamos nós, novamente, culpar a tecnologia pela nossa incapacidade de identificar limites!

Há um caso para ilustrar isso: Martha Stewart, apresentadora de TV que cometeu irregularidades em negociações de sua empresa e foi colocada sob prisão domiciliar. Como? Ela tinha de usar uma tornozeleira eletrônica com rastreador. O juíz determinou a "pena de encarceramento" - como se fosse uma cela - o uso de um rastreador. Pode não ser uma "prisão", mas tampouco é liberdade.

Creio que foi em "Trust" que Francis Fukuyama defendeu a ideia de que Orwel disseminou um medo errado em "1984", defendendo que a tecnologia da informação, juntamente com a internet e os celulares, trouxe liberdade para os indivíduos, não opressão. Polêmico, Fukuyama acredita que a humanidade - ou a América - precisa de um antídoto para o que ele chama de "crescente cultura de formas extremas de individualismo", que segundo ele pode trazer "conseqüências terríveis" para a saúde econômica das nações...

O grande problema é que essa forma de vigilância é muito mais aceita do que a anterior - vide George Bush e sua política de cercear liberdades individuais em pról da segurança coletiva. É a maior ameaça já experimentada pelos humanos às suas liberdades individuais. Pessoas honestas em atividades honestas sendo observadas e controladas.

O maior problema, ao meu ver, é a complacência voluntária à falta de liberdade e de individualiudade. É o sentido derivado-expandido - e inverso - dessa vigilância. Muito além das comunidades virtuais (Orkuts, Facebooks, LinkedIn, etc), há os "tweets", verdadeiros alimentadores de bisbilhoteiros, auto-denominadas "redes sociais" estilo microblog, que permitem usuários enviarem atualizações pessoais e lerem a dos de outros, através da própria Web ou por SMS. Pessoas chegam ao absurdo de atualizarem seus tweets a cada minuto...